terça-feira, 4 de agosto de 2009

Estava caminhando pela Av.Faria Lima voltando do almoço, quando alguém me chamou:
- Vai passar direto mesmo, sem cumprimentar?
Olhei e quase tive um piripaque. Juro, coloquei a mão no peito e fiquei uns segundos sem palavras. Tremendo mesmo. Duas lágrimas sairam dos meus olhos e nos abraçamos longamente.
Era a Sheilinha, minha amigona. E quanto tempo né? Descobrimos que trabalhamos na mesma calçada em prédios diferentes. Ela na Unilever e eu aqui na Resources.
Esses dias foram assim. Reencontros.
Domingo a noite fui à igreja, eu disse a vocês que iria participar da semana de oração dos jovens.Fui durante a semana inteira e lógicamente passei a semana inteira sem tomar uma cervejinha sequer. No domingo a última noite, o palestrante seria o Ronaldo Oliveira, um amigo que eu não via desde 1996. Eu sabia que ele estaria lá.Ele não sabia nada de mim.
Mas no domingo, eu bebi bastante. Havia esquecido do compromisso à noite. Quando lembrei, percebi que estava um pouco assim meio que encervejado. Eu iria perder a chance de rever um amigão. Era melhor assim, eu que não iria aparecer por lá com cheiro de cerveja.
Mas...quantos outros 15 anos eu esperaria para vê-lo?
Fui assim mesmo, escovei os dentes umas cinco vezes, complementei com uma balinha de hortelã e fui.
Estava sentando lá no meu banquinho e ele entrou, quase tive outro piripaque.Meus olhos encheram de água.Emoção à flor da pele, Pr. Ronaldo é minha referência no mundo espiritual além de ter sido um dos melhores amigos que já tive:
- Amigão! E estes cabelos brancos? Eu precisei olhar duas vezes pra me certificar que era você mesmo.
Hoje ainda pensando nesse reencontro eu fico imaginando se só por causa de umas cervejinhas a mais eu deixasse de vê-lo, nunca me perdoaria.
Talvez seja isso mesmo.Quantas vezes achamos que não estamos preparados para estes reencontros com a vida e perdemos grandes oportunidades além dos grandes abraços da vida.Viver é um reencontro, com os amigos, com a vida, com a gente mesmo.
Agosto está por ai, e já sei que me reserva grandes reencontros. Semana que vem, recebo em casa minha irmã que mora lá longe nos "states", depois tem o aniversário de "mamis" no Rio e ainda por cima tem o dia dos pais no próximo domingo. Espero não ter nenhum piripaque, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu virei um chorão de "marca maior". Será a idade?
Nesta terça eu desejo pra você grandes reencontros, mas grandes mesmo!

4 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Elaine disse...

Olá!
Bom dia!
Não ´´e o máximo quando a gente chora por uma coisa bem boa? Reencontrar um amigo é bom, especialmente porque a gente recorda que tem amigos sim para reencontrar...
E choro fácil não é por conta da sua (pouca) idade não. Creio que seja sintoma de sensibilidade.
Beijos, meu bem.

Luana disse...

Nossa!
Eu vivo imaginando daqui a tantos anos, qdo eu 'perder de vista' Alberto, Polyana, Milena, e tantos outros, como eu me portarei ao reencontrá-los.
Obviamente, pela falta de convivio cotidiano, os reencontros são pautados pela saudade, pelo "oq vc fez esses anos todos?". E eu gosto exatamente do papo cotidiano, das 'nigrinhagens' e cumplicidades entre olhares tao peculiares, do tipo "hahahha. tu viu como fulano é tosco?".
Juro que não quero que a cumplicidade não falte jamais. É tão mais gostoso. Contudo, eu, q sou fera em driblar timidez, acho q daria um típico berro, me esparramaria em cima deles e os morderia.
É bom ter amigos e amá-los.

Suzi disse...

Eu li e me emocionei. Chorona que também sou. Será a distância??
Beijos canecais, pra você, amigão!!

Albertinho disse...

"Viver é um reencontro, com os amigos, com a vida, com a gente mesmo."

Exatamente isso. A maturidade nos dá cabelos brancos, quilos a mais ou de menos, rugas, linhas de expressão, mas a essência do indivíduo não muda. E quem consegue preservar sua essência, seu brilho no olhar, seu sorriso, é capaz de encontrar a si mesmo no reencontro.

Eu também tive algumas experiências parecidas reencontrando amigos de uma década atrás quando fui ao Rio. A primeira coisa que aconteceu fui um súbito olhar de comparação, depois veio o diálogo: "o que você está fazendo?, "Rapaz, você não muda mesmo...", "Tens visto fulano de tal?", "Lembra de sicrano?", "Legal te encontrar de novo".

É inevitável, ao menos pra mim, ver um amigo presente em outros tempos e não lembrar destes tempos. O assunto do passado se sobrepõe ao assunto do presente. Mas é uma questão passageira.

É bonito ver também como está aquela criatura hoje, que destino tomou, suas escolhas, sua postura. Tem gente que muda muito com suas escolhas e isso dá uma nova aparência àquela imagem que fazíamos antes desta mesma pessoa.

A sensação do abraço apertado, do afeto, que traz de volta uma sensação parecida com o alívio é uma das experiências mais gostosas da vida. É como se a gente tivesse a oportunidade de fazer uma nova cena, de olhar aquela pessoa que está diferente e começar uma nova amizade a partir dali, uma amizade que já tem uma história, mas que é uma novidade.

Melhor que o encontro é mesmo o reencontro.
Aproveite bem!

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