sábado, 7 de março de 2009

Convidado de hoje: Carlos Leda, dono do blog Mundiota.
Recebi um presente muito legal do Amigão, que é escrever um texto para que possa ser publicado em seu belo espaço. Confesso que não é nada fácil escrever sobre si mesmo, principalmente para sair no espaço de outra pessoa.
Escrevo muito no meu espaço, que tem as minhas características e meus objetivos, mas escrever para outro espaço é diferente.
Gosto de escrever sempre sobre assuntos onde eu possa suscitar o questionamento, a reflexão das pessoas. Gosto de ‘conversar’ com meu leitor de modo a tirá-lo da passividade, fazendo-o pensar sobre os assuntos que escrevo e tomando suas próprias decisões, mas quero aproveitar este espaço para escrever um pouco fora do meu formato habitual.

Para o meu blog fiz uma descrição de mim, que considero muito boa.
“Sou uma pessoa que procuro viver minha vida segundo os meus conceitos, o que eu julgo correto, descente, de bons princípios. Não primo por convenções sociais, grupos organizados, entidades. Primo sim por minha integridade, agir de acordo com os meus valores, claro que isso sem desrespeitar os valores e as outras pessoas.
Tenho uma formação profissional na área de informática, trabalhando atualmente mais com a internet, porém isso é o que eu estou, e não o que sou. Sou uma pessoa que procura ajudar aos outros, colaborar para criação de algo melhor em qualquer lugar onde eu esteja, que procura modificar posturas que não fazem bem as pessoas.
Sou um super-herói? Estou longe disso, nem pretendo ser. Somente pretendo ser alguém que faça diferença neste mundo, que o torne melhor, que faça a diferença, positivamente, na vidas das pessoas. Enfim, tento ser alguém que as pessoas lembrarão não como um número de RG, ou como um número de uma folha de empregados, mas sim como o Carlos Leda, aquele que fez algo.”
Este texto define bem meu modo de ser, agir. Desde que me conheço por gente vejo-me muito diferente dos demais, na quase totalidade das possibilidades. Até brinco que se as pessoas gostam do vermelho, eu gosto do verde, se as pessoas querem calor, eu quero frio. Questionei-me muito na vida sobre o porquê disso. Se era puramente pirraça, imaturidade, ou outro fator.
Hoje sei que não é pirraça, nem questão de querer ser diferente, mas somente ser diferente. Sou diferente de todas as pessoas do mundo, assim como todas as outras pessoas também o são. Talvez uma diferença minha seja continuar nos meus gostos, nos meus valores, ao invés de entrar na onda dos valores que a sociedade quer, nos modismos, convenções. Como disse no perfil, não gosto de nenhum agrupamento, quando estes servem para moldar as pessoas, tirar-lhes a autenticidade e deixá-los todos iguais. Não sou contra uma pessoa pertencer a um determinado grupo, mas sim sobre a forma como a pessoa age para pertencer a um determinado grupo.
Vamos supor que eu goste de três coisas, e existe um grupo que possui estas três características como vitais para que as pessoas pertençam ao grupo. Pois bem, nesse caso eu estarei no grupo. Mas o tempo passa e eu deixo de gostar de uma coisa. Eu saio do grupo na boa, afinal, agora ele está em desacordo comigo. Ou seja, pertencer a uma organização não é o problema, o problema é a pessoa se descaracterizar para isso.

Infelizmente tal postura não é nada bem vista na sociedade, e isso fez com que eu já me permitisse sofrer muito, chorar, me achar errado, que felicidade era algo distante para mim. Pois é, rótulos machucam pessoas, principalmente as mais jovens, que ainda não tiverem tempo para amadurecer, entender melhor o mundo onde vivem.

