sábado, 28 de novembro de 2009

Cuidado por Deus!






Convidado: Marcone França

Oh de casa!!!!!


Amigão fiquei muito feliz com o convite pra estar no sofá mais famoso do mundo todo da blogosfera. Mas ai a felicidade dá lugar à preocupação da responsabilidade. Porque tanta preocupação? Vem de minhas características. Sou tímido e principalmente falo pouco. Mas estou entrando, não sem antes limpar os pés, para não arrumar confusão com dona Elite, porque começar a falar é difícil mas depois que começo melhor continuar.





- Eu sou a soma de todas as opções que fiz até agora!

Sabe amigão, sempre que falo de felicidade me vem à mente um dia, o de meu casamento. Sei que para os noivos em geral este é um dia de muita felicidade, mas a minha experiência foi marcante. Não sei se melhor ou pior que a de outras pessoas, mas especial para mim. Foi um dia agitado, como não poderia deixar de ser, idas e vindas do local da festa, entre muita ansiedade e um mal estar estomacal que passou com um abençoado remédio dado por meu pai. Lembro de cada momento daquele dia. Mas, como não poderia ser diferente, lembro especialmente do momento que, do altar, a vejo sendo conduzida pelo pai para mim – parece egoísta, machista, mas foi isto que senti. La vem ela, linda, sorridente, feliz. Eu vou ao encontro e cumprimento o pai dela, e vou falar com ela, beijo-lhe a face e, olha o romantismo, disse: “Maloqueira tu taz muito linda”. Daí pra frente tudo aconteceu como deveria, muita felicidade, uma festa linda, abençoada.

Mas voltemos à vida blogueira.

Ha pouco mais que um ano, estava passando por um momento difícil, sem poder trabalhar, e um dos passatempos era a net. Conheci o blog de minha prima, o nadica de mais, e percebi que aquele seria uma boa válvula de escape. Mas quando pensei em um nome para o mesmo não consegui achar outro nome se não “Deus cuida de mim” ou mesmo, como eu gosto de dizer, “Cuidado por Deus”. Por pior que fosse a situação que estava passando em momento algum tive dúvidas quanto ao cuidado de Deus por mim. E não é fato recente, não foi só na situação que enfrentava, mas em outros tantos momentos de minha vida. Para não ficar muito vago... Eu passei apuros com os rins quando criança, problemas com pressão arterial alta e mais recentemente passei por um processo cirúrgico que fiquei por quase dois anos usando uma sonda urinária o que “ajudou” em uma quase depressão. Nossa, mas em que momento alguém com problemas semelhantes pode sentir-se cuidado por Deus? Sabe quando você está caminhando a beira de um abismo, olha para baixo e não ver o fim, mas mesmo assim você continua, avança por que sente algo lhe segurando, sente que alguém esta com você e não vai lhe deixar cair?
Pois. Já tem certo tempo, melhor, alguns anos, aproximadamente 11 anos, eu acordei com uma frase na cabeça. “No mundo tereis aflições”. Eu sabia que isto é um versículo bíblico, mas precisava conferir todo. João 16:33; “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Ninguém está livre de passar por dificuldades, enfrentar problemas, mas é preciso ter paz em Deus. Paz não é necessariamente conformismo ou em estado de letargia. Tenho procurado fazer a minha parte, a parte possível, e deixo que o impossível Deus faz. E diante de uma adversidade, daquilo que seria, ou é, um escape, Deus põe em meu caminho pessoas maravilhosas, amigos que se permitem compartilhar suas experiências de vida conosco e nos enriquecer, fazer rir, chorar, se emocionar, e ver como Deus cuida, não só de mim, mas de cada um de nós de forma especial.

É isso amigão, e amigos. O cuidado de Deus não é uma exclusividade minha, ele está ai pra quem se dispor a ser cuidado por ELE. Só lamento o fato que os cuidados de Deus são maravilhosos, e muitos querem, mas não se dispõem a se aproximar de Deus. É pessoal, intransferível. Vou indo porque pra quem fala pouco já falei demais. Abraço e até uma outra hora.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Elite Macabéa



Certo dia, menti para o meu patrão que iria arrancar um dente e que então, não poderia ir trabalhar. Na verdade, dei-me o direito de ficar sem fazer nada. Neste mesmo dia, à tarde, arrumei um namorado. Estava caindo uma chuvinha mansa, e o moço me convidou para dar uma volta. Ele perguntou qual era a minha graça, e eu respondi: "Elite" .O moço achou estranho o nome, e eu expliquei que era pra ser Eliete, Maria Eliete, mas por um erro do escrivão, ficou Maria Elite.
Mas não deu certo. Ele terminou tudo comigo dizendo que eu era um "cabelo na sopa”. Com o fim do namoro minha reação foi rir. Ria por não se lembrar em chorar.
Depois disso resolvo dar-me uma festa, já que ninguém me dava. Comprei batom vermelho, lambuzei a boca para ficar parecida com minha ídola, Marylin Monroe. O meu sonho impossível era me tornar uma estrela de cinema parece que foi a única fantasia que me permiti.
Um dia seguindo os conselhos da minha amiga Mariúsca, a que roubou meu namorado, fui visitar uma cartomante, Madame Carlota que começou a falar sobre o meu passado e disse que por minha vida ser uma tragédia nem iria cobrar a consulta. Mas eu fiz questão de pagar.
Com o dinheiro em mãos, a cartomante mudou seu comportamento: disse-me uma porção de coisas boas, que minha vida iria mudar para melhor e que eu iria, naquele mesmo dia, conhecer um gringo muito rico, meio alourado, com o qual iria me casar.

Quando saí da cartomante, estava grávida de futuro, sentia em mim uma esperança tão violenta como jamais sentia tamanho desespero. Até para atravessar a rua me sentia diferente e justamente ao atravessar a rua, fui atropelada por uma mercedez.Fiquei ali no chão desacordada,até ouvir os gritos do...amigão reclamando que o café estava evaporando no fogão.



