sábado, 29 de novembro de 2008


O primeiro sofá a gente nunca esquece!


Eu acabo de receber uma ligação. Recebo um convite:
- Vou comemorar meus quarenta anos. E quero que você esteja presente...
- Quarenta anos??? Como é possível? Já??

Seu nome é Maria...Quarenta anos e Maria ainda sorri com a mesma doçura, ainda mantém o mesmo brilho nos olhos, e o mesmo corpo de mocinha num imutável coração de criança; as mãos delicadas e o abraço carinhoso; até o som de sua voz continua o mesmo.
Tínhamos seis anos no nosso primeiro encontro e vivemos juntas a emoção das primeiras descobertas, os primeiros amores, as primeiras provas da escola, o primeiro dez, nunca um zero...Maria era das mais inteligentes da turma, senão a mais inteligente de todos.

Era na casa dela que nos reuníamos para estudar e fazer os trabalhos em grupo, era ela quem coordenava as atividades, era a “explicadora” das equações e tinha uma paciência invejável; era lá, também, que dividíamos nosso tempo entre os estudos e o som dos “longplays” do Roupa Nova, e era lá que a imagem da tv ganhava cores.

Era a amiga que me defendia e a quem eu defendia, sempre e sob qualquer hipótese. Nunca brigamos, que eu me lembre. Nunca nos separamos.Estudamos juntas da primeira à oitava série, o ensino fundamental completo, e talvez seja essa mesmo a razão do nome desse ciclo de estudos: tudo o que acontece ali é fundamental para a sua vida. E as amizades verdadeiras são o mais contundente exemplo.

Cada um de nós, colegas de escola, tomamos um rumo, na vida. Muito tempo passou, mas nos dias 15 de março, 06, 08, 25 e 31 de dezembro de todos os anos, salvo raras exceções, temos um encontro marcado pelo telefone. É reconfortante ouvir do outro lado a doce voz de sempre: “Oi, amiguinha!” e responder de cá: “Oi, Mary!”

Não importa o tempo que você fique sem ver seus verdadeiros amigos, você há de reconhecê-los, sempre, pelo calor da voz, pela sinceridade do abraço, pelo sorriso nos lábios.Cada um de nós tem seu próprio caminho para seguir, e talvez a vida até se encarregue de nunca mais promover um reencontro... Mas nunca perca a oportunidade de fazer um amigo, porque a vida não terá a menor graça se depois de quarenta anos você não puder se reconhecer como parte da vida de alguém."



O primeiro sofá foi ao ar no dia 10 de março de 2008. E a Suzi, foi a nossa primeira convidada.

Beijão do amigão e boa semana a todos.

Ah, sim, está tudo bem, apenas alguns problemas técnicos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008



Todo mundo sabe que o patrão é a desorganização em pessoa. Quando eu chego aqui e começo a faxina semanal, tenho que pedir licença pra tudo que é tipo de tralha espalhada pelos cantos só pra poder entrar tranqüilamente e tentar fazer meu serviço. É sempre um chinelo sujo andando solitário pelos ares, jornais velhos decorando a escrivaninha, cuecas espalhadas pela sala gritando e suplicando para serem lavadas e guardadas (mas eu já disse que cuecas eu não lavo, isso ai já é demais!) e tudo quanto é tipo de desorganização que vocês imaginarem. Como ele consegue bagunçar tudo em tão pouco tempo eu não sei, mas como eu tô aqui pra isso mesmo nem adianta reclamar!

Hoje eu fui inventar de arrumar umas "quinquilharias" que ele tem guardadas no quarto. Um monte de papel picotado, cartas antigas, vidros vazios, tanta coisa velha que eu nem sei por que cargas dágua que ele guarda... E quando eu fui mexer naquelas coisinhas, só para tirar o pó mesmo, o patrão veio voando para cima de mim dizendo que aquilo ali eram " recordações de um passado cheio de sentimentalidades e avessos que não podiam ser perdidos no tempo desse relógio enigmático que é a vida ".

Sinceramente?! Eu nem entendi nada. Tudo o que ele falou me deixou zureta, mas nem pedi pra me explicar porque achei que ele tava meio estranho, preocupado, sei lá! Mas, pelo amor do Leonardo, custava ele só dizer: "Elite, não mexe ai, eu gosto dessas coisas bagunçadas mesmo." Nããããão, ele teve que vir falando desse jeito estranho que era pra eu não entender mesmo , só pode! E mesmo eu tentando sair de fininho, ele disse que é conotativo, alguma coisa assim.

Conotativo... então tá... ele deve ter ficado muito impressionado com o seu Leandro quando veio pro sofá, né?

Eu desisto de entender a cabeça dos homens, o Janderson que o diga! Quando ele vem tentando falar alguma coisa "conotativa" é porque anda aprontando. Hummmm... Será que o patrão anda aprontando alguma por aí? Por via das dúvidas, achei melhor deixar quieto, ele e aquelas quinquilharias todas.

Vou é limpar a cozinha agora que ganho mais, pelo menos nas panelas ele não mexe! E mesmo porque preciso me apressar, no sábado a dona Luca vem visitar o patrão e a coitadinha vai chegar muito cansada de viagem, 49 horas de ônibus não é qualquer um que aguenta, né?



Maria Elite, 59 anos, natural da Bahia, é a diarista do amigão e também namorada do Janderson. Escreve todas as sextas aqui no blog do patrão. Ainda não tem um blog pois acha que não tem motivos nenhum pra ficar contando sua vida íntima pra todo mundo. E se ela continuar conotativa assim vai acabar fazendo faxina no Bilhetes. Tudo aqui é verdade a única falsa mesmo, é ela. As ilustrações foram todas feitas pelo Moiza, do Cartum com Bobagem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Em outro cafezinho comentei aqui que lá em casa, a gente ouvia a Rádio Globo AM, diariamente, que crescemos ouvindo Haroldo de Andrade, Paulo Giovanni e também Waldir Vieira.


O programa do Waldir era nosso favorito todas as tardes, ali ficávamos ao pé do rádio, ouvindo atentamente os comentários, as musicas. Entre os quadros do programa o que mais gostava era "Onde anda minha gente?".

Era assim, o ouvinte escrevia uma carta para o Waldir contando a história de um parente ou de um amigo que havia desaparecido..."querido Waldir, estou procurando um amigo que...." eram histórias marcantes e no final estávamos quase chorando, quando o Waldir terminava o quadro perguntando: "Onde anda minha gente?"


Um dia eu tirei todas as fotos de amigos e parentes que guardava em uma caixa de sapatos e iniciei uma colagem. Esta colagem formou este quadro, que não tem nenhuma assinatura de artista famoso, mas cada foto é uma assinatura inportante.O quadro simplesmente reune fotos cortadas e coladas como se todos estivessem reunidos para uma grande festa. São amigos que passaram, amigos que chegaram e se foram, outros que se perderam no caminho. E agora eu olho as fotos uma por uma e penso, que festa é a vida. Olha quanta gente que passou por aqui. Que saudade!

Tem amigo longe, amigo perto, amigo do outro lado da rua, do outro lado da cidade, em outra cidade, em outro país. Tem amigo espalhado por este mundão de meu Deus. Eu sinto uma saudade imensa de todos os amigos, e sinto uma enorme saudade dos tempos em que eu não tinha saudade.