Mas felizmente essa fase passou. Hoje sei o que sou e sou feliz pelo que sou. Sei também que tenho defeitos, e busco ao máximo minimizá-los. Sei também que tenho qualidades, que me ajudam e ajudam aos outros, e isso quero maximizar.
De um tempo para cá passei a entender que a vida é de minha responsabilidade, somente minha. Digo que assumi as rédeas da minha vida, não as deixo mais soltas por aí, para que outras pessoas conduzam minha vida. Sou bem egoísta neste sentido. A vida é minha, e só minha. E desde esse dia passei a assumir toda responsabilidade sobre ela. Se faço algo errado, é porque EU fiz algo errado, e não porque o universo conspirou contra, ou então porque existem muitas pessoas más no mundo fazendo planos mirabolantes para que meus planos não se realizem. E se faço algo errado, não me abalo ficando triste, mas sim procuro entender o motivo pelo qual deu errado, e a partir do momento em que eu descobrir a causa, agir e evitar cometer o mesmo erro novamente, afinal, “errar é humano, persistir no erro é burrice”.

Ouvi certa vez que a dor é inevitável, o sofrimento não. E o que tiro desta frase? A dor é algo externo, o qual eu não posso evitar. Posso sim tentar ser prudente para minimizar as possibilidades, porém não posso agir sobre ela. Já o sofrimento é interno, é algo que NÓS decidimos, e se é algo que NÓS decidimos, temos toda a possibilidade do mundo de optar por não sofrer, e continuarmos felizes.

Vejo a felicidade como um estilo de vida, e não como conseqüência de coisas. Felicidade não é conseqüência de dinheiro, de status, de relacionamento, de filhos, de emprego, de saúde. Felicidade é opção. Se hoje tenho um emprego que me paga um determinado valor, serei feliz, mesmo que isso me impeça de adquirir algum produto que eu deseje. Se amanhã meu salário melhorar e eu poder adquirir o produto, continuarei a ser feliz, porém agora com o que eu desejava. Condicionar a felicidade a alguma coisa ou determinada situação é somente buscar sofrimento, e isso não faço.

Vejo hoje que muitos dos textos que chegaram até mim através de apresentações possuem lindas palavras, excelentes posturas e dicas valiosas sobre como fazermos da nossa vida uma vida melhor. E o engraçado é que antigamente recebia os mesmos textos e pensava “que babaquice, isso não se aplica, isso é só papo”.
Benditos o tempo, a reflexão, o discernimento, a opção. Eu pensava aquilo não por realmente ser aquilo, mas por eu não ter condições de aplicar aquilo em minha vida naquele momento, e fazendo uso do péssimo hábito humano falei mal. É o velho artifício utilizado pelos políticos, de desqualificar o bom para que ele possa ficar bem. Cometia este erro.

Creio hoje que tudo está na nossa mente, que com ela podemos tudo. Quando cremos em nós nada nos afeta, por pior que seja o ocorrido. Não estou inabalável, talvez nunca venha a estar, porém busco isso. E estar inabalável não significa não ter sentimentos, ignorar aos outros, colocar o próprio umbigo acima de tudo, mas sim saber que a única coisa que você pode mudar é a si mesmo, sua postura, sua ação, e assumir isso. Li hoje um texto que considerei muito interessante.

As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da abadia de Westminster: “Quando era jovem e livre e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria; e assim, reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar, apenas, meu país. Porém este, também, parecia imutável.À medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar, apenas, minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram. E, agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse, apenas, mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família. Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe até, ter mudado o mundo”.

Ou seja, invista sempre em si mesmo, seu autoconhecimento. Somente assim seremos capazes de promover mudanças positivas.
Há um trecho de uma música do Gabriel o Pensador que acho fantástico (bem, acho fantástico todas as músicas dele), que transcrevo:

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro”

Tudo está em nossa mente, com ela podemos tudo. Tudo o que precisamos para sermos felizes já existe, e está conosco. Não há nada que precise ser inventado ou adquirido para isso. Nós já temos todas as respostas, toda a força necessária para isso. Basta olharmos para dentro, nos analisar, entender como somos e irmos à luta.

Como disse em minha descrição, não sou um super-herói, nem perfeito, nem a melhor pessoa do mundo. Sou somente uma pessoa que busco ser melhor a cada dia, uma pessoa que quer olhar para o ontem e falar “Eu sou melhor que aquele Carlos”, e falar isso todo dia. Sou uma pessoa que busco ajudar aos outros da minha forma, que é despertando a consciência, que é tão massacrada pela sociedade, pelas autoridades, que sabem que quem é livre não necessita deles.
Faço algo muito chato, que é tentar fazer as pessoas pensarem, não com a cabeça dos outros, mas sim com suas próprias cabeças.
Para ler outros textos do Carlos, visite o Mundiota.

