domingo, 19 de dezembro de 2010

Cafe de domingo

Eu vi o comercial na tv ontem e era um anúncio desses de feliz natal que abundam em nossa tv. O impulso foi correr pro you tube e relembrar do Guilherme Arantes. A música é antiga mas eu já estava na correria na época que ela surgiu e foi sucesso e eu nem percebi.
Foi preciso ressurgir num anúncio com um bebê pra me chamar atenção.
Eu estava correndo tanto que nem reparei.
Mas aí chega o momento da entrega e você nem percebe como tudo aconteceu. Nem lembra como foi que abriu as portas.
Aí você se entrega.
Fica quietinho no seu canto.
Aí a luz aparece.
Eu lembro de você chorando no final do ano passado.
Eu lembro de você morrendo de saudades no passado.
De repente um telegrama de emprego, você foi aprovada e se sente "feliz como um pinto no lixo", foi o que você disse.
Eu vi você desamparada e perdida pedindo mais uma chance e agora recebe o resultado do exame médico você está grávida e eu nunca vi você tão feliz.
Mas eu vejo você correndo, disfarçando e fazendo de contas que é feliz e o melhor da vida já tinha começado faz tempo e você nem reparou.Estava correndo.



E é tão gostoso ter os pés no chão e ver que o melhor da vida vai começar

 
Bom dia, mas bom dia mesmo!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Histórias de Natal

Da mesma goiabeira, quando chegava o natal minha mãe arrancava um galho bem grande, plantava numa latinha ou balde e o enrolava com algodão. Pronto. Era a nossa árvore de natal. Chego a lembrar dos cartões natalinos e enfeites que  pendurávamos na árvore.

Presentes? Não. Não havia presentes de natal. A ceia era muito simples bem antes da meia noite,um hino de natal que nós cantávamos divididos em vozes como num coral, a leitura de um salmo. Arroz , farofa, frango assado e muita manga. Manga. Sempre que lembro da minha infância minha mãe está chupando mangas. Ela adorava mangas.Ela adora mangas. De comer manga com farinha no prato. Juro.

Meu pai faleceu no finalzinho do ano e  desistimos de comemorar o natal já naquele ano e no seguinte. Por pouco tempo pois logo, logo nasceu a Bruna e depois o Luciano e veio a Camila, Carol e foram vindo...e a cada vida vinda o natal mudava.Mudava a vida, mudava o natal mudávamos nós.

A mangueira foi a mesma que durante vários natais  sombreou e alimentou muitas de nossas festas e reuniões. O importante era estarmos juntos mesmo que doesse, doeria mais a ausência um do outro.Mas isso foi bem depois que crescemos e vieram os agregados e os agregados nunca vém sozinhos, trazem outros e se não tiver cuidado a coisa desanda.
É por isso que sempre que anunciava a festa de natal na casa da vovó, pois é, ela virou vovó Maria mas continuou a comandar a familia com seus doces e já cansados braços de ferro e ainda hoje quando se ouve por exemplo dizer que natal é uma festa hipócrita e que todos que dela participam são hipócritas, ela responde com a boca cheia de mangas:
- É tudo hipócrita sim, mas sempre tem lugar pra mais um.

Ah as mangas...



 
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