No mundo virtual, aliás abrir aspas para citar um dos grandes filosófos da blogosfera que diz sempre: "Se o carinho é real a amizade não é virtual", grande amigos também por aqui passaram alguns visitaram o sofá, alguns comentaram, e se foram. Também sinto saudade de todos eles, mas é uma saudade real.

O café está pronto, quentinho , forte e nostálgico: Onde anda minha gente?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Alguém pediu pizza?

Atendendo pedidos...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vi um meme rolando por ai que pede uma recordação da infância. Dai, eu que to sem assunto e acho que ninguém leu um post meu que falava justamente assunto (Só a Suzi, leu na época, mas ela prometeu que vai comentar como se fosse novo sempre que ver um post requentado por aqui...rsrs).

Mas eu falava das recordações de infância. Amigos, eu apanhei muito. Ah, como apanhei...


Quando era moleque, na nossa casa tinha um quintal imenso e com muitas árvores. Uma delas a goiabeira, foi grande aliada de minha mãe na nossa educação. Você não tem idéia do que é levar uma surra com uma vara de goiabeira.
A coisa funcionava assim: De repente um de nós erámos pegos fazendo algo que a mãe tinha avisado pelo menos umas quinze vezes que não deveria fazer. E lá ia minha mãe em direção à maldita goiabeira arrancar aquela maldita vara. E ainda fazia questão de pegar a mais fina. E vinha em nossa direção com aquele olhar de "eu te avisei".
Aquilo ardia tanto nas costas que a gente antes de fazer a próxima besteira levava muito tempo. E o pior de levar uma surra era ver a cara de arrependimento da mãe e um olhar de tristeza que não saia do rosto dela o dia inteiro. E a frase que sempre repetia: "Você foi feito com amor, foi criado com amor, porque faz isso comigo?". Me revoltava também a frase: "engole o choro, não tá doendo nada".
Fomos educados assim. Muitas chineladas e muitas mas muitas varadas. Os exemplos também ficaram. Já falei das qualidades religiosas da minha velhinha, mas nunca disse que ela era muito irreverente e alegre. Meu pai, alem de debochado e brincalhão gostava de tomar umas cachaças.
A família é isso hoje. Da mãe herdamos o lado espiritual, não fazemos praticamente nada sem rezar ou orar antes, também somos alegres e irreverentes. Do pai...bem é verdade a gente gosta mesmo de tomar umas brejas geladas.


foto daqui
Lembrando dessas surras agora, me vém a cabeça o motivo porque todo mundo lá em casa é meio goiabão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Boa semana!

"Algum dia em qualquer parte, impreterívelmente hás de encontrar-te contigo mesmo, e só de ti depende que seja a mais amarga de todas as tuas horas ou teu momento melhor"

sábado, 22 de novembro de 2008


Com vocês Monica, do Blog Diário de Mim Mesma

Confesso que ficava sempre na encolha, espiando cada um que sentava e imaginando o prazer da experiência. Todos eufóricos, ansiosos, tensos por darem a sentadinha mais famosa que a blogosfera já viu. Pensei em pedir com jeitinho para sentar e experimentar, mas, embora ninguém acredite, eu sou tímida. Melhor ficar quieta e só observar a “sentada” dos outros (momento voyeur... fecha a cortina). Encurtando o papo furado, minhas preces foram atendidas e eu sentei. Aqui no sofá vermelho do Amigão, claro (bom, costumo sentar em outros lugares também: cadeira, chão, poltrona, vaso sanitário e onde mais sua imaginação permitir). Vamos combinar que tal honra foi conseguida graças a alguns subornos básicos: um pôster do Leonardo para a Elite, jujubas para a Suzi, canecas pro Amigão e lápis aquarelável pro Moiza tentar melhorar o que a natureza me ofereceu em um 26 de janeiro de algum ano entre 1965 e 1967.
Essa semana fui convidada por uma blogueira a participar de um meme onde devemos fazer um texto com as recordações de nossa infância. Em meio a tantas lembranças eu me vi no sofá da sala da minha casa. Os pés em cima do sofá eram liberados assim como pular freneticamente para liberar as energias, como dizia meu pai. Era ali que eu costumava ficar com ele, ouvindo suas histórias de vida e seus conselhos.
Papai me colocava em seu colo e lia Monteiro Lobato com entonações diferentes para cada personagem, o que me rendia gostosas risadas. Era naquele sofá que ele costumava sentar quando chegava do quartel e eu me agachava para tirar seus coturnos. O sofá era onde assistíamos juntos ao Programa do Capitão Aza, Topo Gigio e Vila Sésamo. Quando o sono não vinha era ali que ele deixava eu me deitar e começava a cantar “Acalanto” no meu ouvido.

Foi sentada naquele sofá que vi meu pai chegar a casa com um cachorrinho para me dar de presente em meu oitavo aniversário. Foram muitas coisas que aquele sofá testemunhou, o sofá vermelho do pequeno apartamento da minha infância. E ao pensar no que escrever hoje por aqui, percebi a feliz coincidência entre as cores dos sofás e, por que não dizer, entre o acolhimento que meu pai sempre me deu e o que o Amigão oferece ao dividir seu espaço conosco. Meu pai faleceu em 10 de junho de 1999 e eu, que sempre precisei escrever para entender as minhas idéias, meus medos e meus anseios, escrevi num fôlego só o que vocês poderão ler agora.

Ela era a princesa da vida dele. Fisicamente eram parecidos. Ele a ninava no colo, cantando para ela dormir. Ele a segurava nos braços para ver os bichos no Zoológico. Ele a ensinou a andar de bicicleta. Tentou ensiná-la a torcer pelo Vasco. Mostrou a ela que ser determinada era fundamental para seu crescimento.

Herdou dele o senso de organização e o amor pelos livros. Ensinava pacientemente matemática para ela. Parou de fumar para que ela nunca entrasse no vício, embora sem sucesso. Achava linda a fantasia de bailarina que ela insistia em usar em todos os carnavais. Orgulhava-se ao vê-la desfilando no 7 de Setembro como melhor aluna de seu colégio. Como militar que era, sabia ser autoritário. E doce, quando queria. Soube dar limites e carinho na dose certa. Ela só o viu chorar uma vez na vida. Naquele momento ela descobriu que ele era apenas humano.

O primeiro namorado foi reprovado simplesmente porque ele percebeu que a menina havia crescido. Os laços de fita e os vestidos tinham sido definitivamente aposentados e as novas roupas eram sempre curtas demais, decotadas demais, apertadas demais, pequenas demais. Os ciúmes, estes sim eram grandes demais.

Ela achava lindo o amor que ele tinha por sua mãe e queria viver um igual. Um dia, ela quis casar. Ele alertou que não era uma boa escolha. Ela insistiu, ele concordou. Ela deu um neto a ele. Não o primeiro, mas o único que ela viu no colo daquele homem. Quando ela resolveu se separar, ele foi o primeiro a saber. Apoiou incondicionalmente. Voltaram a viver na mesma casa e ela se sentiu novamente amparada.