E eu, que sou Elite, que sou Macabéa, terei alguma chance de virar estrela? Não sei. Estou apenas sendo.O que? Não sei. O quer que eu seja ainda não estou muito acostumada.

Do Livro "A Hora da Estrela"  de Clarice Lispector.

Maria Elite é a diarista do amigão e escreve todas as sextas aqui no blog do patrão.Enquanto estava preparando a casa para o sofá do amigão encontrou o livro que a dona Du, mandou de presente e ao sentar para ler, dormiu e sonhou que era Macabéa...e o café, ó...Amanhã tem visita no sofá, e quem estará aqui é o Marcone do blog  Deus Cuida de Mim. Todas as notícias aqui são verdadeiras a única falsa mesmo é ela.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Então é natal



Foi ontem que recebi a ligação da moça da Casa de amparo às crianças com AIDS, era o pedido para minha contribuição anual de  natal.
E foi ontem que eu lembrei que há cinco anos eles me ligam na mesma época pedindo a doação.É bem verdade que há cinco anos lá pelo mê de abril eu também ligo pedindo um recibo pra declarar no IR (mas eu ainda nem recebi minha restituição de 2008 e eles já estão me ligando?)É cedo não?


Mas as coincidências não param por aí, ontem o pessoal da coleta do lixo estava eufórico entregando em todas as casas um cartãozinho desejando feliz natal. Tinha até foto dos garis. E informaram que vão passar no dia 20/12 para recolher a caixinha de natal.
E foi hoje pela manhã que comi mais um pedaço de panetone...

Diante de tantas evidências não me restam mais dúvidas, o Natal chegou.A partir de hoje vou manter distância das Lojas Americanas, é lá que fica o dia inteiro tocando Simone, né?





Bom dia, mas bom dia mesmo!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O caso da Uniban



Este caso que envolveu a nova musa do verão Geyse me surpreendeu mais pela maneira como a Unibam tratou o caso. Eu já tinha uma opinião formada quando vi o advogado da universidade dizer que a moça é quem tinha provocado tudo.Depois se atrapalharam e “desexpulsaram” a moça.Nota zero em marketing pra eles.




Foto para a comunidade da Uniban no Orkut- piadinha


Aqui em São Paulo temos um shopping construído nas imediações da Paulista, numa rua repleta de moradores gays. E lógico que se a rua é composta de moradores gays era natural que eles freqüentassem o shopping, o que assustou de imediato a direção do centro comercial foi o público invadindo suas lojas com seu comportamento assim, digamos mais alegre.

Meu amigo, que era diretor de mídia na agencia que na época cuidava da conta publicitária do shopping, me contou em uma dessas conversas de boteco, do desespero dos diretores do shopping, eles queriam mudar a imagem, afastar o publico gay e chamar as famílias de volta. Precisavam de uma ação publicitária urgente. Isso aconteceu em 2003.

E dá-lhe Jobs! “E vamos lançar uma campanha na TV, radio jornais e revistas anunciando o shopping como um novo lugar para a família.”Tudo preparado... não fosse um acontecimento que mudou toda a história do shopping.Um casal de namorados gays foi agredido e expulso do shopping após trocarem um “inocente beijo” nos corredores.
O fato gerou mídia, polícia, protestos e a mobilização de vários grupos gays que se organizaram e convocaram a população para o “beijaço” no final de semana seguinte.Arranhando assim toda a imagem que o shopping achava que tinha.Como recuperar isso?

- Agora fudeu de vez,não tem campanha publicitária que dê jeito nisso, a recomendação da agência diante disso tudo é que vocês pintem o shopping de rosa, levanta a bandeira do arco-íris e assume logo porra!Quem sabe vocês entram pra história como o primeiro shopping que saiu do armário.


“O jornalista João Xavier e o publicitário Rodrigo Rocha, namorados e pivôs da polêmica, não foram ao protesto, que virou uma grande festa, apoiada pela direção do shopping, que nega ter havido discriminação. A direção diz que controla excessos, seja de homossexuais ou heterossexuais. O shopping decorou a entrada e corredores com lábios pintados de vermelho, montou palco na praça e convidou o DJ Zé Pedro para comandar a parte musical.
Cerca de 3.000 pessoas, segundo o shopping, espremeram-se na praça nos 90 minutos de duração do “beijaço”. A capacidade do local é de 600 pessoas sentadas. O trânsito ficou lento na Rua Frei Caneca.

Embalados por “Doce Vampiro”, “Beijinho Doce” e músicas com a temática apropriada, homossexuais femininos, masculinos (a maioria) e também heterossexuais trocaram todo o tipo de beijo, do tradicional “selinho” até os mais demorados e profundos. O “beijaço” começou tímido. Depois todo mundo se soltou. “É a primeira vez que nos beijamos no shopping”, disseram o assistente financeiro Roger Lopes e o estudante Rudnei Bueno, que vivem juntos há dois anos.




Vamos ver como a Uniban vai sair dessa.
Bom dia!



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lombada



Naquele post da semana passada eu contei que não falo com um amigo desde 1997 por conta de minha chatice e tomei uma surra nos comentários. Mas não é bem assim e temos que fazer justiça aos amigos que estão sempre ao nosso lado apesar dos pesares.
A campanhia de casa tocou e lá estava ele, o meu amigo Bill com seu filhinho Gui de três anos de idade:
- Pai, quem são essas pessoas? O que tem aqui nessa casa?
- Aqui é a casa do seu tio, filho.
- Meu tio? Ele é gordão né pai?
- ...
O Bill é meu amigo desde 1986 quando nos conhecemos e apesar da enorme diferença de idade na época , que hoje não é tão grande assim já que os dois são barrigudos e envelheceram, nossa amizade permaneceu. Pra ser sincero mesmo é uma amizade que sobreviveu a tantos comentários devido mesmo a diferença de idade.O que era importante para os outros para nós era só um detalhe, e o tempo está aí pra mostrar que  uma amizade pura é sim um tom de vida.
Nossas visitas são raras mas basta um telefone: "Preciso falar com você urgente", "estou com problemas", "preciso de um conselho" e a gente despenca do Campo Grande para a Aclimação ou de lá pra cá.E como é bom ouvir desse amigo:

- Sabe, você é o verdadeiro DNA, da minha personalidade, do meu caráter, de tudo que sou hoje.