7 comentários. Clique e deixe o seu!!:

agda gabriel disse...

Meu amigo querido, vc é unico!
Nao se intimide!
Autenticidade nunca gera muitos aplausos, mas te aplaudo eu que te conheço...sei quem vc é... pena que a maioria te desconhece...E desconhece o fato de que a blogsfera é imensa....
Carlos, vc é o mais integro dos amigos...
Vc escreve com o coraçao nas pontas dos dedos...
Voce fala de verdade sobre verdades!
Não fique triste se alguns preferem a beleza das conjunçoes e conjugaçoes ao contrario dos sentimentos.
Eu amo vc sempre...pq te conheço....
Vc é maravilhoso...
Carlos, meu amigo..adoro vc!!!!
Beijos..to om saudaes!

Anônimo disse...

Carlos Henrique Leda, considerado em algumas vezes, por algumas pessoas, como o radical!
O honesto, o que tem personalidade, o centrado, um et, um estranho no ninho...
O menino/homem, filho todo especial!
O que quer ser lembrado, como aquele que fez algo, aquele que sabe que ainda tem muito a fazer, e quer fazer.Aquele que procura despertar a reflexão por onde passa!
Sinceramente, o que posso falar!
Henrique, você pra mim, é o “melhor” que podia ter acontecido em minha vida!
Obrigada por deixar eu fazer parte da sua vida, obrigada por eu ser a sua escolha, e para registrar!
Henrique, seja sempre você, seja sempre muito fiel em seus valores, ideais, objetivos de vida...
Que você continue sempre sendo muito abençoado, e por onde optar em trilhar, que todos os contatos/lugares possam ter a sensibilidade de sentir/ver a pessoa especial que és!
Henrique te AMO MUITO, MEU AMOR, e como já sabes, estou com você pra sempre, para o que for!

Anônimo disse...

Carlos Henrique Leda, considerado em algumas vezes, por algumas pessoas, como o radical!
O honesto, o que tem personalidade, o centrado, um et, um estranho no ninho...
O menino/homem, filho todo especial!
O que quer ser lembrado, como aquele que fez algo, aquele que sabe que ainda tem muito a fazer, e quer fazer.Aquele que procura despertar a reflexão por onde passa!
Sinceramente, o que posso falar!
Henrique, você pra mim, é o “melhor” que podia ter acontecido em minha vida!
Obrigada por deixar eu fazer parte da sua vida, obrigada por eu ser a sua escolha, e pra registrar!
Henrique seja, sempre você, seja sempre muito fiel em seus valores, ideais, objetivos de vida...!
Que você continue sempre sendo muito abençoado, e por onde optar em trilhar, que todos os contatos/lugares possam ter a sensibilidade de sentir/ver à pessoa especial que és!
Henrique te AMO MUITO, MEU AMOR, e como já sabes, estou com você pra sempre, para o que for!

Du disse...

Gostei muito do texto, principalmente porque me deixou aqui refletindo sobre todas as coisas deste mundão de Deus...

Obrigada e parabéns, Carlos Leda!

Beijão no meu Amigão!

Amigao disse...

Carlos,
Obrigado pela presença e pelo belo texto aqui no sofá.

Abração

Éverton Vidal disse...

Opa! Gostei do texto Carlos. Passarei pra visitar o seu blog.

Natália disse...

Carlos, parabéns pelo texto. E Amigõ, parabéns pelo convidado. Muito boa a escolha.
Eu já conhecia o blog do Carlos. Sempre leio as reflexões dele e depois fico pensando, pensando... viajando nos pensamentos. Só nunca comentei por lá, então, em tese, o Carlos nem sabe que eu existo.

Essa música do Gabriel, O Pensador citada no texto é realmente muito boa. Sábias verdades.
Às vezes, perdemos muito tempo tentanto mudar as pessoas ao nosso redor, sem entender que quem precisa mudar para que algo de novo aconteça somos nós mesmos.

Um bom dia, Amigão! E boas mudanças nessa sexta-feira ensolarada!

Beijos

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