Um dia, ela acordou e soube que ele era uma pessoa tão especial que o cara lá de cima o chamou para o seu lado, de surpresa. Ele foi, sem se despedir. E ela chorou, embora até hoje sinta a presença dele nas horas que mais precisa.

Você que tem seu pai hoje por perto, abrace-o, beije-o e diga o que realmente sente... Um dia você poderá ter vontade de fazer isso e não mais será possível. Como hoje, pra mim.

Amigão querido, obrigada de coração pelo convite. Sinta-se beijado e abraçado.
Aos que aqui passaram, meu beijo, meu abraço e um litro de leite.

Bom, Amigão, o blog começou como Diário de mim mesma pois a idéia era mesmo fazer daquilo ali um diário virtual, um resgate dos diários de papel que me acompanharam pela vida toda. Pela minha fixação em ilustrar as postagens quase sempre com alguma vaca ( fixação essa que nem sei onde começou nem o porque...rs) quando mudaram o template colocaram uma vaquinha e mudaram o nome do blog pra Rabiscos de uma vaca ensandecida, já que sempre me referia ao blog como "meu caderno de rabiscos"

O blog é um caderno de colagens, na verdade. Algo que li e que me tocou vira post...coisas do dia a dia viram post.... uma imagem ou um trecho de música que me traduza vira post....só não falo de política e futebol...rs... a não ser quemeu Botafogo seja campeão...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A ilustração do post é do Moiza.
Bom final de semana a todos!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Ding... Dong...
Abro a porta segurando um balde cheio de cuecas sujas e um rodo sem borracha na outra mão. Eu começo a rir ao dar de cara com a Mônica, a dona do blog Diário de mim mesma. Ué, ela é a visita do sofá do patrão amanhã. O que está fazendo aqui hoje, plena sexta -feira?

- Tá rindo de quê, Elite?

- Diz pra mim o que você está fazendo por aqui? Esqueceu que hoje é sexta-feira e que o sofá é sábado, criatura?

- Caracaaaaaaaaaa! Acho que já é loucura... Viajei na maionese... Me enganei legal !!! Cadê o Amigão?

- Tá por aí, entre um gole e outro, de latinha na mão. A vida pro patrão é uma festa todo dia.

- Tô nervosa! Sentar nesse sofá é um privilégio!!!

- Se fosse o do Jô ou da Hebe, eu entenderia. Quer beber uma Cerveja ou um Copo de vinho pra relaxar?

- Prefiro água de coco.

- Já que está aqui, vem me ajudar e aproveita e me diz como vai sua vida, mas diz a verdade.

- Minha vida segue o sol, no horizonte dessa estrada, Elite.

- Namoro novo?

- Que nada! Entre idas e voltas, continuo entre tapas e beijos com a mesma pessoa.

- A gente às vezes se entrega demais, esquece de ouvir a razão, né mesmo?

- E você e o Janderson? Seguem naquele mar de rosas?

- Não é o maior amor do mundo, mas as nossas diferenças acabam no quarto, em cima da cama.

- Uauuuuuuuuuuuu! Um verdadeiro temporal de amor,hein?

- Nem sempre, nem sempre.Hoje ele vai para uma festa de rodeio.

- E se ele arrumar uma paixão de rodeio por lá, Elite?

- Deu medo quando soube, mas ele sempre me diz que tenho tudo aquilo que um homem procura em uma mulher.

- Teu coração tá amarrado e carimbado mesmo.

- Mas se ele pisar na bola comigo, meto o pé na cara dele.

- E vai fazer o que no fim de semana enquanto o pedaço de mau caminho se diverte?

- Talvez eu veja um filme de amor no dvd.

- Vamos pegar o primeiro avião com destino pro Rio de Janeiro??? Quem sabe não tem um show do Leonardo rolando por lá?

- Vou chorarrrrrrrrrrrr! Desculpe, mas eu vou chorar!

- O único problema é que vou deixar um furo com o Amigão. Deus, o que fazer?

- Você tem 10 segundos para dizer adeus.

- Mas eu não aprendi a dizer adeus!

- Então escreve um bilhete mandando lembranças e dizendo que, apesar do sofá ser uma mania nacional, você preferiu continuar sendo a desconhecida e lendo o blog dele a distância.

- Nunca mais o Amigão me chama pra vir aqui.

- Brincadeira tem hora!!! Me faz um convite desses, deixa meu coração a 120 150 200 km/h e vai se preocupar com esse sofá que já tá até encardido? Pensa que eu tenho nervos de aço?

- Fiz tudo errado!

- Fez nada. O patrão deve estar com alguma gatinha manhosa, tomando cerveja e comendo batom.

- ( silêncio...)

- Dona Mônica, pense em mim... não liga pra ele!

- Tá, vamos pro Rio! Eu só tenho um caminho: voltar amanhã e sentar no sofá com o Amigão.

- Isso!!! Volte, amor...Mas posso pedir um favorzinho? Me leva no Cristo Redentor?

- Eu juro que levo!

- Muuuuuuuuuuuuuuito obrigada! Do fundo do meu coração...

E saíram... não sem antes deixar a chave debaixo do tapete pro Amigão não ficar na curva da estrada, sentado à beira do caminho.


E a dona Monica, jurou voltar amanhã pro sofá do amigão. Não percam!


Elite, é a diarista do amigão e também namorada do Janderson e fã louca do Leonardo. O Post de hoje foi escrito pela Monica, do blog Diário de mim mesma, que estará amanha no sofá do amigão. Tudo aqui é verdade a única falsa mesmo é ela.A caricatura da Elite, é do Moiza do Cartum com bobagem e a montagem de hoje, foi feita pelo Lucas, do Blog do Lucas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Lá em casa, a gente ouvia a Rádio Globo AM, diariamente. Era nossa diversão bem antes da tv. Crescemos ouvindo Haroldo de Andrade, Paulo Giovanni (que foi meu patrão no ano passado) e também Waldir Vieira.
A gente acordava bem cedo e antes do café da manhã, fazíamos o culto doméstico, onde orávamos e sempre éramos obrigados a decorar algum salmo. Depois disso, o café. A paixão pelo cafezinho que tenho hoje não veio daquela época. A gente tomava café feito de cevada. Gostava muito, mas confesso que depois de grande, nunca mais tomei um gole daquele café de cevada.
O programa do Haroldo de Andrade era a próxima coisa que fazíamos diáriamente. Às 09h começava o programa na rádio.

E quando minha mãe ia pra cozinha lavar os copos e já preparar o almoço, no meio daquelas panelas havia um radinho que ouvíamos bem alto.
Antes do Haroldo tinha o Omar Cardoso, um astrólogo muito famoso naquela época. Lógico que dada a nossa formação religiosa a gente nunca ouvia o programa dele. Mas quando minha mãe ligava o rádio ainda dava pra ouvir o finalzinho do Omar Cardoso. Talvez este finalzinho a gente ouvia de propósito. Assim, às nove em ponto, antes do Haroldo começar, o Omar Cardoso terminava o programa e dizia todos os dias a mesma frase: "Hoje, sob todos os aspectos vou cada vez melhor. Bom dia, mas bom dia mesmo!"
Ainda hoje tenho guardado na memória esta ultima parte da frase: "... bom dia, mas bom dia mesmo!"

