quinta-feira, 30 de abril de 2009


Tô de Chico
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol

Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta


A Elite manda um beijo para os seus.
A Ana Carolina manda um suspiro.
O amigão tá na correria para o casamento do filhão
O Palmeiras se classificou a duras penas para a Libertadores
E amanha tem feriado e a gente vai curtindo, que também sem um feriado
Ninguém segura este rojão!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

 

 

 

BANNERNOVOFEIJOADA

Caraca, já são quase 11hs e o Amigão ainda não chegou com os ingredientes da feijuca! Será que ele esqueceu que  quarta feira é o dia que a blogosfera se reúne aqui para participar da já tradicional feijoada do Amigão?

 

Com certeza ele deve ter passado em algum boteco por ai. E agora pronto, ele vai começar falar de futebol, música, ou qualquer outro assunto!

  

Agora danou-se! Daqui a pouco a turma começa a chegar e não tem nada pronto! Não é possível! Espero que ele não venha novamente com essa história de pizza.  

 

 

Mas eu já sei mais ou menos que vou fazer. Como tem umas carnes aqui no freezer, umas cervas bem gelada, acho que vou aproveitar que o final de semana já começa amanhã e preparar um churrasquinho aqui para gente! Acho que ele não vai se importar, não é?!

E antes que a galera comece a reclamar de fome, eu vou adiantando aqui!

insetos 

 

Ex- pensamento do dia: "Não tem comida ruim, o ruim é não ter comida.”

segunda-feira, 27 de abril de 2009




É muito bom fazer algo quando ninguém confiava mais na gente ou esperasse que a gente fizesse!
Bom dia, mas bom dia mesmo!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Você liga a TV e vê que tem gente brigando. Parece que as coisas estão bem ruins quando você vê dois ministros discutindo. Se eles estão assim, imagine a gente. Mas quando eles brigam não é como aqui em casa que eu fico xingando o meu patrão e ele mandando eu calar a boca.Lá não, é uma classe só:
- Vossa Excelência, faltou naquele dia.
- Faltei não, estava de licença.
- Faltou sim,
- Faltei não!
- Vossa Excelência me respeite.
- Vossa Excelência não está na rua, está na mídia.
Não é chique? Eles estavam brigando por quê mesmo? Ninguém entendeu. Mas eu achei aquilo tudo de uma elegância só.
Se eu pudesse voltar a estudar eu seria advogada, igual dona Suzi e o seu Moiza, deve ser muito divertido poder dizer estas coisas bonitas mesmo quando a gente tá com raiva:
- Objeção! Meritíssimo!
Ah, sabe este negócio de "vossa excelência" e "objeção" são as versões para adultos bem educados manterem discussões acolaradas sem ofender ninguém. Tenho certeza que "vossa excelência" é a versão educada para dizer "seu babaca". E "objeção" quer dizer, "Não pode seu babaca!".
O patrão me deu um livro do Seinfeld de presente que diz assim:
"Um dos problemas da vida é que quando você é criança, tem um jeito de resolver as disputas que não funcionam na vida adulta.
Os garotos sempre resolvem as disputas pelo método de falar primeiro. Um diz: "O Banco da frente é meu."
- Eu quero ir no banco da frente.
- Eu falei primeiro.
E o outro guri não tem saída. Ele falou primeiro, o que eu posso fazer? Se houvesse um tribunal de crianças, seria assim:
- Meritíssimo, meu cliente queria ir no banco da frente
- Ele falou primeiro?
- Bem, não...
O juíz bate o martelo
- Objeção rejeitada. Ele tinha de falar primeiro. Caso encerrado".

Bem, deixa eu ir arrumar as coisas por aqui antes que Vossa Excelência o meu patrão(se é que me entendem) apareça cheio de objeções pra me encher o saco.
Amanhã tem Show do Leozinho, meu amor, no Credicard Hall e tenho que ficar boazinha pra ver se ganho um convite do meu patrãozinho.

Beijos, bye!


Maria Elite, natural da Bahia, é a diarista do Amigão.Escreve todas às sextas aqui no blog do patrão, além de ser a limpadora oficial de cocô da Ana Carolina, a cachorra, não a cantora. Ao contrário do que pensa, sua excelência o patrão não vai fornecer nenhum convite pra ela assistir o Show do Leonardo amanhã..Todas as notícias são verdadeiras, a única falsa aqui é ela mesmo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Então você agora é o amigão?Isto chega a ser patético.O que estas pessoas diriam se conhecessem o amigão que eu conheci? Eu não tenho saudades de você.Nenhuma. Você foi a figura mais sinistra que conheci na noite...."
O comentário foi deixado num post já faz algum tempo. Soou como um tapa na cara. Envergonhado deletei. A gente nunca espera mesmo que alguém jogue um troço destes no nosso blog que é tão comportadinho. "Figura sinistra da noite....".
Houve uma época em que eu não acreditava em futuro, saía pra noite e pra putaria e pras mesas de jogos onde deixava todo o meu dinheiro e voltava cambaleando pra casa.Houve sim. Houve uma época em que como veem fui considerado a figura sinistra da noite.A mais sinistra de todas....E Se estão falando isto é porque deve ter sido mesmo. Se eu fosse escrever um livro contando a minha vida, este teria muitas páginas em branco. Eu não lembro. Foram noites e noites....eu tinha um monte de vidas diferentes, era durante o dia uma pessoa e à noite virava o super Zé.
"Caras legais, às vezes merecem uma segunda chance", é o que acabo de ouvir no filme que estou assistindo agora.
Não sei quantas vezes assisti este filme mas hoje, especialmente hoje, está muito engraçado. Caimos na gargalhada a cada frase. "Eles são japoneses, não esperam nem o peixe cozinhar..."
O que será que mudou no filme? O que o torna tão mais engraçado nesta noite? E por que estamos rindo feitos bobos?
Será que é por que hoje depois de muito tempo almoçamos todos juntos? Ou será que é por que passamos a tarde inteira escrevendo os nomes dos convidados do casamento nos envelopes e rimos bastante? Ou será pela discussão do nome do neto, Guilherme sim, Guilherme não?
Ou será que é porque estamos neste exato momento largados na sala, eu, o filhão e a nora, comendo pipocas e assistindo Click, na Tela Quente?
- Você vai me amar quando amanhecer?
- Pra todo sempre querido!

