sábado, 20 de junho de 2009

Sofá do Amigão

Cheguei na Re:sources no dia 01 de junho e um dos maiores reencontros foi com um grande amigo, o meu amigão Josivaldo e para saudá-lo republico hoje um texto que postei em outubro de 2007. Lembrando o "Varanda Colonial" da PublicisNorton.



Imagine um boteco dentro do seu trabalho que entre um job e outro ou enquanto você espera um email urgente, você corre toma um gole de cerveja volta pra mesa e continua a trabalhar. Era isso mesmo. O bar ficava no sexto andar entre a midia e a criação.
Abria pontualmente as 18h00. Ás 18h01 os ramais de todos os cervejeiros da agência tocavam "vamos meu, já abriu, vem logo". E em cinco minutos o Varanda, o nome do bar, estava lotado.
Época boa aquela. Não só pela cervejinha gelada, não só pela simpatia do Josivaldo, que além de amigo, conselheiro, psicólogo, também emprestava um dinheirinho quando a gente precisava e acima de tudo era o nosso garçom. Era ele também que preparava uma porção de queijo ou salame, com óregano e azeite, que nunca se comeu por aí.

Sempre que preciso relaxar, a primeira imagem que me vem à mente é o Varanda lotado. Ali a gente bebia melhor do que muita gente grande. Era ali que se reuniam na mesma mesa, diretores, VPs , boys, assistentes e gerentes. O único lugar da agência que ninguém era melhor do que ninguém.
Ali, o Dagoberto Villafranca, citava Paulo Mendes Campos "Bebo para empatar com o mundo", enquanto na outra mesa o vice presidente de criação contava a última piada da Playboy que só ele tinha lido.

Sabe, todos nós precisamos de embriaguez. Alguns a conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando, escrevendo. Tudo é a mesma coisa: Necessidade de sair da realidade, de dar um pause.

Por isso o "Varanda" era tão mágico. Em questões de minutos, a gente era transportado da mesa de trabalho para uma outra dimensão. O peso do cotidiano, dos problemas, dos prazos, tudo era facilmente esquecido. E se alguém precisasse nos lembrar disso era só ligar no ramal do Josi.

O Varanda, foi responsável pela dose certa de irresponsabilidade dos seus frequentadores, foi testemunha de amores inconfessáveis ou não, taí a Silmara e o Fabinho casados até hoje. Era Também um lugar de lágrimas disfarçadas, xingamentos, risadas arrastadas.

Um dia resolveram que a PublicisNorton teria que sair do centro e ir para um lugar mais sofisticado. Fomos parar no WTC, na Berrine.

A festa de encerramento, foi um "amigo da onça" e o presente que mais rolou foi penis de chocolates, comprados no PontoG ao lado.

Um presente emblemático que queria dizer que a gente iria de alguma maneira se fuder.Um dia também decidiram que o nome PublicisNorton não mais existiria, mudando para Publicis Brasil.
Sim. Foi o fim do varanda e o fim da própria Norton.

A gente costumava perguntar brincando: Existe vida após a Norton? A resposta é não. Mas taí o Josi, vivinho com a mesma simpatia e sorriso nove anos após o Varanda.

Reencontro na Re:sources com o Josivaldo

2 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Du disse...

hummmmm, e não é que o Josivaldo seria um par interessante pra Elite? ;)

[Sabe, todos nós precisamos de embriaguez. Alguns a conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando, escrevendo. Tudo é a mesma coisa: Necessidade de sair da realidade, de dar um pause.]

Adorei esta frase Amigão, de verdade!

Beijão, querido!

Jô disse...

Ayrton: vc é quase um cazuza, fala muitas coisas que sentimos vontade mas não coragem.

GRANDE ABRAÇO

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