O dia passava tranquilamente na cozinha da minha mãe. O rádio ligado e a frase a martelar: Bom dia, mas bom dia mesmo!



Hoje é feriado aqui em São Paulo e enquanto bebo o cafezinho, que hoje é meu filho que prepara e que já não é mais aquele cafezinho de cevada, lembro da velha cozinha lá de casa, da fumaça e do cuscuz de fubá feito no pano de prato e cozido no vapor da panela, e da manteiga que se derretia toda.
Direto da minha cozinha quero desejar a você, um bom dia, mas bom dia mesmo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dia tradicional da feijoada do amigão, quarta-feria costuma ser um dia muito importante pra mim. Quando homenageio todos os meus amigões. Costuma. Mas não hoje. Ando muito envolvido com exames médicos. Tenho amigos novos no Delboni Auriemo, mas eles me tratam como "paciente" e me tratam como se eu fosse criança. Mas eu gosto deles mesmo assim.
Eu só não quero parar de postar.
Eu não sei parar de postar....não vou parar de postar...eu não me canso de postar
Mudando de assunto, segunda -feira é dia da coleta do lixo no meu bairro. Ontem especialmente eles estavam eufóricos entregando em todas as casas um cartãozinho desejando feliz natal. Tinha até foto dos garis. Informaram que vão passar no dia 20/12 para recolher a caixinha de natal.
Quando saio hoje de casa, o gari, me espera no portão e pergunta que dia eles podem voltar para recolher a caixinha de natal.
- Mas, não é dia 20?
- Não moço, "nois num é os que recolhem o lixo a noite, nois é os que limpa a rua durante o dia"
- Ok, passa dia 20 então.
Como podem ver, dia 20 todo mundo vai fazer a festa com o meu décimo terceiro.
O Natal chegou, pelo menos para a Coca Cola, que já lançou teaser de seu comercial para este ano. O filme é para o mercado mexicano. Dica do Adrants. Clique na imagem abaixo para ver



FUI,

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O trânsito estava complicado naquela manhã.Um trajeto que se levaria vinte minutos e o carro parado já mais de uma hora. Ninguém saia dali.
A Rádio Trânsito, informa mais de 100 km de congestionamento devido a um acidente com morte naquela marginal. Helicópteros, bombeiros, policia, defesa civil todos mobilizados.
Um acidente que pára a cidade inteira.
Quando passamos pelo local, deparamos com o corpo estendido no chão. Um homem morreu atropelado.
Nenhum nome. Um individuo ainda não identificado foi atropelado.
A pressa que temos para chegar ao trabalho impede que se saia do carro em busca de maiores detalhes. Apenas um olhar bem rápido com a esperança que se Deus quiser não seja nenhum conhecido.
Um homem morreu.
É natural que nesta cidade não se saiba o nome do homem que morreu. Se tem filhos, esposas, família.
Não importa, não é famoso.
Não se sabe o time de futebol do sujeito, nem a religião, muito menos sua cor favorita. Talvez tenha tentado o suicídio desgostoso com a vida, é o que se comenta.
Mas um congestionamento na marginal reflete pela cidade inteira.
O transito endoidou.
Os ônibus que trafegam pela marginal estão parados. Uma multidão desce dos carros e ônibus para ver o homem que morreu.
É um anônimo. Um homem. Artigo indefinido.Um individuo.
Um homem que se matou ou foi atropelado, diz a rádio.
Fosse aquele homem uma celebridade, o simples fato de ter ficado triste viraria uma manchete na “Caras”.
Na TV apenas notícias da separação de Suzana Vieira, ou de Luana Piovanni. Nenhuma nota sobre o homem que acaba de morrer.
Apenas um homem morto cujas dores e tristezas nunca saberemos.
Talvez alguém em algum lugar estranhe sua ausência nesse dia e se pergunte: “porque fulano não chegou ainda”.



De resto, este homem só é noticia porque sua morte causou um grande congestionamento na Marginal Pinheiros. 160 km de lentidão.

Fora isto nada importa.
Um homem morreu ou tentou se matar. Quem se importa?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lá pelos anos 80 eu cantava em um grupo musical gospel. Era um "baixo"razoável eu acho, ou seria barítono? Na época chegou as minhas mãos a letra da música "Someone is praying for you" do grupo americano Heritage Singers.
A letra era muito bonita e coube a mim, não sei porque cargas dágua, traduzir aquela letra e criar uma versão.
Na verdade quem fez a tradução e a versão foi o Evaldo Vicente, que na época ainda não era o maestro nem o grande compositor que é hoje, aliás nem sei se ele lembra disso pois, como não gravamos nenhum CD, aquela versão deve ter sido esquecida pelo próprio Evaldo.
Também não lembro totalmente da letra, são muitos anos passados, mas lembro da parte que me toca cada vez que me sinto só

Há algúem orando por ti,
Algúem está orando por ti,
Ao pensar que estás a sós
E teu ser quase a cair,
Lembre-se que existe alguém,
Orando por ti

Muitas vezes deparo com coisas que chamo de coincidências em minha vida mas nunca me enganei com coincidências, pois sempre acreditei naquilo que li uma vez no blog da Suzi: "Coincidencias são milagres disfarçados". Imediatamente lembro que existe alguém orando por mim.
Sempre em algum lugar, há alguém que pensa em mim, em você. Pode ser seus pais, seus irmãos, algum amigo. Há sempre algúem rezando por você.
Alguém que sonhou com você e imediatamente pensou: "Será que ele está precisando de uma reza? Vou rezar!"

Lembrei desta história e desta versão neste final de semana. A mãe do meu amigo Evaldo, sofreu um acidente grave e foi me pedido que em minhas orações eu pedisse por ela. Foi o que fiz. E tenho certeza que Papai do céu está com ela, cuidando e dando forças neste momento ruim.
Assim como orei, sei que outras pessoas estão orando, ou rezando (é a mesma coisa) por ela. E por mim, e por você. E pelas crianças, e pela paz e pelo mundo.
Agora pela manhã, orei pela dona Diná, pela dona Maria e orei pelos amigos da turma do amigão e orei por mim e por vários outros amigos que lembrei.

E quando gente ora, coisas tremendas acontecem.





Um beijão do amigão


O único jogo que assisti foi Flamengo X Palmeiras. Na verdade a TV estava ligada eu só olhava mesmo na hora dos gols. Os outros jogos do campeonato não vi nenhum mas pelos jornais de hoje dá pra fazer um pequeno resumo do que foi a rodada: Uma porcaria.

Faltam três jogos para acabar o pior campeonato brasileiro de todos os tempos. O time do Orlandinho já é o campeão. Não por merecimento, mas por que entregaram o titulo de presente.Se bem que o time do Borges, jogou um bolão ontem (segundo os jornais). Deste jeito os bambis ainda vão dizer que o “Muricy é seleção”. Aliás, o Muricergussom, estava na mesa redonda da TV Gazeta ontem. Deu pra rir um pouco com o sujeito. Na boa, quando tá na boa, todo mundo é só sorriso e felicidades...né não?

