domingo, 30 de março de 2008


Vocês já ouviram falar de um blog chamado Noticias Irrelevantes?
Pois é, o povo que bloga lá, sequestrou minha diarista.
Paguei resgate, mas não me devolveram,
E a nega maluca ainda mandou dizer que não volta mais....
ELA ESTÁ AQUI HOJE.

sábado, 29 de março de 2008

Traumas de infância

Convidada de hoje: Du (a dona do Norte)

Quando eu tinha nove anos de idade, aconteceram dois episódios que foram marcantes e traumáticos na minha vida. Sofri dois ataques de dois bichos diferentes - uma lagartixa e um gato. Aí você diria que lagartixas não fazem mal a ninguém e que são úteis, pois comem insetos! E os gatos... bom, a maioria das pessoas que eu conheço adora gatos...Vou contar...
A lagartixa
Eu morava num apartamento térreo e as lagartixas pareciam fazer parte da decoração das paredes, existiam aos montes, eu as via até como companheiras. Um dia uma me irritou porque não parava de correr de um lado para o outro, então eu peguei uma vassoura e resolvi matá-la! É claro que eu ainda não tinha medo delas... Então num golpe só eu parti pra cima dela, cheia de más intenções. Não é que a bichinha quis se vingar da minha atitude? No mesmo instante em que eu dei a paulada, ela pula pra cima de mim e fica grudada no meu braço (aquele troço gelado, pegajoso e me olhando com aqueles olhinhos inquisidores...arghhhhhhh). Fiquei em estado de choque, larguei a vassoura e comecei a gritar até todo mundo correr na minha direção achando que algo terrível tinha acontecido (ué, e tinha mesmo!). Desde então não posso nem ver uma lagartixa sem que meu coração fique "gelado". Acho que aprendi a respeitá-las.


O gato

Acordei às duas da manhã com vontade de ir ao banheiro, e na casa onde eu morava dessa vez (sim, eu me mudei no mesmo ano para uma casa) o banheiro ficava na rua, quer dizer, fora da casa...aff, como vou explicar isso? Mas deixa pra lá, o fato é que era na rua. Então quando eu abri a porta do banheiro para entrar, tudo escuro, só vi dois olhos brilhantes em cima da pia! Como não passou pela minha cabeça que pudesse ser um gato, eu comecei a gritar (de novo) como uma desvairada! Nisso o bichano pula em cima de mim (com certeza assustado comigo), me arranhando toda a ponto de eu ficar com o rosto sangrando! Além de acordar meu pai e meus irmãos, acordei toda a vizinhança com meus gritos histéricos!
Agora eu pergunto, como não ficar traumatizada depois disso?
Tá bom... Eu tenho um medo real desses bichos, pânico mesmo, confesso!
Será que isso me torna uma maluca? Talvez sim, talvez não...
O que foi?
Você nunca teve medo de bichinhos indefesos na vida?
Aff...(abafaaaaaaaa!!)




Du, escreve AQUI todos os dias. O Norte é um blog muito gostoso de ler. E tem toda meiguiça da dona que segunda ela mesmo se define é um tipo de pessoa que fala sozinha e muitas vezes nem percebe o que diz. Que AMA escrever, que é apaixonada por música e fotografia, que é louca por cinema, devoradora de livros e fascinada por experiências culinárias... Do tipo que adora as pessoas e adora estar só. Aquela que tem resposta para todas as suas dúvidas mas insiste em não ver as próprias.... Alguém que gosta de se esconder por trás de um sorriso; que se perde nos pensamentos e principalmente nos sentimentos... É uma pessoa que sabe o que quer mas quando tem não sabe o que faz. Alguém que só quer sossego mas opta por caminhos turbulentos. Que gosta de espaço mas que adora um abraço sincero.

Du com que alegria recebi você aqui hoje.Muito obrigado mesmo. E ela ainda nos brinda com mais este texto no post abaixo. Ê sabadão hein?

O Fel do Fel


O fel do fel

(Urbano Leonel Sant' Anna)



Nada Nada é triste

Noite viva, noite azul

Nada Nada é luz

Sob a cruz do céu do sul

TudoTudo é só

Fico só, sem sensação

Tudo temSabor igual

O fel do fel da solidão...

Não fosse o dom de sonhar

Não fosse algo no ar

Que faz o tempo passar

Que ensina a gente a ser forte

Lutar contra a morte

Não se entregar

Eu, certamente

Teria sucumbido a esta dor

Eu já teria morrido de amor

Mas é preciso viver

E a vida tem que brotar dessas mãos

Há que se fazer pedreiro

Empenhado em auto-construção...

