Um dia eu participo decentemente de uma blogagem coletiva. Acabei de perder mais uma. Desta vez a iniciativa foi do blog CD-Lado B, que eu vi na Rô e na Du.

Eu acho que nenhuma mas estou escrevendo e as palavras vão jorrando aqui no meu teclado. A Melissa é personagem de novela, “Caminhos das Índias”, tem um filho doente.Perigoso. Mas ela finge que não está acontecendo nada. Em meio às crises ela sempre aparece malhando, ou usando algum creminho e aparentemente não se preocupa com o problema do filho e sim, com o que os amigos irão pensar do filho e os dias vão passando e o problema aumentando.

“Quando seu moço,
Meu guri é um exemplo de como famílias estão educando e criando seus filhos. Meu guri é como Melissa trata o filho doente. Meu guri é a vitima do despreparo dos pais. É a desculpa, o estorvo, a praga. Meu guri é drogado?O Governo deveria legalizar a droga e assim proteger muitos guris?
Não sei.
O que o governo vai fazer ou não, não me importa. Interessa mais saber como vou fazer aqui dentro de casa.
Quer mudar o mundo? Mude você primeiro.
O governo não pode ser responsável pelo que acontece aqui dentro de casa.
Se for pra legalizar a maconha ou qualquer tipo de droga, vamos legalizar primeiro aqui dentro de casa.Enigmático? Sim. O post vai ficar assim mesmo.Que é pra você ler nas entrelinhas como foi aqui em casa. Espere um pouco que a Beth está terminando de cantar e neste momento sinto umas lágrimas descerem no meu rosto. Estou pensando em como foi que tudo aconteceu e como poderia ter sido se eu não tivesse feito tanta coisa que fiz. E enquanto vou escrevendo este post mentalmente, a Carol grita ao meu lado:
O Meu Guri
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Quando, seu moço
Nasceu meu rebento
Não era o momento
Dele rebentar
Já foi nascendo
Com cara de fome
E eu não tinha nem nome
Prá lhe dar
Como fui levando
Não sei lhe explicar
Fui assim levando
Ele a me levar
E na sua meninice
Ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega suado
E veloz do batente
Traz sempre um presente
Prá me encabular
Tanta corrente de ouro
Seu moço!
Que haja pescoço
Prá enfiar
Me trouxe uma bolsa
Já com tudo dentro
Chave, caderneta
Terço e patuá
Um lenço e uma penca
De documentos
Prá finalmente
Eu me identificar
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento
Relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar
Cá no alto
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Prá ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega estampado
Manchete, retrato
Com venda nos olhos
Legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente
Seu moço!
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato
Acho que tá rindo
Acho que tá lindo
De papo pro ar
Desde o começo eu não disse
Seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí
Olha aí!
E o meu guri!...(3x)






