"Caras Legais às vezes merecem uma segunda chance!"

sábado, 18 de abril de 2009



O convidade de hoje é o meu amigão Reinaldo Kovalski de Araujo. Ainda não tem blog mas depois desta vai ter vontade de ter um.


UM SUJEITO ENTRA MEIO ATORDOADO NO CONSULTÓRIO.
PACIENTE - Com licença...?
PSICANALISTA - Pois não...?
PACIENTE - Olá... Bom dia... Eu sou o Emílio... estava com consulta marcada para as nove, mas acabei me atrasando...

PSICANALISTA - Quarenta minutos...
PACIENTE - Pois é, desculpe-me... alguns imprevistos... a família, o trânsito, o elevador, enfim...
PSICANALISTA - Tudo bem, tenha a bondade. (indica-lhe o divã)

PACIENTE - Obrigado! (caminhando até o divã) Não sei se fiz mal em ter entrado direto. Não vi ninguém na ante-sala, já estava atrasado...
PSICANALISTA - Não tem importância. Queira deitar-se que o senhor já vai ser atendido.
PACIENTE - Obrigado, doutor Herculano. Quando o senhor quiser.
O “PSICANALISTA", VESTE UM JALECO E VOLTA-SE PARA O PACIENTE QUE JÁ SE ENCONTRA DEITADO.
PSICANALISTA - O que o trás aqui, Emílio?
PACIENTE - Problemas...
PSICANALISTA - Naturalmente... mas quais?
PACIENTE - Não sei bem... é tão difícil falarmos de nós mesmos...
PSICANALISTA - Ótimo. Então fique calado. Esta é a maneira mais fácil que eu tenho de ganhar dinheiro.
PACIENTE - Crise de identidade!
PSICANALISTA - Por quê?
PACIENTE - Não sei...
PSICANALISTA - Não sabe...? Só isso?
PACIENTE - Sim... não sei...
PSICANALISTA - Entendo... aqui é comum chegar pacientes com crise de identidade. Só ontem vieram três.
PACIENTE - Três?
PSICANALISTA - Três! O primeiro jurava que era um passarinho. Quando eu fiz com que ele pensasse diferente ele foi embora voando pela janela; já o segundo se dizia uma lâmpada, veja só quanta tolice... Por fim também foi embora me deixando no escuro...
O PACIENTE OUVE TUDO COM ESTRANHEZA.
PACIENTE - E o terceiro?
PSICANALISTA - Bem, o terceiro se dizia invisível. Pra lhe dizer a verdade eu nem vi se ele veio mesmo.
PACIENTE - Ah sim!
PSICANALISTA - E você? Que tipo de crise tem?
O PACIENTE INCLINA-SE NO DIVÃ, OLHA NOS OLHOS DO PSICANALISTA E RESPONDE COM A VOZ FIRME E PREOCUPADA.
PACIENTE - Doutor, pra mim eu sou um ser-humano!
PSICANALISTA - (surpreso) O que???
PACIENTE - O que o senhor ouviu, doutor Herculano. Pra mim, eu sou um ser-humano.
PSICANALISTA - Mas como pode isso!?
PACIENTE - Pois é, não sei...
PSICANALISTA - (pensativo) Há quanto tempo você tem essa crise?
PACIENTE - Não sei exatamente, faz tempo. Pra lhe dizer a verdade acho que nunca deixei de tê-la.
PSICANALISTA - Você já procurou algum psicanalista antes?
PACIENTE - Já. Alguns muito bons por sinal.
PSICANALISTA - Oh, por favor, depois deixe-me o telefone de um deles. Preciso muito ir a um.
PACIENTE - O senhor...!? Está bem...
PSICANALISTA - Continua.
PACIENTE - Bem, alguns deles me disseram que talvez pudesse ser algum trauma de infância.
PSICANALISTA - É natural.