Palmeiras: Jogou o campeonato inteiro sem técnico. E nem me venham dizer que é choro de perdedor, já que o meu discurso já cansou. Só agora a torcida se ligou no assunto. Mas agora, querer bater no cidadão é sacanagem, tinha que ter batido em janeiro quando ele chegou.
E outra : Não se bate em homem de óculos. Se é que me entendem.


Flamengo: Ontem foi o aniversário do Clube de Regatas do Flamengo: 113 anos.
Falei hoje com meu filho: “Flamengo é história é paixão”. O verdão é uma outra história na minha vida. Como se fosse um segundo amor. Me perco ante os comentários dele, de que só se ama uma vez.
Pode ser. Mas não vou pensar nisto agora.
O fato engraçado de ontem foi o Pipocaio Junior comemorando os gols com os jogadores. Nem ele acreditava. Pulava feito pipoca.

Botafogo: Depois de tanta desgraça, aquelas que só acontecem com o Botafogo:
Nenhum titulo, não conseguiram a vaga para Libertadores, os salários estão atrasados, tem jogador fugindo do time e etc. Eles pelo menos podem comemorar a permanência na primeira divisão.Já o Vasco...eu acho que escapa sim.

Santos: Há rumores que o Santos vai ganhar o campeonato Paulista de 2009. Pois é, aquele cidadão anda emitindo sinais de que pode “dirigir” o time da Vila Belmiro no ano que vem.

Grêmio: Ops, o papo é de futebol.

sábado, 15 de novembro de 2008


E hoje é dia de receber gente importante aqui no sofá do amigão. Cheio de idéias brilhantes, dinâmico, criativo e um grande amigo. Vamos bater um papo pra lá de especial com este garoto que é referência de criatividade, amizade e muito boa vontade. Com vocês Lucas de Oliveira.



Amigão - Como está, Lucas?
Lucas - Muito bem, obrigado Amigão. Estou muito feliz em estar no seu programa.

Amigão - Como começou seu blog?
Lucas - Foi há três anos atrás, quando comecei a usar a internet para expressar minhas idéias e opiniões. Na época, foi no Weblogger. Depois desses anos, como não atualizava meu blog simplesmente deixei ele lá. No ano passado, conheci o Blogger que, além de ser gratuito, seu HTML não é um bicho de sete cabeças. Foi em dezembro que comecei a postar freqüentemente no atual 'Lucas Oliveira'.

Amigão - Porque usou seu nome para ser título do blog?
Lucas - Muitas idéias vieram em minha cabeça, como por exemplo, Eno Guaraná, Mundo na Net, Intruso na blogosfera e muitos outros nomes tão sem nexo que prefiro nem comentar. (Risos). Depois de tanto pensar, decidi apenas colocar meu nome. Sim, não tem nada a ver, mas ali, coloco todos os tipos de idéias, entretenimento, curiosidades e minha opinião em si. Resumindo, tudo o que eu quero.

Amigão - Você criou um personagem para seu blog?

Lucas - (Risos). Sim, criei. Além de ser minha "avó", 'Madame Ambrósia' é cartomante.

Amigão - Como surgiu essa idéia?

Lucas - Vendo meu blog por outro ângulo, notei que ele precisava de um pouco mais de humor expresso. Foi então que surgiu, através da minha prima, criar uma personagem onde ela estaria respondendo às perguntas dos leitores do meu blog, no estilo de Barbara Gancia [Barbara Responde - Revista da Folha]. Como os leitores faziam perguntas um tanto difíceis de serem respondidas e, com muito custo, decidimos então dar um tempo nela. Nesse tempo sem Madame Ambrósia, pude perceber que havia fãs da velha. Ela voltou recauchutada, e mais uma vez, se perdeu no meio de tantos comentários imbecis que a atacavam. Mudei o layout do meu blog e olhei para as colunas. Pensei e olhei novamente. Tomei a decisão certa: a Madame Ambrósia voltará para meu blog, mesmo com críticas ou não. Dessa última vez, ela voltou simplesmente falando sobre os famosos. Mas na verdade, atrás desse “fantoche" existe a mão amiga da minha prima.

Amigão – Você tem projetos novos para seu blog?
Lucas – (Risos). Sim, tenho um projeto que deverá sair do papel em breve. Aguarde até dezembro.

Amigão - Você teve um jornal online?
Lucas - Foi. (Risos). Foi no início do ano. Comecei com tanto fôlego que no primeiro mergulho, perdi tudo de uma só vez. Convidei pessoas inteligentes para serem colunistas da Folha da Semana (nome do extinto jornal semanal), mas logo depois não sei se cansei ou se queria ver resultados logo. Eu o convidei também, não foi, Amigão?

Amigão - Sim, convidou.
Lucas: Deve ter sido horrível para você ter participado de um blog que não tinha chance nenhuma de atingir o sucesso, não?

Amigão - Na verdade eu botava fé naquele projeto, Lucas. Sabia que tinha tudo para se tornar sucesso, mas precisava do tempo, porque sucesso a gente não consegue da noite para o dia.
Lucas – É. Realmente é uma pena ter se acabado. Eu fazia o jornal como se fosse impresso mesmo, disponibilizava todas as edições gratuitamente para fazer o Download nas versões PDF, PNG e JPG. Hoje penso da "Folha da Semana" como uma lição de como deve ser feito as coisas: com muito cuidado e paciência.

Amigão – Você entrevista pessoas no seu blog?
Lucas – Sim. Eu sempre gostei de conhecer pessoas e então, saber um pouco mais sobre o trabalho dela e suas histórias. Com o blog, vi que poderia entrevistar pessoas online. Com isso, na primeira versão do blog (fev/08), entrevistei mais de 15 pessoas, contando com você também, Amigão. Na segunda versão (mai/08), entrevistei somente alguns e agora, voltei a entrevistar semanalmente.

Amigão – E isso é bom para seu blog?

Lucas – Sim. Para mim e para o blog. É tão bom checar os novos comentários e encontrar um assim: “(...) eu quero ser entrevistada aqui, Lucas (...)”, como disse minhas amigas Ju e Su. Isso, dinheiro nenhum não paga, é uma alegria enorme ver que se interessam pelo meu blog.

Amigão – Você faz montagens no Photoshop?
Lucas – Todos os dias. Comecei a fazer quando ainda trabalhava no Jornal Informativo. Depois, quando saí de lá, decidi continuar a bagunçar nas fotos em casa. Pego fotos de todo mundo e faço montagens. Como gosto de desenhar, desenho no papel, passo no computador e então faço os retoques nele para então ficarem prontos.

Amigão - Você conheceu o Mauricio de Sousa?
Lucas - Sim. Foi no início de 2003. Eu trabalhava no jornal da minha cidade e, precisei entrevistá-lo. Levei comigo vinte e nove personagens de história em quadrinhos que eu mesmo criei, mostrei para ele e, ao lado de suas filhas Mônica e Vanda olhou para mim e disse: "Filho, você tem um enorme potencial. Não sabe o que tanto é capaz de fazer."

Amigão - Você toca violino?

Lucas - Quem te contou? (Risos). Sim, eu toco violino desde os oito anos de idade e também dedilho o piano da minha irmã.

Amigão - Você está escrevendo um livro?

