terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vi um meme rolando por ai que pede uma recordação da infância. Dai, eu que to sem assunto e acho que ninguém leu um post meu que falava justamente assunto (Só a Suzi, leu na época, mas ela prometeu que vai comentar como se fosse novo sempre que ver um post requentado por aqui...rsrs).

Mas eu falava das recordações de infância. Amigos, eu apanhei muito. Ah, como apanhei...


Quando era moleque, na nossa casa tinha um quintal imenso e com muitas árvores. Uma delas a goiabeira, foi grande aliada de minha mãe na nossa educação. Você não tem idéia do que é levar uma surra com uma vara de goiabeira.
A coisa funcionava assim: De repente um de nós erámos pegos fazendo algo que a mãe tinha avisado pelo menos umas quinze vezes que não deveria fazer. E lá ia minha mãe em direção à maldita goiabeira arrancar aquela maldita vara. E ainda fazia questão de pegar a mais fina. E vinha em nossa direção com aquele olhar de "eu te avisei".
Aquilo ardia tanto nas costas que a gente antes de fazer a próxima besteira levava muito tempo. E o pior de levar uma surra era ver a cara de arrependimento da mãe e um olhar de tristeza que não saia do rosto dela o dia inteiro. E a frase que sempre repetia: "Você foi feito com amor, foi criado com amor, porque faz isso comigo?". Me revoltava também a frase: "engole o choro, não tá doendo nada".
Fomos educados assim. Muitas chineladas e muitas mas muitas varadas. Os exemplos também ficaram. Já falei das qualidades religiosas da minha velhinha, mas nunca disse que ela era muito irreverente e alegre. Meu pai, alem de debochado e brincalhão gostava de tomar umas cachaças.
A família é isso hoje. Da mãe herdamos o lado espiritual, não fazemos praticamente nada sem rezar ou orar antes, também somos alegres e irreverentes. Do pai...bem é verdade a gente gosta mesmo de tomar umas brejas geladas.


foto daqui
Lembrando dessas surras agora, me vém a cabeça o motivo porque todo mundo lá em casa é meio goiabão.

11 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Emerson Batista disse...

Zé...
Sem palavras...
Me emocionei e vou indicar o texto lá no meu blog...
Um abração...

Su disse...

Ain, essa goiaba tá com cara de que está apetitosa... se for goiaba branca então, huuum... Fiquei com água na boca!!!


Sabe, Amigão, lá em casa minha mãe nunca muito de nos bater, mas eu já levei surra de varinha de goiabeira sim.. Ai e como dói, viu?!!
Tudo isso porque eu fiquei aprontando no culto, sabe?! Era uma quarta-feira a noite, e eu só traquinando na igreja... conversando com um e com outro, passando por debaixo dos bancos, aprontando o culto toodo. E minha me olhava com aqueles olhos verdes que pareciam saltar do rosto, sabe?! Naquele ar de: "lá em casa você me paga..." rs*
E era costume sempre que terminava o culto, nós ficavamos conversando por ali, a igreja fica em frente a um jardim lindo... Mas aquela noite foi diferente, ela simplestemente me chamou pra ir embora, pegou uma vara de uma goiabeira que havia ali e fomos pra casa... Eu já imaginava o que ia acontecer, chegando em casa, pronto!! Uiii... mas tbm nem dei o braço a torcer, não chorava... hehehe... e ela ainda dizia que era por amor... kkkkkkk.....
Mas acho que era mesmo, porque depois da surra eu fui tomar banho e dormir, e ela veio toda linda, carinhosa, pedindo desculpas e dizendo o porquê da surra... E me colocava para dormir contando as mais lindas histórias!!!
Ain saudade desse meu tempo de criança "goiabona"... rsrs

Beijão!!
Amo vc

Camila disse...

Eu nem sabia disso, de apanhar com vara de goiabeira. Já apenhei uma vez, mas foi com o lençol, porque tapa de mãe na alfabetização não conta, né? Acho que só sei ler por causa daquelas paumadas, que, na verdade, nem doíam, mas eu chorava mesmo assim, só pra depois minha mãe se arrepender também. Eu até gostava, porque ela me mimava muito depois, mais do que se eu não tivesse apanhado.