PACIENTE - O senhor também acha?
PSICANALISTA - Eu acho que é natural que se sinta um ser-humano enquanto criança.
PACIENTE - Por que “enquanto criança”?
PSICANALISTA - Ora, digamos que os valores, os conceitos e as exigências sociais não tenham ainda corrompido a natureza humana. “Deixai vir a mim as criancinhas...” diz a voz da sabedoria.
PACIENTE - Então o senhor acha que basta atingir a idade adulta e acabou-se o ser-humano?
PSICANALISTA - Não diria exatamente isso. Eu bem sei que existem alguns exemplares em fase adulta por aí. Sim, existem! Mas não esses que se consomem tanto com o dia-a-dia, com o trânsito, com o elevador... coisas do gênero, entende?
PACIENTE - Ora, mas eu conservo ainda muita coisa da minha infância!
PSICANALISTA - Acredito. Aliás, você tem mesmo um jeitão meio assim de débil mental. Diria até que um perfeito demente; não um ser-humano.
PACIENTE - Generoso o senhor...
PSICANALISTA - Fique à vontade.
PACIENTE - Certamente eu ficaria mais à vontade se me fosse dito o por quê eu não posso me considerar um ser-humano!
PSICANALISTA - Eu não disse isso.
PACIENTE - O que disse então?
PSICANALISTA - Que não acredito que você seja.
PACIENTE - Até aí eu fico na mesma. Tem que haver alguma explicação!
PSICANALISTA - Algumas evidências...
PACIENTE - Por exemplo?
PSICANALISTA - O seu jeito de se vestir, de se comportar...
PACIENTE - E o que tem de errado com a minha roupa?
PSICANALISTA - Você tem pijama?
PACIENTE - Tenho.
PSICANALISTA - Por que não veio com ele?
PACIENTE - Pra cá?
PSICANALISTA - Isso! Hoje está calor. Acho que o pijama iria te deixar mais à vontade com o nosso clima tropical do que esse terno europeu que te empacota.
PACIENTE - Seria no mínimo ridículo eu vir andando de pijama pelo meio da rua.
PSICANALISTA - Portanto: “Deixai vir a mim as criancinhas...” só elas andam decentemente nuas sem se acharem ridículas por isso.
PACIENTE - Ah! Então deveria eu também ter que andar nu pra me considerar humano?
PSICANALISTA - Talvez não de roupas, mas de valores.
PACIENTE - Bem, mas ao que me parece, o senhor também está um tanto quanto empacotado.
PSICANALISTA - Sim, mas não fui eu quem chegou aqui se considerando um ser-humano. Afinal de contas eu passo horas e mais horas trancado aqui dentro, mal me alimento, mal me divirto, durmo pouco, me preocupo com o horário, com as contas a pagar, etc. etc e etc... Só não cometo a asneira de me considerar um ser-humano.
PACIENTE - Mas eu gosto do que faço.
PSICANALISTA - Assim como gosta da roupa que usa. Só não creio que se tivesse nascido na Índia, por exemplo, iria apreciá-la da mesma maneira. Prefiro acreditar que o gosto que eu tenho hoje não é exatamente meu, mas sim que vem sendo preparado ao longo de algum tempo para que eu goste dele.
PACIENTE - É uma questão de cultura.
PSICANALISTA - E de domínio, e de exploração, e de manipulação...
PACIENTE - Mas não será por isso que eu irei deixar de me considerar um ser-humano.
PSICANALISTA - Essa é apenas uma evidência. Existem outras.
PACIENTE - Por exemplo...?
PSICANALISTA - O simples fato de você estar aqui.
PACIENTE - E o que tem demais nisso?
PSICANALISTA - Suponho que você esteja aqui porque acredita, de uma forma ou de outra, que eu tenha condições de curá-lo, de restaurá-lo, de melhorar a sua qualidade de vida, não? Caso contrário, não teria vindo.
PACIENTE - Talvez.
PSICANALISTA - E com isso você despreza o seu próprio poder de autodeterminação física, mental e espiritual para atribuí-lo a um psicanalista que você sequer viu antes, tamanha é a descrença que você tem em si mesmo. Eu não creio que um ser-humano agisse dessa forma.
PACIENTE - Ora! Mas todas as pessoas que vêm aqui não pensam da mesma maneira?
PSICANALISTA - Pode ser, mas nenhuma delas chegam aqui se dizendo seres-humanos. Já lhe disse que só ontem vieram três: o primeiro, um passarinho; o segundo, uma lâmpada e o terceiro, invisível. E digo-lhe agora que se você não adquirir a liberdade de um pássaro e não tiver a mente iluminada como uma lâmpada, melhor lhe será que desapareça!
PACIENTE - Trágico esse discurso! Se aqui estou é porque o senhor é um psicanalista.
PSICANALISTA - Você faz idéia de quantos psicanalistas já tentaram ou cometeram o suicídio?
O PACIENTE EMUDECE. O PSICANALISTA DÁ AS COSTAS, CAMINHA PENSATIVO E BRUSCAMENTE VOLTA-SE FALANDO EM TOM IMPERATIVO.
PSICANALISTA - (dedo em riste) Neste momento eu tenho poderes sobre você que se diz ser-humano, mas que se encontra fraco, descrente, intimidado... esperando que eu o programe; que vasculhe o seu passado, determine o seu futuro e modele a sua vida de acordo com o que eu interprete que seja o certo ou o errado! Sim! Eis aqui você me oferecendo poderes que eu nem sequer fiz forças para conquistá-los!
PACIENTE - O senhor quer que eu lhe dê agora mesmo o telefone de algum psicanalista?
O PSICANALISTA IGNORA A PROVOCAÇÃO.
PSICANALISTA - Você crer em Deus?
PACIENTE - Creio.
PSICANALISTA - Deveria então aborrecê-Lo menos.
PACIENTE - Aborrecê-Lo menos?
PSICANALISTA - Claro. Se o ser-humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e se você, do jeito que se encontra, se considera um ser-humano, certamente O estará aborrecendo. Ao passo em que, com certeza, Ele dirá: “O que!? É esse o ser-humano livre, tranqüilo e seguro que eu criei e que agora pra se sentir bem é necessário que freqüente consultórios de análise, que tenha status, que minta a idade...? Oh, não! Certamente falsificaram a minha obra-prima”!
PACIENTE - Interessante! Deve ser por isso que a sala de espera estava tão vazia quando eu cheguei.
PSICANALISTA - Vai ver o paciente invisível estava lá e você não tenha percebido.
PACIENTE - Pelo visto, devo ficar proibido de tudo. Espero que ao menos não me proibia de respirar.
PSICANALISTA - Não chegaria a tanto, mas procure respirar um pouco mais devagar.
O PACIENTE OBSERVA INDIGNADO O PSICANALISTA ENQUANTO ESTE PARECE DIVAGAR LANÇANDO AS MÃOS PARA O ALTO.
PSICANALISTA - O ser-humano é ousado por natureza! Busca conhecer o escuro para iluminá-lo; o vazio para preenchê-lo; o distante para aproximá-lo... e não viver de maneira medíocre; casando-se, tendo filhos, criando-os e esperando a morte chegar. Passando, enfim, para prole a herança do mesmo ritual ordinário. Não! Ou quente ou frio porque os mornos serão vomitados! Navegar é mesmo preciso! Navegar... navegar... navegar...
PACIENTE - Daria uma bela homilia!
PSICANALISTA – Responda-me uma coisa: você caga?
PACIENTE - O que???
PSICANALISTA - Eu perguntei se você caga, defeca, se borra, essas coisas...
INDIGNADO, O PACIENTE ERGUE-SE DO DIVÃ.
PACIENTE - Ignoro o sentido de sua pergunta!
PSICANALISTA - É natural. Mas se eu lhe perguntasse qual o perfume que usa, certamente se envaideceria para me dizer o nome de algum precioso perfume francês; como lhe perguntei se caga, causei-lhe constrangimento e indignação. É... eu logo percebi que alguma coisa não me cheirava mesmo muito bem. Aliás, sabe aquelas elegantes senhoras que encantam e se encantam com a alta sociedade; que exibem nas roupas etiquetas caríssimas; que usam jóias valiosíssimas; que nos policiam nos lazeres e nas cerimônias? Sabe? Pois é, elas fazem de um tudo pra nós pensarmos que elas não cagam. Mas elas também cagam, sabia?
PACIENTE - Pra falar com sinceridade, acho que o senhor precisa mesmo ir urgentemente a um psicanalista.
PSICANALISTA - É claro que preciso! Passei a vida inteira acreditando em castelos de areia! Acreditei nos meus pais quando me aconselharam a estudar, a trabalhar e a ter um diploma para que eu pudesse ser alguém na vida, como se antes, de fato, eu nada fosse; acreditei nos religiosos quando disseram que eu nasci do pecado a fim de que eu vivesse me condenando a vida inteira; acreditei na classe política que sempre me reservou ao comodismo de esperar por feitos que eu mesmo poderia ter realizado; acreditei também no “aqui se faz, aqui se paga” onde me vejo pagando justamente um preço por ter cometido o mal de acreditar... e agora, como você, acredito que preciso ir a um psicanalista.
PACIENTE - (resoluto) Pois então, procure o senhor o seu porque eu irei procurar o meu.
O PACIENTE - QUE HÁ MUITO JÁ NÃO SE ACOMODARA DEITADO - LEVANTA-SE, PEGA O PALETÓ DEIXADO NO CABIDE ENQUANTO CONTINUA A FALAR EM TOM DE DESABAFO.
PACIENTE - ... pensei que fosse chegar aqui e me sentir à vontade pra falar das coisas que me afligem e me sufocam, mas não: Tudo o que ouvi foi essa sabatina dos diabos que praticamente me lançou na porta de entrada do inferno. Ora, psicanálise parecida com essa a minha sogra costuma fazer todos os dias, de graça e sem hora marcada.
O PACIENTE ACABA DE SE ARRUMAR E, MEIO AO EMBARAÇO, ARRISCA UM OLHAR PARA O PSICANALISTA.
PACIENTE - Quanto é mesmo a consulta?
PSICANALISTA – Antes, vale lembrar que a iniciativa e o protesto são atitudes nobres de um ser-humano enquanto a fuga é um grave defeito.
PACIENTE - (indiferente) Quanto é mesmo a consulta?
PSICANALISTA - Resolva com o doutor Herculano.
PACIENTE - Com quem?
PSICANALISTA - Com o doutor Herculano. Como você se atrasou um pouco, ele foi lá dentro resolver alguns problemas e me disse para que eu o chamasse caso você chegasse. Foi quando você entrou atabalhoadamente consultório adentro me chamando de doutor. Então eu - o atendente - resolvi consultá-lo.
PACIENTE - O que!? Seu moleque...!
ATENDENTE - Moleque? Minutos atrás eu estava sendo tratado por doutor...!
PACIENTE - Eu vou denunciar isso ao doutor Herculano!
ATENDENTE - Ótimo. Se demitido, eu ponho a minha própria consulta em prática. Espere que eu vou chamá-lo. (pega o fone e começa a discar)
PACIENTE - (súbito) Não! Não precisa chamá-lo... eu vou-me embora! (à porta) Quanto é mesmo que eu lhe devo?
ATENDENTE - Quem sabe, a sua liberdade?
O PACIENTE AGRADECE TIMIDAMENTE E SAI. OUVE-SE LATIDOS EM OFF E LOGO EM SEGUIDA REABRE A PORTA, MEIO AMEDRONTADO.
PACIENTE - Estou ouvindo latidos de cachorro no corredor! Acaso tem algum cachorro por aqui?
ATENDENTE - Não se preocupe. É o próximo paciente que já está chegando.
Reinaldo Araujo é amigão do amigão e este texto é um trabalho apresentado a disciplina de literatura dramática da Universidade Federal do Paraná. No curso de Educação Artística com habilitação em Artes Cenicas, campus FAP.Em dezembro de 2008.
Valeu amigão pela visita.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A gente faz assim ó...
As coisas por aqui estão bem mais calmas. Não tenho nenhuma notícia do patrão porque ele não fica um minuto parado em casa. Anda o dia inteiro. Só estamos eu e a aninha aqui. E estamos nos entendendo mais ou menos.