Lucas - Comecei o primeiro romance policial e, mesmo sem terminar iniciei o segundo livro. Como estou sem tempo e cabeça para escrever nesses últimos meses, apenas dedico meu tempo lendo romances e dramas para quando eu for sentar para terminar os manuscritos, esteja com muitas idéias na cabeça, pronta para ser passada no papel - ou seja, no Word. Escrevi algumas peças de teatro quando ainda estudava. Hoje, tudo está guardado em pastas e de vez em quando tiro algumas horas para ver tudo.

Amigão - Você gostava de teatro na época de escola?
Lucas - (Risos). Lembro-me as poucas peças em que atuei. Na maioria das vezes, eu era o autor e ficava de fora, só vendo o resultado. Ainda gosto de teatro, mas só para assistir. Acho que já não tenho paciência em criar um início um meio e um fim para ser visto em meia hora. Só consigo escrever contos extensos com muitos personagens.

Amigão - Você fez muitos amigos na blogosfera?

Lucas - É muito bom conhecer novas pessoas como você, Amigão. Faz nem um mês que conheci a Du, a Su, a Ju, e o Urbano; por incrível que pareça, descobri que a Du é namorada do Urbano. Realmente não sabia! Antes deles, conheci muitos amigos também, como a Aninha, Lorena, Nana, Kátia e outros também que conheci faz poucos dias ou então há bastante tempo, como o Rick Galdino.

Amigão - Como planeja seu futuro?

Lucas - Casado com minha namorada, com filhos, trabalhando no meu próprio jornal e dedicando meu tempo à família.

Amigão - Pra terminar, o que a família é para você?

Lucas - Não passa de um alicerce. Sem eles, não poderia levantar as paredes da minha vida, cobrir com as telhas das conquistas e pendurar os quadros com os amigos que fiz todos esses anos. Família pra mim é tudo. Sem ela, não saberia o significado do amor. Valorizo muito meus familiares por estarem presentes em todas as situações comigo, sejam nos altos e nos baixos momentos da vida, ao lado ou mesmo de longe.

Amigão - Muito obrigado, Lucas, espero que você volte em breve aqui.
Lucas - Será uma grande, honra Amigão.


Pra visitar o Lucas é fácil, é só clicar AQUI
Abração, bom final de semana a todos e um beijão do amigão!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Já dizia meu patrão: "Conviver é uma arte", e eu concordo.Como é difícil este negócio de relacionamentos, não é?
Sabe eu acho que todo homem e toda mulher deveriam ter um manual do proprietário ou manual de relacionamento melhor dizendo, escrito, com o qual todos concordem, um protocolo sobre padrões e normas sexuais. Se houver um problema, é só consultar o manual: “Olha querido, sinto muito, mas deste jeito não vai dar e, de acordo com o artigo 7, seção 5, tem de haver um dialogo. Senão eu vou comunicar à diretoria e eles vão emitir um mandado obrigando a uma conversa.”
Pois é, eu to contando isto, porque até hoje não consigo entender o Janderson. No domingo à noite ele estava estranho. Saímos e fomos até um bar para tomar uma cervejinha. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.
Fomos a um restaurante e ele ainda agindo de modo estranho.Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros.
Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar!Por isso tentei fazê-lo falar, mas sem me dar muita bola ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós. Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar.
Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor. Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu.
Comecei a chorar, chorei até adormecer. Já não sei o que fazer.Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.
Na segunda-feira descobri o motivo. Escutei uma conversa dele no celular com um compadre dele:
- O meu palmeiras perdeu. Fiquei chateado a noite toda. Mas pelo menos dei umazinha com a Elite. Mas ainda to chateado... o time tinha tudo pra ser campeão deste ano...time de bosta!
Deste jeito eu fico louca. Vá entender os homens.
E sabem quem vem visitar o patrão amanhã? O Lucas, aquele menino simpático e bonitão, tão bonzinho e que toda vez que eu elogio, o Janderson fica morrendo de ciúmes.
O que será que criança gosta hein? Já sei vou preparar batas fritas e hambúrgueres pra ele. Eu acho que a avó dele também vem. Madame Ambrósia, que chique, ela vai ler minha mão e dizer se existe algum futuro com o Janderson.
Elite, é a diarista do amigão e também namorada do Janderson. Escreve todas as sextas aqui no blog do patrão.Ainda não tem um blog pois acha que não tem motivos nenhum pra ficar contando sua vida intima pra todo mundo. O post de hoje é baseado em um email que corre há muito tempo pela net. Tudo aqui é verdade a única falsa mesmo é ela.As ilustrações foram todas feitas pelo Moiza, do Cartum com Bobagem.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008




- Como vai?
- Vou bem.
- Deixa eu ver.... nossa tá enorme isto. Fez os exames que eu pedi?
- Não. Larguei de lado.
- Tem jeito não, amigão. Não vou falar mais nada.Tá doendo?
- Ta incomodando muito, to preocupado, to chateado.
- Pois é, a gente deveria ter resolvido este assunto há um ano atrás. Você tá correndo risco de vida.
- E agora?
- Agora? Tem que cortar isto já. Nem mais um mês. Ou eu não me responsabilizo.
- Tá bom, vamos cortar então.
- Semana que vem?
- Semana que vem é feriado, tem uma festa....
- Eu também tenho uma viagem mas eu cancelo, assim como você vai cancelar esta festa. Chega!
- Ok, semana que vem então. Dia 22?
- Isto, dia 22.

Ás vezes o café é amargo. Mas é como dizia a mãe do amigão, “se tem que engolir um sapo não perca muito tempo olhando pra ele”.
Vamos engolir este sapo então. E não se fala mais neste assunto.
- Te espero então semana que vem.
- Ok, doutor, até semana que vem, então.


Este post é só pra você saber como andam as coisas por aqui. Nem precisa comentar.Enquanto você está lendo o post (programado) eu to fazendo uma porrada de exames pré-operatórios. Sendo que um deles tem que ficar em jejum 8 horas e tomar 6 copos de água uma hora antes e não urinar até a hora do exame.

As coisas continuam no mesmo jeito. Amanhã tem Elite, sábado tem o Lucas no sofá e a vida continua. A Nana, me deu uma folga lá no NI, por um curto período.


Beijão do amigão!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Carta a um jovem blogueiro (a)

O nome do livro é "Cartas a um jovem poeta", de Rilke.Este livro escrito entre 1903 e 1908, contém dez cartas que respondem as indagações de Kappus sobre a arte de escrever. E em um dos trechos mais belos, Rilke incita Kappus a se fazer a seguinte pergunta: "Sou forçado a escrever?" E continua: "Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar aquela pergunta severa por um forte e simples 'sou', então construa sua vida de acordo com sua necessidade"
Um abraço a todos que continuam nos brindando diáriamente com posts e mais posts e cada vez mais interessantes e profundos.





O meu amigão Lucas, fez aniversário dia 09. Vinte anos! Sim senhor, vinte anos. (Como eu invejo esta idade!)
O Luquinhas, é um garoto inquieto que está sempre criando, inventando, fazendo barulho. Tem um blog muito interessante e inteligente com entrevistas, dicas de filmes, curiosidades, humor, vídeos, músicas, personagens. Enfim um blog completo.

