sexta-feira, 8 de abril de 2011

O dia que o William Bonner não disse boa noite

Ontem o Jornal Nacional deu um banho de jornalismo. Um show de imagens direto de Realengo. Realengo ali na zona Oeste do Rio que eu conheço de andar e viver.Realengo cantado na célebre música do Gilberto Gil "Alô, alô Realengo aquele abraço!".
Realengo, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Santíssimo, Vasconcelos, Campo Grande, Paciência....
Epa, preciso ligar lá em casa. E o medo de alguém atender chorando? Ligo. Carol atende com um alegre “Oi tio!”. Ufa! Respondo aliviado.
São imagens e cenas que marcarão pelo resto da vida: “Para me acalmar, fiquei desenhando na minha mão”. Pais e mães que nunca mais dirão “Meu garoto!” ou “Minha menina”. "Sonhos interrompidos" foi isso que a presidenta disse chorando.
O Jornal acaba mas o apresentador não diz “Boa noite” diz “Até amanhã” e os créditos vão descendo por cima da imagem da Escola municipal Tasso da Silveira no fundo da tela e eu que até aqui só conseguia sentir raiva e indignação começo a pensar em todas as Anas Carolinas, Biancas, Géssicas, Karines, Larissas, Luizas, Milenas, Samiras...e penso nas minhas sobrinhas nessa mesma idade e cidade infeliz cidade nesse dia...então eu choro.

Até amanhã!

4 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Eneida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eneida disse...

Muito triste tudo isso!! beijinhos com carinho e bom fds, querido

Lorena disse...

E toda vez que leio um novo texto sobre o assunto (principalmente aqueles com a sensibilidade do seu, querido Amigão), eu também choro.

Lilica disse...

Muito, muito triste a situação dessas famílias que perderam seus pequeninos numa tragédia tão sem sentido. Um horror.
Beijos

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