sábado, 16 de abril de 2011

Tá todo mundo louco

No dia 09 de Abril de 2009 eu visitei o blog Um pouco de Bossa da minha amigona Natália e postei este texto que agora relembro com vocês.

Li em algum lugar que a procura por médicos especialistas está aumentando consideravelmente, daí o divã do amigão seria uma boa idéia pra gente esvaziar estes consultórios. Tá tudo lotado. Terapeutas, analistas, psiquiatras, gurus... todo mundo querendo achar uma saída e todo mundo pagando preços exorbitantes para encontrar esta tal de saída.
Soninha Francine escreveu na sua coluna na Revista Simples que "as pessoas entendem loucura como algo divertido. Dizem que fulano é louco por colecionar tampas de garrafas, não perder jogo de futebol nem no dia do casamento, ou porque é engraçado ser louco".
E o que entendem por terapaia? " Entendem por terapia um tratamento para loucos e já que loucura pode ser algo trivial, terapia acaba virando sinônimo de frescura mas não é. É impressionante quanta coisa nos é revelada quando vemos a nossa própria imagem no espelho."

Segundo a moça vereadora de São Paulo "a terapia ajuda a enxergar o que era impossível descortinar sozinho"
Meus respeitos a nossa jornalista, vereadora e comentarista de futebol mas eu não concordo.
Imagine, o psiquiatra por exemplo, deve cobrar uma fortuna para uma consulta de cinquenta minutos e o que ele faz nos dez minutos que sobraram? Fica analisando o paciente? "Pô este aí é doido mesmo. Que cara louco meu!". Sei lá, eu não me exporia tanto assim.
Sei que muitas vezes temos tristezas e até depressões profundas mas ter que pagar alguém pra me ajudar a sair disso é algo que não me convence.
Não tenho problemas em falar das minhas mágoas, fraquezas e desatar meus próprios nós mas sou daqueles da velha guarda que acreditam que tudo se resolve no boteco com um bom papo com um bom amigo.
Terapia não é frescura. É bom. É sério. É certo mas se eu não tiver um bom amigo numa hora dessas é porque já passei do último estágio da loucura e daí não tem mais jeito.Vou gastar dinheiro a toa.
Não há remédio que cure a falta de amigos.
No filme Crocodilo Dunde (é este mesmo o título) ouvi um diálogo entre os dois personagens principais, o australiano e a americana:
- Amanhã eu tenho analista.
- O que é analista?
- É tipo um médico que ouve meus problemas e me ajuda a resolvê-los.
- E você paga por isso?
- Sim... peraí, na Austrália não tem analistas?
- Não. Lá nós temos amigos.


Pois é, se você está convencido de que eles são tão necessários assim e que eu tô falando besteira, você está certíssimo. Quem sou eu pra discutir com você? Mas eu ainda acho que antes de procurar um bom terapeuta ou analista você deveria procurar um bom amigo. Falar, ouvir, rir, cantar e desabafar. A maioria das pessoas só querem ser ouvidas por isso pagam fortunas.
Seja você este bom amigo. Procure ouvir mais e falar menos. Entenda, concorde, ouça, ria, cante e escute os desabafos.
 " Para dor de dente, dentista. Para dor de cabeça, analgésicos. Para as tristezas e nós embolados, os amigos ".
E qualquer coisa tem o Amigão aqui, que sempre estará pronto a ouvir. Meu preço é acessível. Cobro quatro brejas para cada hora de papo com a diferença de que você vai beber a cerveja junto comigo. Se for muito chato, cobro seis.

Divã do amigão??? Taí gostei.
Beijão pra vocês e uma feliz páscoa!

2 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Du disse...

Também gostei da ideia do divã... taí, quem sabe o povo todo volta pra blogosfera como antigamente, heim? E este texto é lindo e...feliz Páscoa procê também, meu amigão!

Beijoooooooo

Eneida disse...

Adorei!!!!! Assino embaixo. beijinhos, Boa Pascoa

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