Deve ser coisa difícil educar filho, com ou sem vara, com ou sem tapas. Eu tenho muito medo de ser mãe, apesar de morrer de vontade.

E já estou mudando de assunto, então já tá na hora de parar o comentário... Heheheh...

Beijinhos, Amigão!

Du disse...

Ah, eu adoro goiaba, muito mesmo, é minha fruta preferida! \o/

Cruzes, levar uma surra de vara de qualquer tipo deve ser horrível. :(

De vara eu nunca apanhei, mas já levei umas lambadas de rabicho do ferro elétrico (naquele tempo o ferro elétrico era com rabicho, sei lá...) e posso dizer que foi a pior e única surra que levei em toda a minha vida. Meu pai tava muito bravo...E o pior é que eu nem lembro o que andei aprontando!

Beijão, meu Amigão!

Lorena disse...

Hum, que vontade de comer essa goiaba... Tá com uma cara tão boa!!

Nunca levei surra, só chinelada. Mas a pior parte era realmente a cara da minha mãe, a tristeza e o desapontamento dela enquanto me batia. Eu ficava chateada pelas chineladas, mas depois entendia o lado dela tb. Acho que por isso apanhei pouco: aprontei pouco,também.

beijos, querido!

NANA disse...

Já apanhei de vara de goiabeira, mas não foi da minha mãe, foi da avó de criação.
Da minha mãe já apanhei de cipó que dá quase na mesma.

Bêjo Amigão!

Luca disse...

Hahahaha

Outro dia, uma linda vó comentava comigo q as familias se destruíram, pq a 'tal da psicologia' tinha atrapalhado tudo dizendo aos pais q as crianças não podem apanhar.

Pois bem! Eu só apanhei uma vez na vida, mas não foi pq minha mãe seguiu a psicologia...foi pq eu não mereci mesmo. Mas bem q meus irmãos levaram surra de cipó e têm boníssimas lembranças da minha mãe.

P.S.: não estou fazendo apologia à violência contra a criança...mas só é interessante como cada geração exige uma educação 'mudêrna'!

Beijos, Amigão!

Francine Esqueda disse...

Amigão!!!! Quanta história! Boas lembranças... Vim fuçar, matar a saudade daqui e adorei o que encontrei! Inclusive a foto da goiaba!!! Hum....
Como estão as coisas!?? Desculpa o sumiço! Minha vida profissional, cultural e social está agitadíssima! hehehehe
Inclusive acabei de postar o que vi no cinema! Um show de filme!
Aparece pra me visitar!!!
Beijos
Boa semana!

Éverton Vidal disse...

Eutenho uma atraçao especial por goiabeiras. Mangueiras também. Mas eu cresci entre elas. O cheiro da goiaba me dá uma saudade danada. E você diz:

Você não tem idéia do que é levar uma surra com uma vara de goiabeira.

Pois eu tenho hahahah.

Um dia quando eu tiver um quintal (meu) vou plantar uma goiabeira e acompanhar o crescimento dela, já tenho até um nome: Vó Júlia.

Ri muito com o texto em especial com o "goiabao" do final hahaah.

Abraço Amigao, e perdoe o sumiço, mas para o ano que vem (que começa no natal) estou com planos de atualizar mais o blog e voltar a visitar como antes os blogueiros amigos.

Inté!

Mônica disse...

bom,de vara de goiabeira eu nunca apanhei. lá em casa a gente levava era de cinto e só minha mãe batia. meu pai só olhava e "aquele olhar" doía mais que qualquer cintada.

essa goiaba aí me deu fome!

Suzi disse...

kkkkkkkkkkkkk
"goiabão"!!! kkkkkkkkkkkkk

amigão, aqui em casa tinha aquela coisa do "olhar". bastava minha mãe olhar que a gente sabia que tava fazendo besteira... vara de goiabeira nunca rolou (acho que porque a gente não tinha quintal em casa, depois dos meus dois anos...), mas uns cintos e chinelos... ui!

(suzi cumprindo a promessa)

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