Não vejo o Bill todos os dias, mas um dia liguei pra perguntar algo sobre finanças, já que ele é um grande profissional numa grande instituição financeira, e ele me falou:
- Amigão, você acredita em sincronia?
- Sei lá o que é isso.
- Então ,eu ia te ligar justamente hoje.
E eu acreditei, porque nas várias vezes que nos falamos sempre um estava pensando em ligar pro outro ou no tempo que estávamos sem nos falar.
Pensando bem amizade é isso mesmo e consiste na inexistência de resistência ao outro mesmo quando há resistências.
O tempo passa e a gente vê que de toda uma historia não sobraram rancores, nem cobranças, só mesmo a vontade incrivel que a gente tem de se ver de vez em quando.
E quando o amigo aparece com o filho te chamando de tio, é de rasgar o coração , né não?
- Tio aqui ta falando que tem buraco!



- Não Gui, não é buraco é lombada. O sinal de buraco é ao contrário
- Tio porque você e meu pai conversam tanto hein?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Café de segunda



Duas coisas básicas e obrigatórias na segunda-feira é o cafezinho mais demorado, uma leitura para  meditar e uma oração que é pra começar bem a semana, que é pra lembrar que sem proteção e cuidado não conseguiremos.Então vem comigo pro cafezinho e aproveita pra ler a meditação matinal  que escolhi para hoje.

A águia é um bicho interessante desde sua origem. Um frango está pronto para ser vendido no mercado em nove semanas. Águias não, elas levam, como no caso da águia real, até um ano para voarem sozinhas.
Você pode ver pombos, andorinhas e periquitos voando em bandos. Águias não, sempre estão sozinhas, no máximo duas. Ficam lá no alto, olhando o céu infinito.


Quando aparecem as tormentas.As águias não se escondem. Abrem sua asas, que podem voar a uma velocidade de 90km por hora, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que as nuvens escuras, a tempestade, e os choques elétricos podem ter uma extensão de 30 a 50 km, mas lá em cima brilha o sol. Nesta luta terrível podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima.
Finalmente, as águias também morrem, mas alguma vez você viu um cadáver de águia? De galinha talvez, de cachorro ou de pombo, mas cadáver de águia não se encontra por aí. Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Procuram com seus olhos o pico mais alto, tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos inatingíveis e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer elas são extraordinárias.
 (Meditação Matinal de Alejandro Bullón)


 Bom dia, mas bom mesmo!

sábado, 21 de novembro de 2009

A louca da casa




Convidada: Dani Moreira

Oi Amigão, oi povo!!!
Eu sou a Dani, do blog A Louca da Casa, faço parte da panelinha do Amigão (é, acho que tem que ser panelão, senão não caberia eu e o Amigão junto, kkkkkkk), com muito gosto e com muita honra. Conheci o Amigão justamente por conta do sofá. Na época, a Luaninha era a convidada do sofá e eu vim correndo ver que babado era esse. E desde então gamei. Foi amor a primeira lida!
E hoje é a minha vez de sentar nesse sofá gostoso, super desejado. Que alegria!!



Sabe o que ta me deixando animada ultimamente? a chegada do fim do ano. Aqui em São Luís a gente percebe a chegada do fim do ano não apenas pelo calendário, mas pela mudança do clima. Os dias ficam mais nublados, o vento fica friozinho e fica aquela cara de que vai chover. Parece que até o cheiro é outro.
Eu adoro essa época.
Enquanto para muitas pessoas esse é um momento nostálgico, tristonho, sem nenhum significado, pra mim é um momento de reunir a família, de renovar as esperanças de que no próximo ano tudo melhore, de ter roupa nova no guarda-roupa, de ficar numa brincadeirinha de esconde-esconde com meu amor pra dar aquele presente bacana sem que o outro perceba.
E tem o natal né? Natal pra mim é uma época muito feliz. Eu, como boa católica que fui um dia, já comemorei essa data de forma mais cristã. Mas hoje eu não vou mais a missa da véspera, só fico em casa, faço minhas orações com a família toda reunida, agradeço a Deus pelo filho que ele nos deu para nos salvar e comemoro o fato de ter as pessoas que amo comigo, os meus amigos ainda próximos e todo mundo bem com saúde.
Esse ano tem um sabor ainda melhor. É o meu primeiro natal de casada. Agora tenho uma família a mais, mesmo ainda pequenina formada só por duas pessoas (eu e meu mozão).
Desde que começamos a namorar ele sempre passou o natal comigo, na casa dos meus pais, mas nunca escondeu que não via a hora da gente casar para poder passar o natal na nossa casa. E aí surge a questão: o que vou fazer esse ano? Vou pra casa da mamy e papi ou fico com o maridão na nossa casa?
Estamos conversando e espero que cheguemos a um consenso. Independente do que acontecer, vou ficar feliz e grata por ter opções enquanto tem tanta gente sozinha nesse mundão.
Novembro tá passando ligeiro e eu to esperando dezembro chegar para fazer toda a arrumação da casa: pintar o meu ap, decorar árvore, colocar vários enfeites pela casa e guirlanda na porta. Tudo isso pra receber o ano novo, que se Deus quiser, vai ser mais feliz que esse.
E vocês como se sentem em relação ao Natal e a chegada do fim do ano?
Deixo uma bejoca em vocês, leitores do Amigão e, claro, bejocas especiais no Amigão, na Elite e na Ana Carolina (a cachorra, não a cantora).
Depois passem lá em casa pra saber como vai ficar essa história do natal em família.


