sábado, 5 de setembro de 2009



Procuro algo pra ouvir e lembro que outro dia no twitter a Du estava ouvindo "Chão de giz". A música que me arrepia.Mas não só Chão de giz, também me arrepio quando o Fagner canta "Espumas ao vento" e eu penso naqueles RE-encontros.Quando os olhos brilham..."E o meu olhar vai dar uma festa, na hora que você chegar...".Também penso na frase da música do Djavan, que o Juca postou outro dia:"se eu tivesse mais alma pra dar eu daria, isto pra mim é viver".Coisas do twitter me fazem lembrar antigos posts.

Eu desço dessa solidão..." Um chão de giz é o meu local de rabiscos. Quando está sol rabisco uma árvore para refrescar.Se chove, desenho um sol. Minha aquarela.São devaneios tolos a me torturar, pois são coisas que nunca aconteceram.Fotos irreais de uma vida agitada, frenética e densa. Diria que intensa.Mais que intensa.Chão de Giz, é a música que toca desde o ínicio.
Entre uma etapa e outra, entre um dia e uma noite há sempre um grão vizir comandando. Há violetas velhas e colibri. Embora eu não saiba o que tem a ver colibri e violetas velhas. Deixo esta parte, a poesia disso, para os meus amigos do Bilhetes. Eles sabem tudo, tudo descrevem. Então me diga seu Leandro, o que violetas velhas tem a ver com colibri?
Não sou louco ainda para usar uma camisa de força. Ou como diria a Rita Lee, eu só quero saúde pra gozar no final.
Que saudade dos meus vinte anos de boy, dos meus sonhos e visões e tudo mais que era relacionado a época.Jovens tardes.Violetas e colibris.
Mas ai eu lembro que já passou o Carnaval. E tudo se banaliza como na música, como na vida.
E por fim, deixando tudo isso para trás, os sonhos, o chão de giz, o sexo, o carnaval. As violetas velhas e os colibris, a me torturarem.


No mais estou indo embora baby.No mais? Não mais. Não há mais espaços para quedas, há que se procurar um equilibrio para se viver.Não negando o amor, ou o brilho disso mas o equilibrio. Assim é a trilha sonora da minha vida.
Eu nunca contei pra vocês mas eu confesso, sempre que lembro de alguém eu estava de partida. Nunca fiquei o suficiente pra estragar tudo nem para sofrer. Amei como uma violeta velha ama seus colibris mas sempre dei meu jeito de escapar.É por isso que hoje meus olhos anseiam pelos reencontros.E brilham e dão uma festa ao reviver cada momento que ficou perdido.É por isso que penso que deveria ter mais almas para dar.E eu nem mencionei sobre o brilho que não causei, a jura secreta que não fiz...as violetas velhas.
E hoje é domingo e chove e o Zé Ramalho canta as últimas frases da sua obra: Estou indo embora, baby!
Eu também.

Os comentários na época:
"Desde a primeira vez que ouvi "Chão de Giz", ainda na minha adolescência, o sentido das "violetas velhas sem um colibri" me pareceu bem claro. A impressão se confirmou, pelo menos para mim, quando soube que o Zé Ramalho havia tido seus dias de garoto de programa, informação ouvida da boca do próprio Zé Ramalho em várias entrevistas que ele deu (vide "Garoto de Aluguel").Urbano

"Violetas velhas sem colibri"... É triste, né? Gostei da explicação do Urbano, fez sentido se for isso mesmo, mas também pode ser entendida de outra forma. Velhas não no sentido de idade, mas de sem viço, sem luz..." Lorena

2 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Luana! disse...

Aiinn..

há duas semanas, eu tava pirando c espumas ao vento. mas não ao som do fagner. tem um grupo feminino q o canta lindamente, chamado "chicas"

Aiinn...vou botar pra escutar nesse domingão!

"E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar"

Aaahhhh

Gisa disse...

Oie... tá. Me rendo. Como faço para participar do sofá do Amigão?? (Chantagens à parte, aqui na Itália têm umas canecas lindas... hahahaha)

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