Para as idéias malucas ele sabe que sempre pode contar comigo. E ele é convidado especial para a feijuca de hoje. Coincidentemente também é o convidado do próximo sofá do amigão, e lá a gente vai conhecer um pouquinho mais sobre este garoto que já se tornou referência na blogosfera.

O Lucas está concorrendo ao premio de "site de ouro, promovido por este blog aqui. Dê uma clicada e vote no Lucas.


Valeu Lucas! A canequinha do amigão (pessoal e intrasferível) é sua. Você merece garoto!





Flora vai matar Orlandinho!?!?!?!?

- É hexa! É hexa! Céu, nosso filho vai nascer hexa. Que tudo!!
- Pára de comemorar já!!
- Flora? O que é isso, menina? Abaixa essa arma, por favor
- Não!!! Eu não agüento mais vocês... Todo ano é esse inferno!
- Não agüenta o quê, Flora?
- Esse time maldito! Paulista, Libertadores, Mundial, tri do Brasileiro. Vou acabar com isso!
- Mas você é o quê, Florinha?
- O que você acha, idiota? O Vandeco deve estar muito p...
- O Lixomburgo? Vocês são amigos? Agora estou com medo!
- Claro que somos! Fui eu que levei ele à Globo para falar bobagem enquanto nosso time levava um passeio dos argentinos!!!
– Hahahaha!!! Você é porca!!! O que é isso, Flora? Gás??? Então foi você? Nãããããããooooo!!!
E agora? Será que Orlandinho vai se salvar? Vou tentar conseguir os próximos capítulos...(do Lancenet)




Ganhei estes selinhos da Vó Rô.

A Vovó Rô, mandou estes selos, quatro de uma vez. E presente de vó é a coisa mais deliciosa do mundo, né não? muito obrigado pelos mimos.Vou guardá-los com muito carinho. Beijão Vó.



A Walt Disney, cliente da Giovanni+DraftFCB, está concorrendo ao prêmio Caboré 2008. Clique no video abaixo e veja a campanha criada pela agencia para a candidatura do cliente ao prêmio Caboré.






- Amigão!
- Fala, David
- Eu criei um poeminha quer ouvir?
- Manda
- Tinha uma pedra no caminho.No meio do caminho tinha uma pedra. Ainda bem que era no caminho e não nos rins.
- ...
- Gostou amigão?
- ...

Fui!!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O trem que corre pela marginal e cujas paisagens dão vistas pelo lado esquerdo para o velho Rio Pinheiros e pelo lado direito os imensos prédios e shoppings da zona sul.Prefiro o lado esquerdo e venho durante o trajeto de pouco mais de vinte minutos vigiando cada pedaço deste rio.

O som, sim, o som do trem, traz a voz agoniada do Oswaldo Montenegro. Gritando, engasgando, chorando e entre um "ninguém merece" ouvido aqui ou ali. Me concentro no rio.

Se pudesse resolver, ou se estivesse em meus dedos a magia da cura com um toque tudo seria restaurado. Minhas mãos oleosas estirparia este caroço pra fora. E eu me contentaria apenas com o som.
Não tem como entender este momento. Talvez deva pensar que é festa e com minha canção eufórica contagiar diversos corações com minha alegria e só aqui dentro no meu peito saber que to morrendo um pouco a cada dia.
Será isto esta agonia toda?
O som é cortado pela voz do moço que conduz o trem: "Próxima estação Berrine, desembarque pelo lado esquerdo do trem". O mesmo lado do Rio Pinheiros. Hora de parar com esta bilhetagem de terça e descer. Foi só uma agonia.




Agonia
(1980)

Música e letra: Mongol
Interpretação: Oswaldo Montenegro

Se fosse resolver, iria te dizer,
Foi minha agonia, se eu tentasse entender,
Por mais que eu me esforçasse,
Eu não conseguiria, e aqui no coração,
Eu sei que vou morrer um pouco, a cada dia,
E sem que se perceba
A gente se encontra pra outra folia,

Eu vou pensar que é festa,
Vou dançar, cantar, é minha garantia,
E vou contagiar diversos corações,
Com minha euforia,

E a amargura e o tempo,
Vão deixar meu corpo, minh'alma vazia,
E sem que se perceba,
A gente se encontra numa outra folia.

Se fosse resolver, iria te dizer,
Foi minha agonia, se eu tentasse entender,
Por mais que eu me esforçasse,
Eu não conseguiria, e aqui no coração,


Eu sei que vou morrer um pouco, a cada dia,
E sem que se perceba
A gente se encontra pra outra folia,
Eu vou pensar que é festa,
Vou dançar, cantar, é minha garantia,
E vou contagiar diversos corações,
Com minha euforia,
E a amargura e o tempo,
Vão deixar meu corpo, minh'alma vazia,


E sem que se perceba,
A gente se encontra pra uma outra folia.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


Começando a semana assim, com Mário Quintana


"O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."





Pense nisso junto comigo e vamos fazer desta uma semana sensacional.


Beijão do amigão!


Como disse na semana passada o meu verdão não tinha muito interesse mesmo nesta copinha nacional. Afinal já ganhamos o paulistinha de 2008. E já de bom tamanho.
O Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e companhia entregaram o título pro time do Orlandinho. E este time aí sabe ser campeão.
Tem sorte, ajuda de arbitro e talento. E pra ser campeão tem que ter tudo isto mesmo.
O mais importante: pra ser campeão tem que ter técnico.
Tecnico que abandona o time pra comentar o jogo na Tv, tem que se contentar mesmo com o paulistinha.
Comentar qualquer um comenta, até eu que sou burrinho posso comentar. E pelo jeito pra ser tecnico qualquer um pode também.
Enquanto isto, o Big Phil, fez aniversario ontem. 60 anos. Parabéns Felipão!

sábado, 8 de novembro de 2008

Dia de re-visita no sofá
A convidada é a doce e meiga Lorena, do blog


Oi, pessoas queridas! Pela segunda vez estou sentada nesse sofá vermelho, sempre tão aconchegante, batendo um papo com o Amigão e com todos os outros "amigões" que passam por aqui. Da primeira vez que o Amigão me convidou eu não sabia muito bem do que se tratava, era novata não apenas nesse sofá vermelho, mas no mundo das blogagens de um modo geral. Meu cantinho era recém-nascido e eu, toda boba com o convite, preparei-lhe logo um baita artigo sobre bossa nova e fui mandando para o Amigão... E ele, com todo o jeitinho do mundo, tentou me dizer que eu podia ser menos formal, fazer uma introdução mais bacaninha, dar um jeitinho aqui, outro ali, pra coisa ficar mais "descolada". E a coisa saiu, nasceu e até que foi muito bem recebida... Agora volto no sofá, dessa vez mais solta e menos formal, porque já conheço a casa, já conheço os convidados, já conheço até a Dona Elite (oi, Elite!), e ela até disse que eu poderia colocar os pés em cima do sofá, que o Amigão não liga e ela também não.

