terça-feira, 4 de março de 2008

Quem não dá assistencia,abre concorrência...

Hoje terça feira é dia de contar história para as crianças. E a história que vou contar hoje foi escrita pelo Lula Vieira, publicitário, radialista, e um dos melhores colunistas que tenho conhecimento. Escreve às segundas no Caderno de Propaganda e Marketing. Esta história foi publicada em outubro do ano passado e guardei aqui no meu PC. É uma história deliciosa que dispensa aquele comentário final de "moral da história". Ei-la:
"Pois foi num domingo desses que me lembrei de uma história linda do casal de publicitários cujo amor eu acompanhei.

Ele era do atendimento, muito jovem e muito sério, desses de usar terno e gravata, cabelo curto. Ela, a diretora de arte mais maluca que jamais apareceu na face da terra. Maluca é pouco. Um misto de Ângela com Araci de Almeida, num corpinho de Tiazinha, com vocabulário de Richard Nixon de porre.

Bebia feito uma condenada, fumava, frequentava as rodinhas mais perigosas, era amiga das mais estranhas tribos que compõem a chamada naite. Sendo que durante o "day", em que pese a extrema responsabilidade como profissional e a qualidade de seu trabalho, preferia contar piadas na produção gráfica e jogar porrinha com o pessoal da expedição do que altas discussões filosóficas acerca do futuro da comunicação no País.

Pois exatamente porque um era o Tony Ramos e a outra a encarnação da Maria Calamidade, se apaixonaram. Ela deu uma maneiradinha nas roupas e no cabelo. Ele aceitou a idéia de ir a algumas festas com a thurma. Nada muito radical, mas uma sincera e comovente tentativa de encontrarem pontos em comum.

Ele nunca fez nenhum comentário sobre a relação, pois era tímido e educadíssimo, ela era o contrário e trombeteava que nas longas noites de amor o namorado a "fazia em tiras", um enorme elogio, principalmente de quem se declarava uma especialista entusiasmada.

Depois de algum tempo se casaram. E formaram um casal quase normal, morando num prediozinho simpático no Jardim Botânico, com carro na garagem e entregas de supermercado.Ele resolveu comprar um apartamento, para que o casal tivesse o que ela chamava de "sede própria" e talvez até mesmo ter filhos.

E isso significou um enorme esforço em melhorar o salário, inclusive com direito a cursos de mestrado, trabalhos de freelancer para a empresa do padrasto e outras coisas. Ela, no começo, deu a maior força, aceitando com alguma paciência as longas noites de estudo, preparação de trabalhos, montagem de apresentações. E foi numa dessas noites que ela teve uma performance que lembrou seus melhores dias.

Segundo ela mesma contou, ele estava no computador, lá pelas duas da matina, olhos vermelhos, tentando acabar um trabalho quando ela surgiu na porta, vestida com a mais sensual lingerie que existia no mercado, encostou-se no alisar e deu o mais convidativo sorriso de seu repertório. Para tornar tudo ainda mais romântico, fez um assobio de moleque, com os dois dedos na boca, e diante do olhar espantadíssimo do marido, deu duas pancadinhas no chamado baixo ventre e disse, lânguida: Ela vem te avisar que isso aqui é para comer!

Estão casados até hoje. Segundo ela, ele compreendeu a gravidade da situação."

5 comentários. Clique e deixe o seu!!:

Suzi disse...

dia de contar história pra criança????
uia!!
:o))

Éverton Vidal disse...

Muito bom!!!
ahuehauhu

Du disse...

auhauhauahauahauahauahau...realmente!
Adorei o final!!!

Beijos

NANDO DAMÁZIO disse...

Gostei da fábula infantil !!

Amigao disse...

Bem toda terça sempre uma história de auto ajuda para as crianças.Sim crianças.Afinal já sou o tiozinho da blogosfera.
blogosfera é uma palavra muito legalzinha né não?

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