Nota: A Dani e o Amigão, foram clicados pelas lentes do Moiza, o rei das tirinhas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Feriado, patrão pobre, orkut novo...



Hoje é o Dia da consciência negra, e eu sou neguinha. E mesmo assim tenho que vir trabalhar hoje em pleno feriado. De que me serve um feriado desses? Já o patrão que não é neguinho mas não chega a ser branquinho tem o direito de ficar dormindo e roncando até as onze da manhã. Imagina a hora que o sujeito deve ter chegado em casa ontem pra ficar roncando desse jeito...E amanhã tem visita no sofá dele, a convidada dona Dani, já ligou pra perguntar o cardápio de amanhã e fazer um monte de perguntas sobre o Bobão.

- Meu patrão tá dormindo, dona Dani, deve ter chegado de madrugada...

Eu respondo pra ela que meu patrão é largado assim mesmo, sem ninguém e só eu que cuido dele mesmo. Às vezes eu me preocupo com ele:
- Patrão, o senhor não pode continuar sozinho. Precisa encontrar alguém para dividir as rugas.

Mas pensando bem que iria agüentar um homem chato como esse? E publicitário ainda que só pensa no seu próprio umbigo e alem disso é pobre? Bem mas você poderia dizer “eu conheço um publicitário pobre”.

Veja bem eu convivo com um publicitário pobre e solteirão e conheço muito bem esta raça. Já fui diarista de outros publicitários.Todos metidos a bestas.Todos solitários. Eu mesma, jamais namoraria um publicitário.Você pensa que eles são super criativos na hora de dar presente. Que nada. Eles nunca lembram a data e acabam mandando flores no outro dia com um cartão, esse sim, super criativo – pra fazer você esquecer da raiva.

Publicitário só se lembra das datas que podem gerar um anúncio e ganhar prêmio. Publicitário não tem tempo pra nada. Você vai agüentar as ausências nas festinhas de colégio dos filhos, os atrasos no aniversario da sua mãe, as viagens nos casamentos dos primos.

Bem, você deve achar que namorar um publicitário vale a pena porque ele deve ser divertido e seus amigos vão achar que ele é o Maximo. Mentira.Publicitário sempre acha os outros bobos, as outras profissões fáceis e que barzinho da moda é a pior coisa do mundo.

Aliás, publicitário costuma odiar tudo que as maiorias adoram. Aquela musica que estourou nas rádios? Bandinha de adolescente. O filme que ganhou 37 Oscar? Indústria. Novela? Só o intervalo.

Mas talvez você queira namorar um publicitário porque ele entende de cinema e vai ser um programa divertido. Desista. Ele vai passar o filme inteiro comentando os detalhes técnicos, a direção de arte batida, a fotografia sem graça, o erro no roteiro e a direção fraquinha.

Mas eu to falando dos publicitários de verdade, o meu patrão não passa de um bobão.
Enquanto ele não acorda vou aproveitar pra aceitar o convite que a minha amiga Mariúsca enviou pro Orkut novo.E eu esqueci a senha do orkut velho...





Maria Elite, é a diarista do amigão e escreve todas as sextas-feiras aqui no blog do patrão .Agora inventou de falar da profissão do patrão que ela não entende nada. Aliás o texto não diz coisa com coisa,começa um assunto e termina com outro. O texto sobre publicidade, circula livremente na internet, por isso não deu crédito pra ninguém. Todas as noticias são verdadeiras, a única falsa aqui é ela mesmo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia da consciência negra



"Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, a ser comemorado amanhã (20), um comercial da Nova SB assinado pela Caixa Econômica Federal mostra um pouco da cultura desse povo. O filme, produzido pela Paranoid BR com direção de Heitor Dhalia, mistura sons, melodias, timbres e instrumentos afro-brasileiros, num trabalho de pesquisa da Atakk.  O trabalho atual da Caixa para a Consciência Negra é baseado em poema de Oliveira Ferreira da Silveira."




Do Blog do Adonis

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quando os chatos somos nós




 Pra ser bem sincero eu nem sei quem é a Madonna, sei que ela namora um rapaz chamado Jesus e que agora não sai mais do Brasil. Juro que queria saber mais dela conhecer alguma canção, mas desconheço totalmente. To falando dela aqui por conta de uma coluna do Zé Simão na Folha, semana passada:
“E a Madonna que se cuide. No Brasil é assim: quando começa a vir muito, o povo diz “Lá vem àquela chata da Madonna”, “Ela tem celulite”. “Disfarça que chata da Madonna ta chegando”.
Eu acho que já fui muito chato. Eu vivia ligando para as pessoas pra desejar feliz aniversário, feliz natal. Ás vezes ligava meia-noite só pra ser o primeiro a dar os parabéns. Ah, tem mais, eu ligava pra reclamar porque as pessoas não me ligavam de volta.
- Por que você nunca me liga?
Um dia, um amigo que eu gostava muito não agüentando mais aquela pressão toda disse:
- Porque você cobra tanto por eu não ligar? Não seria mais legal se um dia eu te ligasse sem você esperar? Você não ficaria feliz por ter sido uma coisa que eu fiz sem você pedir? Concorda? Então espera eu te ligar.
Estas palavras foram tão fortes que eu decidi naquele momento não ligar mais nem esperar mais nada de ninguém.Foi algo  que mudou muito a minha maneira de agir.Eu era um chato e não percebia.
Este conselho tenho passado pra todo mundo que me pergunta: “Eu ligo ou não ligo?”. “Lógico que não, espera ela ligar, caramba!”. Se bem que ontem eu comentei no blog de um amigo: “liga sim!”.
"O chato nada mais é que um exagerado. Ele ama demais, ele é infantil demais, ele leva muito tempo pra contar algo que aconteceu, ele fica horas no telefone, ele se leva a sério além do razoável, ele ocupa o tempo dos outros com histórias que não são interessantes. O chato é, basicamente, um cara (ou uma mulher) sem timing.” (Martha Medeiros – O Globo 25/10/09)