A bichinha tá crescendo e parece que é louca pois não para um minuto sossegada.Pula, corre, escorrega, puxa uma coisa aqui outra ali e quando tá com fome pega o pratinho na boca coloca nos meus pés e fica latindo em direção a vasilha de mantimentos onde fica a ração dela. Pensa que é gente!


O patrão me disse que na verdade a Ana Carolina é um ser humano como outro qualquer e que eu tenho que aprender a conviver com o fato.
O que este homem gastou com vacinas, remédios, banhos e rações daria pra comprar um carro. Agora a doutora informou que vai ter que fazer um hemograma da bichinha e isto não custa barato. Uma cachorra que tem médico...Parece que eu vi o patrão pesquisando planos de saúde para a cachorrinha.


Aqui perto de casa tem um parquinho onde as pessoas levam seus cães pra passear e andam com aqueles saquinhos de plástico para cocô. Eu me recusei. É o fim da picada andar atrás de um cachorro limpando as porcarias dele. Eu disse ao patrão que não faço isto não.
Andar atrás de um cachorro com um saquinho, esperando que ele faça cocô pra eu pegar e limpar.
Imagina se houver alienígena observando a terra, eles vão pensar que os cachorros são os líderes do planeta, se um faz cocô e o outro carrega, quem é que você pensaria que está por cima?E se eles me sequestram e dizem:
- Nos leve ao seu líder!
Eu levo até a casinha da Ana Carolina, a cachorra?

Bem que eu concordo com o moço do livro que vi aqui em casa, um tal de Seinfeld: "Se depois de 50 mil anos de civilização chegamos a este ponto, é melhor desistir. Estou falando sério, vamos cair fora. Digamos que a raça humana é uma ideia que não deu certo. De inicio parecia boa, a gente ficou se esforçando um tempão, mas acabou não funcionando".