Aliás, na minha casa eu sempre pude colocar os pés em cima do sofá... Achava bem chato quando ia visitar algum primo ou amigo e os pais deles não deixavam que a gente subisse no braço, ficasse em pé e nem usasse as almofadas do sofá pra fazer guerrinhas. Na minha casa sempre pudemos fazer tudo isso. Não que não tivéssemos disciplina, mamãe é daquelas que sabem pôr ordem numa casa e nunca admitiu nada fora do lugar...por muito tempo. Mas enquanto estivéssemos no meio da brincadeira, tudo bem, era só arrumar tudo depois.

Então o sofá era mais um brinquedo do "parque de diversões" que eu e minha irmã transformávamos nossa casa. Tinha uma brincadeira que nós adorávamos e dava pra fazer certinho no conjunto de sofás da sala de estar. As duas poltronas ficavam perpendiculares uma em relação a outra, e no cantinho sobrava um lugar vazio, onde os braços se encontravam, era um quadrado pequeno mas cabia perfeitamente nós duas sentadas lá. Aí pegávamos um colchão e colocávamos por cima dos braços e fingíamos que era nossa barraca de camping. Os braços não se encontravam completamente na frente, só em cima, deixando uma fresta por onde nós entrávamos na barraquinha.

Às vezes passávamos o dia todo lá dentro, levávamos comida, bonecas, a tarefa de casa, e só saíamos à noite... Era nesse mesmo sofá que eu passava horas lendo, deitada até sentir a pele toda grudada na napa do forro. Imagina, um calor infernal como só o de Vitória sabe ser, e eu deitada num sofá de napa, a tarde toda, com um livro no colo. Aí quando não agüentava mais de calor, eu tentava levantar e estava grudada! Até conseguir me soltar levava um tempo e alguns "ais!"...

Eita, cheguei aqui pensando em falar sobre mim e acabei falando de sofás, contando mais uma história de infância. Mas eu sou assim, vira e mexe estou contando alguma história de alguma época que vivi, ou recontando alguma história que ouvi de uma época que eu não vivi.

Eu acho que vou ser daquelas velhinhas que colocam os netos sentados no colo e passam a tarde toda contando histórias "de antigamente". Aliás, isso é influência direta dos meus avós mesmo, cresci desse jeito, no meio de contos, relatos e causos de um tempo que eu só conseguia imaginar.

Cresci no meio de adultos e sempre gostei de ouvir conversas de adultos, e tudo que eu não entendia, imaginava, com essa cabecinha fantasiosa que eu sempre tive. E como criança não pode falar de assunto de "gente grande", eu realmente não falava; guardava tudo e ficava remoendo, pensando, criando teorias próprias pra explicar o que tinha ficado vago...

Tanto fiz isso que tomei gosto por essa coisa de pensar e desenvolver raciocínios complexos sem emitir uma palavra falada! Só que chega uma hora que você sente falta, sente falta de falar, porque sabe que se não falar, a idéia vai sumir. E depois pra reproduzir uma idéia fielmente, meu amigo, é impossível!

Então foi daí que me veio a idéia de criar um blog... Onde eu falo o que eu penso e da forma como eu penso, o que nem sempre é lá muito fácil de entender, mas não é à toa que se chama "Strange Little Girl". É porque a garotinha aqui sabe ser estranha, às vezes.

O nome vem de uma música, o template é inspirado num filme, e daí vocês já conseguem perceber bem o que eu mais gosto nessa vida, além dos temas recorrentes que aparecem por lá. Gosto de escrever mais do que imaginei que pudesse; sempre gostei, mas nunca tinha tido prazer real até começar a perceber que podia escrever sobre tudo, que alguém leria. É por isso que os comentários são sempre tão importantes num blog, eles fazem parte do processo de escrita também. Além disso, são os comentários que nos fazem conhecer outros sonhadores de lápis e papel (e agora, porque não, de teclados sem fio!), e através deles nos conectamos com esse mundo imenso e surpreendente que é a blogosfera.

Fiz e faço amigos, além de textos; conheço lugares e idéias, além de códigos de HTML; paro e penso sobre assuntos que nunca passaram pela minha cabeça; leio e me emociono com poemas e versos em prosa; brinco de devaneios em comunidades hippies virtuais; acima de tudo, exponho sem (tanto) medo aquelas idéias que sempre povoaram minha cabeça e nunca tiveram uma real válvula de escape.

Acredito que essa é uma das funções de se ter um blog: expôr. Expôr pensamentos, idéias, alma e coração, por que não? A partir do momento que se abre esse espaço o poder das palavras é maior do que seu senso de auto-preservação.

Para os tímidos, como eu, pode ser uma grande ferramenta ou um motivo de desespero. Porque, convenhamos, qual é o tímido que gosta conscientemente de se expôr? Só que as palavras escritas acabam tornando o processo todo muito mais fácil e natural e, quando vemos, já falamos o que devíamos, o que queríamos e o que nunca nem sonhamos! E no final das contas, até que nem é tão difícil, não dói e pode fazer um bem danado para o coração.

Por essas e outras que, por mais que eu tente, não consigo ficar muito tempo longe desse universo, que já é meu mundinho particular. =)


Amigão, obrigada pelo espaço, obrigada pelos quitutes (aliás, obrigada a D. Elite!), e pelo carinho que você sempre teve comigo! Beijos!

StrangeLittle Girl

Lorena foi fotografada pelas lentes do Moiza

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bem, o patrão anda meio ausente e distraído. Inclusive hoje ele tem um encontro com aquele amigo dele, o Dr. André. Ele tá com muito medo...hehehehehe. Eu disse que ele não tem nada a perder.
Mas é o que eu digo sempre, cada um que cuide do seu próprio umbigo. E toda vez que a gente toca no assunto ele fecha a cara e muda logo de conversa.



A minha principal função nesta casa e preparar tudo para o sábado. O meu patrão tem o costume de receber visitas no sábado. São amigos que vem pra almoçar e passar a tarde com ele. Alguns passam o final de semana inteiro e ainda tem aquele moço que tira as fotos o seu Moiza. Este já tá íntimo da casa e já chega colocando os pés no sofá abrindo a geladeira. O patrão fica feliz quando ele chega pois sempre fica achando que ele não vai vir. Mas eu já conheço o seu Moiza ele nunca faltou. Tarda mais não falha.


O sofá faz tanto sucesso que uma companhia de seguros de São Paulo avaliou que haja 360 milhões de reais em moedas, que caíram dos bolsos dos convidados, perdidas no sofá do patrão. Eu mesma já encontrei no sofá os objetos mais estranhos possíveis e impossíveis como controle remoto, farelos em geral, moedas, bijuterias, chaves, pipocas, pilhas e canecas...epa,epa, epa, caneca não. Não mexam nas benditas canecas do patrão.Também já encontrei camisinhas, calcinhas perdidas, dentadura, rato morto, rato vivo e canecas...epa.



Bem meu amigos, resumindo esta falta total de assunto, pois meu patrão está super ocupado e disse pra eu escrever tudo que tinha pra hoje em cinco minutos, quero dizer que amanhã o sofá será muito especial, vou matar a saudade da dona Lorena. Ela já veio aqui uma vez mas estava assim meio sem graça, com vergonha. Agora já viramos amigas e conversamos bastante. E amanhã será uma festa. Seja bem vinda dona Lorena.



 
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