Parei de cobrar e a esperar as ligações de aniversário e nunca mais liguei pra ninguém pra desejar feliz natal.
E sabe aquele amigo que pediu pra eu esperar uma ligação dele? Pois é, to esperando que ele me ligue desde 1997.São 12 anos!
- Pô amigão, tu contou o tempo que ele não te liga? Pensando bem você é muito chato mesmo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Algo bom acontecerá



Acabei de reler a história do cego que foi curado por Jesus Cristo e que é relatada na Biblia no livro de São João 9: 1a7.Fiquei pensando que todos os dias durante uma vida inteira aquele ceguinho se levantava e ia pra porta do Templo pedir esmolas.Todos os dias.
Imagino se justo naquele dia  o cego resolvesse ficar em casa:
- Ah, hoje não. Hoje eu não vou. Todo dia é a mesma coisa. Esta droga de vida. O dia inteiro gritando implorando por umas moedas.
Mas aquele foi um dia diferente e ele nem imaginava que algo bom aconteceria antes do anoitecer.Aconteceu que o Cristo passou por ali e o curou e quando o dia terminou ele não era mais o mesmo.
Mal sabia que algo bom estava prestes a acontecer.Ele só precisava levantar, seguir seu caminho e enfrentar mais uma segunda-feira.
Uma história impressionante e que faz lembrar a canção que ouvia quando moleque:
"Algo bom acontecerá a você.Sim a você. Hoje verás!"


Depois você me conta, ok?

Bom dia, mas bom dia mesmo!

sábado, 14 de novembro de 2009

Re-Sofá


Convidada de hoje é a Lorena
 Oi, pessoas queridas! Pela segunda vez estou sentada nesse sofá vermelho, sempre tão aconchegante, batendo um papo com o Amigão e com todos os outros "amigões" que passam por aqui. Da primeira vez que o Amigão me convidou eu não sabia muito bem do que se tratava, era novata não apenas nesse sofá vermelho, mas no mundo das blogagens de um modo geral. Meu cantinho era recém-nascido e eu, toda boba com o convite, preparei-lhe logo um baita artigo sobre bossa nova e fui mandando para o Amigão... E ele, com todo o jeitinho do mundo, tentou me dizer que eu podia ser menos formal, fazer uma introdução mais bacaninha, dar um jeitinho aqui, outro ali, pra coisa ficar mais "descolada". E a coisa saiu, nasceu e até que foi muito bem recebida... Agora volto no sofá, dessa vez mais solta e menos formal, porque já conheço a casa, já conheço os convidados, já conheço até a Dona Elite (oi, Elite!), e ela até disse que eu poderia colocar os pés em cima do sofá, que o Amigão não liga e ela também não.

Aliás, na minha casa eu sempre pude colocar os pés em cima do sofá... Achava bem chato quando ia visitar algum primo ou amigo e os pais deles não deixavam que a gente subisse no braço, ficasse em pé e nem usasse as almofadas do sofá pra fazer guerrinhas. Na minha casa sempre pudemos fazer tudo isso. Não que não tivéssemos disciplina, mamãe é daquelas que sabem pôr ordem numa casa e nunca admitiu nada fora do lugar...por muito tempo. Mas enquanto estivéssemos no meio da brincadeira, tudo bem, era só arrumar tudo depois.
Então o sofá era mais um brinquedo do "parque de diversões" que eu e minha irmã transformávamos nossa casa. Tinha uma brincadeira que nós adorávamos e dava pra fazer certinho no conjunto de sofás da sala de estar. As duas poltronas ficavam perpendiculares uma em relação a outra, e no cantinho sobrava um lugar vazio, onde os braços se encontravam, era um quadrado pequeno mas cabia perfeitamente nós duas sentadas lá. Aí pegávamos um colchão e colocávamos por cima dos braços e fingíamos que era nossa barraca de camping. Os braços não se encontravam completamente na frente, só em cima, deixando uma fresta por onde nós entrávamos na barraquinha.
Às vezes passávamos o dia todo lá dentro, levávamos comida, bonecas, a tarefa de casa, e só saíamos à noite... Era nesse mesmo sofá que eu passava horas lendo, deitada até sentir a pele toda grudada na napa do forro. Imagina, um calor infernal como só o de Vitória sabe ser, e eu deitada num sofá de napa, a tarde toda, com um livro no colo. Aí quando não agüentava mais de calor, eu tentava levantar e estava grudada! Até conseguir me soltar levava um tempo e alguns "ais!"...