Eu concordo com este moço. Nó fomos até a lua e até inventamos uma forma de vida melhor e muito moderna, mas acabamos carregando saquinhos com cocô de cachorro.





Maria Elite, natural da Bahia, é a diarista do Amigão.Escreve todas as sextas aqui no blog do patrão, além de ser a limpadora oficial de cocô da Ana Carolina, a cachorra, não a cantora. Além disso passa o dia inteiro ouvindo, cantando e arranhando a garganta com a Ana Carolina, a cantora, não a cachorra.Todas as notícias são verdadeiras, a única falsa aqui é ela mesmo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009



Você já leu isto por aqui, mas a pergunta permanece.



"Por que coisas que acontecem com gente idiota sempre acontecem comigo?"

quarta-feira, 15 de abril de 2009


Tirei estes dias para colocar coisas de casa em dia. Ainda estou em São Paulo resolvendo milhares de pendências e marcando alguns almoços de publicitários. É certo que só estamos marcando e são todos para semana que vem e que passarão batidos. Publicitário é uma racinha sem igual.

Estou sem net em casa e venho na lan house algumas vezes por semana e não tenho tido tempo de ler e comentar nos blogs da minha turma. Tenham paciência comigo.
Apesar de já estar quase certo o que vou fazer a partir de maio, de vez em quando bate uma insegurança e me pego pensando em varias coisas ao mesmo tempo. Entrevista de emprego por exemplo. Quer tortura maior que uma entrevista de emprego?
Achei hoje no fundo da pilha que ia para o lixo, um modelo de respostas para entrevistas de emprego.Eu jamais teria dado certo numa entrevista de emprego e sei de alguns amigos bem sucedidos que também não se sairiam bem numa entrevista dessas.Graças a Deus, não precisei de participar de muitas, porque no ramo que trabalho, basicamente não há entrevistas de empregos o cara liga, "o seu amigo Márcio indicou seu nome, quer trabalhar com a gente?" , "Qual o salário?". "A verba que tenho disponível é tanto, interessa?". "Interessa, pra começar quando?". É assim que funciona.

Nos meus últimos empregos as entrevistas rolaram em restaurantes mas nestes tempos de crise fico imaginando se eu precisar de uma entrevista de verdade como vou fazer?
Segundo os conselhos da revista que acabei de ler, "há uma nova tendência nos departamentos de recursos humanos das empresas que é dar algum valor ao grau de honestidade e espontaneidade nas respostas dos candidatos". Fiquei imaginando como seria uma entrevista de emprego comigo.
Nome? José Airton de Sousa, mas não gosto do José, porque acho que é nome de mané, meu apelido é amigão, mas não sei o motivo.Gosto de ler anúncios, estudar propaganda e jogar ténis. Mas não faço nada disso. Li poucos livros de Machado e não tenho a mínima ideia de quem foi Sheakespare. Sou solteiro, não tenho hora pra chegar ao trabalho mas tenho horário para ir embora, mas se você precisar de mim, eu vou estar no boteco da esquina discutindo futebol, com os amigos da manutenção e da expedição.E lógico fofocando, porque a única coisa legal na nossa profissão é saber quem tá comendo quem e esse papo só rola no boteco. E também adoro umas surubas no final de semana que até os pitbulls participam.
Qual o seu time de futebol? Qual você quer que seja?
E se precisasse ir de roupa social?
Não, não daria certo mesmo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sempre que havia um problema, minha mãe ficava super nervosa e falava pelos cotovelos. Daqui a pouco, ela entrava no quarto ficava um tempão lá dentro. Quando voltava a gente percebia que já estava melhor.

- O que aconteceu mãe?

- Entreguei a Deus...

No ínicio não sabia bem o que isto queria dizer, mas eu a vi fazer isso tantas vezes durante tanos anos que comecei a perceber que esta sim, era a melhor maneira de enfrentar os meus problemas.
Muitas pessoas não usam este método por acharem que isto de "entregar a Deus" é uma questão religiosa, ou coisas de fé.
Mas pensa bem, se eu tiver a certeza que existe algo - uma energia, um poder, uma realidade, uma inteligência, uma presença - que me dá forças nas horas da fraqueza, da tristeza e dos problemas insolúveis e que esta mesma força me conduz para fora e faz com que eu relaxe e esvazie minha cabeça das preocupações. Por que então não usar? É bem mais simples do que enfrentar todo problema sozinho.

Ainda ontem o sono tentou fugir mas lembrei do método da dona Maria do Rosário e entreguei para Deus.


Beijão do amigão e bom dia, mas bom dia mesmo!

sexta-feira, 10 de abril de 2009


Sofá especial de Páscoa. Com Everton Vidal, do blog Re-Novidade


"O Sábado era para os hebreus o dia separado para o descanso. Não era qualquer descanso, como as sestas que tomamos depois de almoçar, mas um descanso existencial, um dia para a reflexão e devoção à vida e ao Ser que a criou.
Também tinham muitas festas, todas com importantes significados, a Páscoa era uma delas. Diversas culturas nômades antigas comemoravam a passagem do inverno para a primavera. Eram vários dias de festas, cuja primeira noite de lua cheia após o início da primavera era a principal. Foi exatamente nesta noite que ocorreu a Páscoa hebraica relatada no livro de Êxodo.

Portanto essa festa tinha um sabor especial para os hebreus, era o dia em que comemoravam a vida (simbolizada pela primavera) e principalmente a libertação da opressão egípcia. Acontece que durante a história dos hebreus muito se perdeu da profundidade desses dias-símbolos.
Guardar o sábado havia se tornado fim em si mesmo, sendo usado até para escravizar o ser humano. Quanto à Páscoa, fica evidente ao lermos os evangelhos que o povo, oprimido pela dominação romana, esperava ansiosamente por uma nova libertação. O gosto das ervas amargas – que comiam como memorial da escravidão um dia terminada – há muito havia se tornado o próprio sabor da existência, debaixo de seguidas opressões.

Alguns, sem dúvida, já haviam perdido a esperança. Rubem Alves escreveu que “é preciso beber o amargo da vida para se ter noção da doçura, ausente, distante”... Os judeus entendiam isso.