Eita, cheguei aqui pensando em falar sobre mim e acabei falando de sofás, contando mais uma história de infância. Mas eu sou assim, vira e mexe estou contando alguma história de alguma época que vivi, ou recontando alguma história que ouvi de uma época que eu não vivi.
Eu acho que vou ser daquelas velhinhas que colocam os netos sentados no colo e passam a tarde toda contando histórias "de antigamente". Aliás, isso é influência direta dos meus avós mesmo, cresci desse jeito, no meio de contos, relatos e causos de um tempo que eu só conseguia imaginar.
Cresci no meio de adultos e sempre gostei de ouvir conversas de adultos, e tudo que eu não entendia, imaginava, com essa cabecinha fantasiosa que eu sempre tive. E como criança não pode falar de assunto de "gente grande", eu realmente não falava; guardava tudo e ficava remoendo, pensando, criando teorias próprias pra explicar o que tinha ficado vago...
Tanto fiz isso que tomei gosto por essa coisa de pensar e desenvolver raciocínios complexos sem emitir uma palavra falada! Só que chega uma hora que você sente falta, sente falta de falar, porque sabe que se não falar, a idéia vai sumir. E depois pra reproduzir uma idéia fielmente, meu amigo, é impossível!
Então foi daí que me veio a idéia de criar um blog... Onde eu falo o que eu penso e da forma como eu penso, o que nem sempre é lá muito fácil de entender, mas não é à toa que se chama "Strange Little Girl". É porque a garotinha aqui sabe ser estranha, às vezes.
O nome vem de uma música, o template é inspirado num filme, e daí vocês já conseguem perceber bem o que eu mais gosto nessa vida, além dos temas recorrentes que aparecem por lá. Gosto de escrever mais do que imaginei que pudesse; sempre gostei, mas nunca tinha tido prazer real até começar a perceber que podia escrever sobre tudo, que alguém leria. É por isso que os comentários são sempre tão importantes num blog, eles fazem parte do processo de escrita também. Além disso, são os comentários que nos fazem conhecer outros sonhadores de lápis e papel (e agora, porque não, de teclados sem fio!), e através deles nos conectamos com esse mundo imenso e surpreendente que é a blogosfera.
Fiz e faço amigos, além de textos; conheço lugares e idéias, além de códigos de HTML; paro e penso sobre assuntos que nunca passaram pela minha cabeça; leio e me emociono com poemas e versos em prosa; brinco de devaneios em comunidades hippies virtuais; acima de tudo, exponho sem (tanto) medo aquelas idéias que sempre povoaram minha cabeça e nunca tiveram uma real válvula de escape.
Acredito que essa é uma das funções de se ter um blog: expôr. Expôr pensamentos, idéias, alma e coração, por que não? A partir do momento que se abre esse espaço o poder das palavras é maior do que seu senso de auto-preservação.
Para os tímidos, como eu, pode ser uma grande ferramenta ou um motivo de desespero. Porque, convenhamos, qual é o tímido que gosta conscientemente de se expôr? Só que as palavras escritas acabam tornando o processo todo muito mais fácil e natural e, quando vemos, já falamos o que devíamos, o que queríamos e o que nunca nem sonhamos! E no final das contas, até que nem é tão difícil, não dói e pode fazer um bem danado para o coração.

Por essas e outras que, por mais que eu tente, não consigo ficar muito tempo longe desse universo, que já é meu mundinho particular. =)


Amigão, obrigada pelo espaço, obrigada pelos quitutes (aliás, obrigada a D. Elite!), e pelo carinho que você sempre teve comigo! Beijos!
Lorena foi fotografada pelas lentes do Moiza

(republicação)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Plasma com o post de ontem



E eu já começo espinafrando o patrão por causa do post de ontem. O idiota postou um texto do Mário Quintana sem pesquisar.Menina, foi uma onda de emails e telefonemas irados.:“Isto é absurdo!”. “Respeitem o Quintana!”. Reclamei com o patrão e ele nem deu bola, disse que não queria saber de nada e que esse povo que é implicante mesmo. Então liguei pra dona Suzi e ela me emprestou o livro Poesia Completa, que reúne todos os livros do Mário Quintana e o texto tá na página. 479

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Um texto simples e curto, de onde foi que o bobão tirou aquele post imenso e atribuiu ao Mário Quintana. Um absurdo.A Dona Suzi, ainda pediu pra eu sugerir pro patrão:
- Elite, você  sabe que eu sou chaaaaaaaata, com os direitos autorais,  né? Então, pede pro seu patrão arrumar o texto, pede pra ele colocar aspas nos acréscimos, pra que ninguém pense que o texto do Quintaninha é tudo isso.
- E o pior dona Suzi, uma moça acabou de comentar que adorou o poema do Quintana e que vai postar no seu próprio blog.
- Ta vendo Elite? Entendeu porque eu me agonio? Isso é uma praga.
- Eu concordo dona Suzi, aí vem um e acrescenta outra frase, e outro tira uma palavra e muda uma concordância, achando que Quintana escreveu errado...Ou que escreveu pouco...kkkkkkk
- Isso.E o pobre Mário fica lá se revirando no túmulo.
- É como a senhora diz, eu estou plasma! Vou avisar a moça.





 Maria Elite é a diarista do amigão e escreve toda sexta-feira aqui no blog do patrão.Sua função é preparar a casa para receber as visitas pro "Sofá do Amigão".Mas quando inventa de ficar tricotando com a dona Suzi, sai de baixo.E a orelha do patrão ó, coçando. Todas as notícias publicadas aqui são verdades.A única falsa mesmo é ela.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O tempo de Mário Quintana



 
"O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."





Pense nisso junto comigo e vamos fazer hoje uma dia sensacional.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Foi uma coincidência apenas"



A agência paulista Moma é responsável pela campanha de Natal do Shopping Center Norte, um dos maiores de São Paulo. A campanha composta por anúncios de páginas simples, traz o conceito que brinca com as possíveis reações das pessoas durante uma troca de presentes na festa de natal.




A campanha nem chegou às revistas e já tem gente reclamando e dizendo que o anúnico é igualzinho a outro  criado pela Publicis para o Madureira Shopping, do Rio. Compare:



Nada a ver, o anúncio do Center Norte foi criado para o Natal, já a campanha do Madureira foi para do Dia dos Namorados.


Esse pessoal implica demais.
 Eu lembrei disso aqui ó


E tem gente que ainda acha que ser publicitário é moleza!

Bom dia!
(fontes: BlueBus, Janela e PropMark)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cabeça inchada



Das lições vindas do futebol para a vida uma que aprendi é que se um juizinho de porcaria anula um gol legítimo você vai lá e faz outro.E outro e mais outro e mostra que não precisa dele na sua vida.