Fernando Pessoa divino-humana-mente inspirado escreveu um poema que contém a seguinte frase, “quem tem alma não tem calma”. Aqui e acolá lembro-me dela, numa das últimas vezes eu estava dentro de um micro-ônibus, vendo uma mãe na beira da rua repartir uma laranja com um par de crianças sujinhas. Cenas iguais ou piores que esta são normais.
Já estamos acostumados... Isso é o mundo, isso é o capitalismo, isso é a “vida”. Somos todos escravos de uma situação que não nos agrada – pelo menos aqueles que têm alma. Diante da fome da África, da miséria da Índia, das injustiças da America Latina e do sofrimento de qualquer criança do mundo... quem tem calma não tem alma.
Quando Cristo esteve por aqui preocupou-se com as mesmas situações e tratou de renovar os significados. Ensinou com palavras e ações que o Sábado é na verdade uma forma de encarar o próprio agora da existência – o hoje. Sim, Cristo nos mostrou que todos os dias são-devem-ser sábados de paz e misericórdia no coração. Essa paz é um descanso colhido pelo ser em todos os momentos.

Todavia, não é indiferença e morbidez, não é sossego, isso – tal qual O Rappa – é “a paz que eu não quero” pois paz sem atividade não é paz.Cristo re-novou o significado da Páscoa com a sua própria Vida. Transformou-a na festa da Esperança, e isso nos seus momentos de maiores agonias. Aliás essa sempre foi a atitude do Cristo, enfrentou todas as agonias com lucidez, vivacidade e esperança, mesmo quando foi traído e crucificado.
Os discípulos vivenciavam às escondidadas o medo e a perplexidade dos fatos, assim como nós fazemos em relação a muitos dos nosso problemas cotidianos, incluindo as balas perdidas das metrópoles. E mesmo quando receberam a boa notícia da ressurreição ficaram atônitos e incrédulos, ora é a mesma reação que temos frente as boas notícias dos jornais.

Mas a Esperança adocica a vida, sem ela, à existência só resta o gosto das ervas amargas. Páscoa é a festa da Esperança, não do chocolate. Não há nada de errado em alimento algum, inclusive os chocolates, se ingeridos com moderação. O problema acontece quando as coisas começam a ser fins em si mesmas
Que o tempo da Páscoa seja santificado (separado) como tempo de refletir sobre o mundo, e que dessa reflexão nasça um mundo novo, onde ao menos a vida seja vista como um dom supremo. que neste sentido todos os dias sejam dias de Páscoa. Dia de esperança. A Vida venceu e por isso vivos somos! "

Para ler outros textos do Everton, clique AQUI.


Feliz Páscoa!

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Pessoal, hoje eu estou lá no Um pouco de Bossa da minha amigona Natália. O nome da coluna é "Coluna de Quinta" mas o meu texto é de segunda e é bem louco. Dá uma passadinha por lá e concorde ou discorde. Sei lá, eu não discuto com loucos.


É só clicar AQUI que tu chega lá!



Beijão do amigão.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sabe aquelas coisinhas que você tem que fazer e fica adiando? Pois é, aproveitei estes dias que estou sem fazer nada para resolver estas pequenas pendencias. A vida tá muito fácil por enquanto. Estou sem net em casa por isso quando você estiver degustando esta feijuca saiba que foi preparada no dia anterior, mas...com muito carinho.E amanhã, quinta feira, eu to lá no "Um Pouco de Bossa" retribuindo a visita da Natália no sofá desse sábado. A Debora mandou há muito tempo o meme que pede pra eu enumerar as sete coisas que me fazer sorrir.Sabe e usou muito bobão mesmo e qualquer coisa me faz sorrir e vai ser difícil lembrar só de sete mas vou escrevendo quando chegar no sete eu paro.

1) Receber cartas pessoais. Aquelas à maneira antiga, com envelope, sêlo e escrita com caneta bic. É muito verificar a correspondência e perceber que é um monte de extratos, cobranças e comunicados ou catálogos de lojas. Tão bom receber uma cartinha de verdade de vez em quando. Né não? O mesmo vale para os e-mails. Gosto quando recebo emails dos meus amigos que tem preguiça de escrever cartas, ou por ser mais pratico.
2) Assistir aqueles programas de perguntas e respostas na TV e acertar a resposta. Melhor ainda quando tem gente por perto. Devem ficar pensando: "putz o amigão é muito inteligente".

3) Reencontro de amigos é uma coisa que me faz sorrir muito.

4) Meus sobrinhos são motivos de vários sorrisos. E principalmente quando percebo que eles se sentem muito a vontade perto de mim e me tratam como se tivessemos a mesma idade. As crianças foram educadas a cumprimentar os tios como um "benção tio". No meu caso, nunca pediram "benção" já é aquela farra na hora que chego.
5) Entrar em um avião, ou ônibus ou carro de mochilinha nas costas pra viajar. O simples cheiro do avião,ou ônibus ou carro já me deixa excitado.No bom sentido. Aliás ficar excitado já é um bom sentido né?
6) Ficar esperando o meu moleque chegar em casa e quando chega, finjo que estou dormindo.Ele entra no quarto e avisa "Amigão, já cheguei tá"? e em seguida arruma meu chinelo na beira da cama. E eu dormindo. E sorrindo lógico.
7) Saber que mesmo não sendo pai legitimo dele, ele colocou o meu nome no convite de casamento ao lado do nome da mãe.Ah! É pra sorrir mesmo, né?

8).....acabou

9) Eram só sete. Mas eu tenho ainda uma coisa pra falar. Que me fez sorrir muito ontem.

10) Receber a ligação do filhão informando que levou a noiva pra fazer o exame e o sexo do bebê é. ..Menino. hehehehehehehehehe a gente aqui do blog, já sabia né?

E o meu olhar vai dar um festa!


Me liguem, me escrevam. Beijão do amigão!

terça-feira, 7 de abril de 2009

No tempo de moleque fui membro do Clube dos Desbravadores. O clube é uma instituição da Igreja Adventista muito similar ao Grupo dos Escoteiros.
Todos os desbravadores são sempre amigos não importam o que sejam quando crescem. Usei aquele uniforme e eu nunca me esqueço disso. Na minha época eu achava o uniforme muito feio e tinha vergonha de usar aquela roupa. Calça, camisa e boné (cobetura) cáqui. Uma fivela de acrílico enorme para amarrar o lenço amarelo no pescoço.
Não dava pra sair na rua daquele jeito por isso é que a gente acampava no mato. Se fosse um uniforme decente talvez a gente se hospedasse em hotéis como todo mundo, mas vestidos daqueles jeito, era preferível se esconder no mato mesmo.
As melhores lembranças são daquela época. O Clube do Desbravador foi o meu ensino fundamental.
Ao contrário do Grupo dos Escoteiros, cujo lema é "Sempre Alerta". O lema dos Desbravadores era, ou é: "SEMPRE AVANTE!"
Era assim que a gente se cumprimentava e cumprimentava os líderes o sinal de continência e a frase Sempre Avante!
Avançar é uma palavra que pontua minha vida também. O tema na formatura do primeiro grau foi "Avançar sempre, recuar nunca!"
São coisas que guardei e quero compartilhar com você. O lema é nunca desanimar. Avançar!

E a ordem para hoje, mais de trinta anos depois continua sendo" Sempre Avante!"
A propósito, dia 23 de abril é o dia mundial do Desbravador.
Sempre Avante!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acho que foi por causa do comercial do guaraná que vi ontem na tv. Sonhei que estava no parquinho de diversões me divertindo com alguns amigos e ia direto pro bate-bate.Que fantasia maravilhosa de estar dirigindo! E sem destino nenhum só esbarrando nos carrinhos dos outros irresponsávelmente.
Só que muitas vezes a gente se dar mal e fica ali preso no meio de um monte de carros vazios e tem que vir um cara pra tirar a gente dali.
É isso. A vida é assim mesmo!Bom dia!

sábado, 4 de abril de 2009



No meio do caminho tinha o Amigão


Quando o Amigão me convidou para vir novamente ao sofá, prometi ao ele que contaria algo interessante, algo que eu já pensava, inclusive, em escrever no meu próprio blog, mas, diante do convite, resolvi escrever aqui.

O que, hoje, eu vim contar é a história de como o Amigão entrou na minha vida e se tornou especial para mim.

Em um sábado de meados de junho de 2008 eu estive nesse mesmo sofá pela primeira vez, mas o Amigão entrou na minha vida bem antes disso. Já não lembro ao certo qual o caminho percorrido por ele para chegar até mim; só lembro que um belo dia apareceu um comentário especial na minha caixinha de comments: era o Amigão. Nessa época ele ainda não era o amigo querido do meu coração, era apenas alguém que atendia pela alcunha de “Amigão”.

De pronto, retornei a visita, e não lembro se comentei algum post logo nesse primeiro momento. Lembro apenas de que a partir dali passei a visitá-lo religiosamente, e a necessidade de ler suas palavras passou a ser uma constante para mim.

Presenciei mudanças gráficas e editoriais neste espaço virtual-editorial; comentaristas sazonais, que vão e vem como as estações do ano; novos integrantes fazendo parte da turma, alguns se afastando da blogosfera, mas voltando sempre para matar as saudades; as ótimas caricaturas do Moiza e o jeitinho “boa praça” do Amigão.

Comentários, gentilezas, carinho e amabilidades trocados.

Até que um belo dia o Amigão me convidou para sentar aqui no sofá, mas nessa época eu ainda usava o pseudônimo Paty Maionese. Qual não foi a minha própria surpresa ao sentir uma vontade imensa de revelar para o Amigão a minha verdadeira identidade. E foi isso mesmo que eu fiz! Até então, somente a Juliana Freitas sabia que a Paty Maionese não tinha nada a ver com Patrícia (como 11 entre 10 pessoas pensavam), e que eu me chamava, na verdade, Natália.

Quando eu revelei esse “detalhe” para ele, o Amigão logo me sugeriu que esse fosse o tema do meu “sofá” e que eu contasse essa historinha para todo mundo, mas eu recusei, pois ainda não me sentia preparada para tal. E foi exatamente isso que eu disse ao Amigão; disse que estava lhe contando porque confiava nele e o queria muito bem, mas que não seria dessa vez que a Paty ia virar Natália, ou Nati, para os meus amigos queridos.

Então eu escrevi o texto do sofá, onde os papéis se inverteram, e eu acabei por entrevistar (de verdade) o Amigão. O texto rendeu bons comentários, novos amigos e o melhor: cresceu em mim a vontade de me despir da “personagem” e assinar meu nome, assinar minhas postagens e me despedir com “Beijos, Natália”.

Depois disso, eu escrevi um post no meu blog contando a verdade sobre Paty Maionese, e continuei a vir aqui sempre e também a receber o Amigão nos meus comments. A amizade cresceu e eu fiquei bem feliz quando o Moiza fez uma caricatura da turma inteira e eu estava lá no meio.

Sem querer, o Amigão também dita tendências. Afinal, há quase um ano eu mantenho a Coluna de Quinta, onde a cada semana recebo um blogueiro para assiná-la. Sim, ela é livremente inspirada neste mesmo sofá para o qual escrevo agora.

E adivinhem quem é o colunista da próxima semana?

Isso mesmo! O próprio Amigão.

Pois pronto. Tudo isso pra dizer que o Amigão é muito especial para mim.


Beijos,

Natália


Natália escreve no blog um pouco de bossa. Passem lá.

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Vocês nem vão acreditar. O patrão está em casa e de mau humor. Eu to pisando em ovos. O desinfeliz foi dispensado do trabalho e só volta a trabalhar em outra agência no mês de maio. Isto é terrível.Parece que já está tudo certo. Até lá é férias. Imagina a loucura que tá esta casa.

Daí que fica agora dando palpites em tudo. Mexendo e procurando coisas que eu nem sabia que ele tinha, nas gavetas e nervoso por não encontrar o que procura.