Não se pode colocar na conta dos outros o peso da sua incompetência.
- “Eu sou assim porque meu pai era assim.”
- "Não sou safado, tenho traumas de infância porque meus pais se separaram muito cedo.Por isso não consigo me prender a mulher nenhuma.”
Desculpas...
É fato que o Fluminense jogou muito melhor que o Palmeiras que foi um fiasco em campo.E se o Palmeiras foi prejudicado ontem, no outro jogo contra o Corinthians, foi beneficiado quando o Danilo não foi expulso.
Sou Palmeirense e estou com a cabeça inchada pela derrota.Mas não sou tonto não. Não perdemos o campeonato ainda e se perdermos não será culpa do árbitro de ontem. Já faz tempo que estamos dando vexames um atrás do outro.E o time inteiro depende se o Diego Souza está ou não em bom dia.Daí outra lição para a vida.

Como o futebol é a vida.Erros e acertos. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo mas sempre aprendendo a jogar e a viver.Sem colocar a culpa nos outros pelos nossos problemas ou traumas de infância ou mesmo pela incompetência de fazer gols.

Fui dormir logo após o jogo e acordei às cinco da manhã com o barulho de vento e muita chuva. Não dormi mais. Na rua muitas árvores caídas, galhos e acidentes. A marginal deve estar como sempre parada.O trem, metrô, ônibus lotados. Tá tudo cinza mas estou pensando em trabalho e na minha mesa lotada e nas coisas que me esperam nesta segunda-feira.



O futebol foi ontem, a chuva é de hoje. Mas....apesar de tudo isto, eu tenho a esperança que teremos uma boa semana.

E tem mais uma coisa: Cafezinho não tem acento.

Bom dia!Mas bom dia mesmo!

sábado, 7 de novembro de 2009

O Sábado é um dia feliz!



Convidadas de hoje: Suzi e @cibsantos

O sábado era de sol. Havia um clima de "Rio 40 graus" em plena São Paulo, aquele dia. Era a semana do aniversário do Amigão, e como "Deus está nos detalhes" (reli essa frase aqui e me apaixonei de novo por essa ideia),  tudo estava perfeito. Até mesmo as pequenas imperfeições do dia foram o argumento perfeito para celebrarmos o que, de fato, merecia celebração: a vida!

Naquela manhã nos encontramos. Nós quatro. Eu, a Cibele, o Amigão e Deus. Marcamos o encontro na casa dEle. Chegando lá (o aniversariante é sempre o último a chegar, pra causar impacto, você sabe), sentamos todos um ao lado do outro (embora o Dono da casa ficasse trocando de lugar toda hora - era a impressão que eu tinha, porque quando eu bem O sentia ao meu lado, olhava pro Amigão e Deus tava do lado dele também; olhava pra Cibs e ela parecia estar falando baixinho com Ele...). Enfim, ou Ele trocava rápida e silenciosamente de lugar toda hora, pra dar atenção a nós três, ou Ele é mesmo aquela coisa que dizem... Como é mesmo o nome? Onipresente, né? Pois é. Acho que é isso.

Lá pelo meio-dia, decidimos, os quatro, dar uma volta. Era a hora do almoço, e nós, pobres mortais, precisamos desse tipo de energia também. Eu gosto muito quando o almoço não se resume a comer um prato de comida. Gosto muito mesmo. Na verdade, eu tenho a sensação de que o almoço deveria ser aquela espécie de refeição que dura três, quatro horas. E isso não é modo de dizer. É uma ideia literal, mesmo.
Quando comprei a mesa de jantar aqui de casa fiz questão de experimentar as cadeiras com essa ideia em mente. Eu dizia:
- Senhora, as cadeiras precisam ser confortáveis. Gostosas de ficar. A gente não pode ter pressa de sair da mesa. É preciso acabar de comer e não ter vontade de sair dali. Ir ficando, ficando, comendo, conversando...

Pedimos mesa pra três, e a garçonete nos colocou em mesa pra quatro - deve ter percebido que tínhamos um Companheiro... Ou talvez ela já conhecesse os modos do nosso garçom, que pra anotar o pedido sentava à mesa, como se fizesse parte do nosso grupo. [O Amigão depois nos confidenciou: "Eu desperto essa reação nas pessoas... É uma espécie de liberdade que silenciosa e involuntariamente eu dou aos garçons, pessoal da limpeza, estagiários..."]



 O lugar era confortável. Não a primeira mesa indicada pela garçonete; mas a segunda, aquela que a Cibs e o Amigão avistaram de longe, era mesmo perfeita. Como disse o Amigão, "perfeita pra gente conversar e rir, sem atrapalhar ninguém". A Cibele concordou e eu concluí que a ideia que eles faziam de almoço era mesmo muito parecida com a minha...

Comemos muuuuuuuito animadamente. Eu comi até cebola, o que ninguém deve achar grandes coisas, mas que eu reconheço ser uma espécie de evolução gastronômica na minha vida... E ali, sentados... você não tem ideia do quanto, num almoço desse tipo, a gente faz e ouve confissões...

Lá pelas quatro, eu acho, saímos do restaurante. O sol continuava brilhando lá fora. Coisa mais linda de Deus!!, eu pensava. De vez em quando caíam umas folhas das árvores, na rua, e eu tive a impressão de que era Ele piscando pra mim, e dizendo: " - Ô, garotinha... eu não ía deixar o sol de fora dessa, né?"

Próxima parada... Campo Grande. Eu sempre acho um barato, isso, de uma pessoa morar em todos os Campos Grandes possíveis, e foi por isso que sugeri ao Amigão passar uns tempos em Mato Grosso do Sul, na capital, mas ele disse que agora não cogita mais mudar nem de casa, na mesma rua...

Na casa do Amigão, a cena de meses atrás se repetiu: admirar a coleção de canecas, expostas na parede; sentar no sofá; beber alguma coisa e bater papo, papo, muito papo...
Aí foi a hora maaaaaaais legal, do dia inteiro.

Mais tarde, já no caminho de volta, a Cibele me diz: "Primuska, ele não é incrível?? Como é que uma pessoa pode nos ensinar tanto sobre a vida, sobre a simplicidade, sobre a felicidade, de um jeito tão despretensioso??"