O homem está tão nervoso que não tem coragem de olhar na minha cara. Escreve bilhetes o tempo todo.
Já na terça-feira mandou um bilhete informando que a ordem é cortar custos. Sei. Cortar custos é uma coisa que nunca entendi. To sabendo que vai viajar pra Bahia e pro Rio, mas vai cortar o meu salário pela metade. Que porcaria de corte é esta, que só corta o meu salário? A cerveja e as viagens não podem cortar?
Respondi no mesmo bilhete: "Vago!"
O desinfeliz escreveu de volta:
“Vago é uma palavra muito vaga”.
Não achei graça nenhuma e retruquei:
” Confuso”.
Sem nada mais importante pra dizer respondeu
“Ambíguo”.
Eu sei lá o que é isso. Ambíguo...?
Retruquei; “nebuloso”.
E ele retrucou de volta: “Não me irrite. Entendeu agora?”.
Respondi: “Grosso!”
E resolvi para com esta troca de correspondências, pois tenho muito mais o que fazer. Senão estaríamos trocando bilhetinhos até hoje.
Vou cuidar da casa e da preparação pro sábado e ficar na minha.
Pois como diz o ditado “Na briga das pedras com as ondas quem se ferra é o caramujo”.
Não sei se é exatamente este o ditado, mas vocês entenderam certo?

Maria Elite, natural da Bahia, é a diarista do Amigão.Mas está na lista de dispensa. Escreve todas as sextas aqui no blog do patrão além de ser a limpadora oficial de cocô, da Ana Carolina, a cachorra, não a cantora. Além disso passa o dia inteiro ouvindo, cantando e arranhando a garganta com a Ana Carolina, a cantora, não a cachorra.Todas as notícias são verdadeiras, a única falsa aqui é ela mesmo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Você sabe a hora de terminar uma história? E uma história de amor?


Há um clássico, que ouvi na voz da Fafá de Belém, em que ela grita como só ela sabe fazer: "Joga a cópia da chave por debaixo da porta, que é pra não ter motivos...boa sorte e Adeus.”
E quando a Bethânia implica nostálgicamente: “Negue que me pertenceu, diga que já não me quer, que eu mostro a boca molhada, ainda marcada por um beijo seu”.
A MPB, a bossa nova, o sertanejo e o proprio rock, são carregados de muscias solos-despedidas.
Foi Tim Maia que gritou uma vez: "To indo embora...Pode crer você pois tudo a perder...foi jogo sujo.”
E o Guilherme Arantes e Cazuza e alguns outros cantaram: " Pra que mentir, fingir que perdoou.Tentar ficar amigos sem rancor. A emoção acabou e que coincidência, o amor."

Mas teve também a Adriana Calconhoto que na hora da despedia ameaçou quebrar os discos, rasgar os livros, queimar a casa o inferno “que é pra ver se você volta, pra ver se você vem...”
Aquilo ali é o ápice da mendicância. Sim. Porque quem tá indo embora tá indo. Da mesma maneira que quem fica, tá ficando e pronto.
“- Não se vá, me dê uma chance outra vez.Daqui pra frente tudo vai mudar...”
Corações dilacerados.
“Você pode ficar com a medida do Bonfim, não me valeu. Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu...”
Todo mundo tem que saber a hora que a história termina. É como no cinema que quando você menos espera aparece “The End”. Não adianta espernear. Acabou. Ou como dizia a dona Maria do Rosário (mulher muito conhecida no meu blog mas que lá em casa eu chamo de mãe): "Acabou o milho, acabou a pipoca!"
Simples assim.
Ouvi o Chico cantando "Trocando em miudos" e foi esta música que me ensinou como reagir ao final de uma história e olha que eu era bem moleque na época...sim o garoto bobão...aquela voz do Chico, doce e triste foi de cortar o coração. "As marcas de emoção em nossos lençóis,nossas melhores lembranças. Aquela esperança de tudo se ajeitar pode esquecer...”
Aquela interpretação foi o fim. O Maximo do pedido de clemência.To devolvendo, mas por favor pense, reconsidere.Fique.To indo embora “com a leve impressão de que já vou tarde”. Não fosse o Chico eu diria, "não é pra tanto mestre!". Menos!
Precisava tirar esta impressão que o Chico deixou em mim. Fui ouvir a mesma musica anos depois com o Francis Hime. Aí sim valeu a pena.
Aquele tom debochado rasgado, rido: “Aliás, aceite ajuda do seu novo amor, pro aluguel, devolva o Neruda que você me tomou e nunca lel (nunca "lel"pra rimar com aluguel, tanto era o deboche na hora a despedida).
O Roberto Carlos avisou que “ O Show já terminou.Vamos tirar a maquiagem e voltar a realidade...”
Pronto já estava tudo resolvido. Decidido que é assim e pronto. Daí volta o Roberto Carlos, sempre ele, e joga na cara de um montão de gente bem resolvida que não é bem assim:
“você foi o melhor dos meus casos. De todos os abraços, o que eu nunca esqueci”(que droga, tava tudo certo comigo).
A hora da partida é cruel, mas é também a hora da libertação. Fim de um tempo.Começo de uma nova vida.
Eu sei...
Nestas alturas da minha idade posso dizer que sou um mestre em despedidas.No ínicio eu chorava muito mas hoje em dia, diante dos meus cabelos brancos eu vou seco.Muito seco. Não sou um rato, sou um homem. Quer ir? Acabou? Tchau e benção!
Pronto assim mesmo.
Agora que não tem ninguém olhando, eu pego escondido, uma foto embaixo do travesseiro, foto encardida envelhecida pelo tempo. Desce uma lágrima teimosa e escondida. Daí como não podia deixar de ser, lembro que a Simone cantou: "Bastou se ver mais uma vez, prá sentir que não passou”
Não passou. Mas que filha da puta!

Ah, doutor, como dói."Viver sem ela será o meu fim”



Mas de uma coisa fiquem certos, se ela quiser voltar, o meu olhar vai dar uma festa!






Nota do amigão: Este post não tem nada a ver com o meu caso com a Giovanni+Draft. Mas em respeito aos que me acompanham diariamente, gostaria de informar que o caso também terminou. Beijão do amigão!



 
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