A gente fez uma pausa...
O silêncio que pousou no ar teve mais peso do que qualquer coisa que eu pudesse dizer...
Saímos dali tão leves, tão certas de que é mesmo preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... tão certas de que Deus REALMENTE está nos detalhes... tão certas de que precisávamos ouvir aquelas histórias... tão certas de que quem tem um amigo, achou um tesouro... que tivemos uma única dúvida: "eu merecia esse encontro?"

Merecer... sei lá. Mas que a gente precisava muito ter tido aquele sábado tão feliz... disso, a gente não tem a menor dúvida!!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

bobão


Eu não vejo o meu patrão desde a semana passada. O homem endoidou de vez e se entregou ao trabalho  agora  só aparece em casa pra dormir. Ele me explicou que tem três funcionários e que além de cuidar do seu próprio serviço ainda tem que ensinar os outros três a trabalharem, pois são novos na função.

E foi aí que descobri o novo apelido do meu patrão dado pelos novos funcionários: "Bobão". Ah, eu vivi muito pra rir tanto desse jeito. Bobão! Nunca um apelido caiu tão bem numa pessoa como o meu patrão. Também de cada dez palavras que solta, onze são besteiras.É muito bobão mesmo.

Na hora que cheguei, a primeira coisa que o bobão perguntou:
- Você sabe porque as plantinhas não falam?
- Não bobão, quer dizer, patrão.
- Porque são mudinhas....

É pra rir mesmo bobão?

- O que uma impressora diz para a outra?
- Essa foha é tua ou é impressão minha?

Meu pai, hoje o homem tá atacado.

Era uma vez 2 pães de queijos, os 2 estavam no forno, e um pão de queijo disse:
- Nossa como aqui tá quente!
O outro responde :
- Nossa um pão de queijo falante!…

Lançaram na Terrinha o novo serviço por telefone, é o Disk-Finados:
Você telefona e ouve um minuto de silêncio!…

Tem gente que pede né?E o bobão crente que tá abafando. Será que ele vai mudar o nome do blog pra "turma do bobão"?
E o amigão, digo bobão, mandou avisar que semana que vem vai dar mais atenção ao blog, vai visitar e comentar o blog de todo mundo e vai até twitar bastante.Como se estivesse todo mundo sentindo a falta dele...





Pronto já dei o recado do bobão, agora tenho que ir pois hoje é dia de preparação pro sábado do bobão.

Maria Elite é a diarista do bobão amigão e escreve aqui toda sexta-feira. Isso quando não tá sem job, ops, aqui não é o trabalho não...E nem sou tão bobão assim. Bem como ia dizendo, a função dela por aqui é preparar a casa para receber as visitas do bobão patrão no sábado. Tudo aqui é verdade, a única falsa mesmo é ela.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Seu pai tem boi?



Hoje do nada eu lembrei da "Pit". A senhora que fazia faxina na Ogilvy e que de um jeito bem brusco pedia licença para retirar meu lixo ou limpar minha mesa. Não falava nada e estava sempre de cara amarrada, por isso o apelido de "pit".

Comecei a brincar com ela todas às vezes que ia à minha mesa.E quando passava pelos corredores e ela estava limpando uma parede ou vidraça eu brincava:

- Vai ter festa?

No ínicio muito séria respondia que sempre limpava os vidros e as paredes que não precisava de festa para isso. Isso quando respondia.Com a minha insistência a conversa foi tomando um tom mais humorado:
- Vai ter festa?
- Vai mas viado não entra!

Dali em diante nós começamos a conversar e iniciamos uma grande amizade e o apelido Pit foi trocado pelo nome Val. Comecei a cuidar dela e tive a chance muito grande de ajudá-la de várias maneiras inclusive incentivando-a vender os produtos da "Natura" entre outras coisas.Isto porque insisti muito em cumprimentá-la todos os dias. Não tinha a intenção de mudar nada apenas fazia minha parte e aquele rosto amarrado e sofrido foi se transformando aos poucos.

Saí da Ogilvy em 2005 e não sei mais por onde anda, mas sua imagem ficou comigo e sua história mudou muito meu modo de tratar as pessoas que trabalham comigo.Sempre procuro dar uma atenção especial não só aos faxineiros, mas também o porteiro do prédio, o cara do elevador.

Um simples "Oi, bom dia" é capaz de transformar o dia de uma pessoa.E a gente por tabela acaba lucrando com isso também.

O ponto de ônibus é um pouco longe de casa, mas sempre que entro no ônibus o motorista me reconhece simplesmente porque ao entrar eu digo:"Oi, boa noite!". E ele sempre para na esquina da minha rua  encurtando minha caminhada.

Todas às vezes que eu encontrava a Pit e dizia "oi", ela respondia:

- Oi, teu pai tem boi?

"Oi! É uma das primeiras palavras que aprendemos quando bebês, mas uma das últimas que pensamos em usar quando adultos. Na corrida interminável para obter alguma coisa, parece que não temos mais tempo para essa expressão tão básica. É uma pena, porque dizer "oi" é mais do que ou apenas dizer "oi". É o reconhecimento de uma existência. É uma pausa, ainda que rápida, para afirmar o valor do outro".(Seleções 10/2009)



Vejo tantas pessoas escrevendo e gritando sobre mudanças e vejo estas mesmas pessoas incapazes de dizer um "oi", ao vizinho do andar de baixo, ao passageiro ao lado no ônibus.

Eu topo mudanças, mas que comecem por aqui mesmo ao lado, ali na rua, lá na esquina.Você topa?

Então mande um "oi" para pessoa mais próxima de você.E se de repente após ouvir um "oi" ela  perguntar "seu pai tem boi?". Dê um sorriso de volta.Pode ser a Pit, daí você me avisa.



 
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