Blog Sensata Paranóia

sexta-feira, 28 de março de 2008

Meus queridos,
Mais uma sexta feira santa! Como diz meu patrão, toda sexta é santa. Santa só se for pra ele que não faz nada. Eu não tenho esta sorte, pois tem que comparecer aqui nesta pocilga toda sexta.Preciso né?
Hoje eu tenho duas noticias para vocês, uma boa e uma ruim... A notícia ruim é que eu esqueci qual é a noticia boa. Ando muito esquecida.

Mas ... eu estava aqui limpando o chão ( olha o pano de chão do patrão,ele só permite que use este pano, mal sabe ele que este pano velho mais suja do que limpa. Eu não entendo muito o meu patrão não. É cada idéia.) Aí, eu lembrei de uma conversa que tive com ele outro dia. Era sobre filmes. Ele trabalha numa agência e gosta muito de estudar e falar sobre estes assuntos. E eu que não sou boba nem nada fico prestando atenção em tudo que ele fala. E eu perguntei pra ele:
- Seu amigão qual foi o melhor comercial de TV que o senhor já assistiu?
E como vocês pediram pra eu sempre contar prá vocês, sentem que lá vem a história.
- Olha Elite, este talvez seja um dos melhores filmes que a publicidade brasileira já conseguiu fazer, é o mais premiado em toda a história ,e também está catalogado entre os 100 melhores comerciais de todos os tempos no mundo inteiro.
O filme que meu patrão está falando é "O primeiro sutiã" que segundo o meu patrão foi criado pelo Washington Olivetto mas foi o toque feminino de duas diretoras de criação, Camila Franco e Rose Ferraz que deu o toque emocional ao filme (meu patrão é importante ele conhece estas pessoas todas....) E ele fala bonito:
- Elite, este filme quebrou paradigmas da comunicação de roupa íntima no Brasil, tabus em torno do momento mágico da transformação da menina em mulher que o comercial retrata com perfeição.
Vocês entenderam? Eu não entendi nada, mas é bonito. Também não sei o que é paradigma, que palavrinha hein? Eu só sei que este comercial da Valisere arrebentou na época. E a frase "O primeiro Valisere a gente nunca esquece ". Virou bordão popular que a gente usa até hoje para qualquer tipo de situação.
Igual meu texto de sexta feira passada que eu não esqueço. Até pensei nisso: O primeiro post a gente nunca esquece.


Hoje era isto que eu queria falar com vocês.Agora preciso trabalhar.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dias a Mais


Jota Quest é uma banda mineira de pop rock, formada na cidade de Belo Horizonte em 1995. O baixista PJ e o baterista Paulinho Fonseca resolveram formar uma banda, devido a suas afinidades por black music. Eles se uniram ao guitarrista Marco Túlio Lara e o tecladista Márcio Buzelin. Só faltava um vocalista - e, após dezoito testados, fora escolhido Rogério Flausino.
Após shows bem-sucedidos em Belo Horizonte, foram contratados pela Sony Music, e gravaram o álbum J. Quest. As músicas "As Dores do Mundo", "Encontrar Alguém" e "Onibusfobia" foram bem tocadas. A banda na época era marcada por um visual espalhafatoso.....
O Jota Quest não é minha banda preferida nem de longe. Nada contra nem a favor, muito pelo contrário.Mas...tem que ter um "mas" ou não seria meu personagem de hoje. A banda compôs e gravou:

"Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás "
Rogério Flausino, não só cantou que esperava dias melhores, ele foi lá e fez.O Jota Quest é a banda mais sócio-ambientalmente engajada do Brasil.
Só para citar algumas ações, os meninos desde o segundo CD “De volta ao Planeta” já faziam na música de trabalho uma critica social ao desemprego.
A canção "Oxigenio" teve os direitos autorais doados ao Greenpeace.
Rogério lembra que quando o Jota Quest começou a aparecer, a ganhar mídia, a ter espaço, a banda começou a ser procurada para apoiar algumas instituições. “Abraçamos de imediato as causas”. Logo depois que a banda conseguiu uma projeção maior foi convidada para o quadro Repórter por um dia, do Fantástico e sugeriu que a pauta fosse uma denúncia em parceria com o Greenpeace sobre a extração de Mogno da Amazônia:
"- Subimos o Rio Negro 1h30 de barco onde encontramos um verdadeiro oásis de madeira no rio. Três mil toras de madeira abandonadas. A gente pirou. Quando você vê isto você fala caralho, que loucura isso,quem fez isso aqui? Um cara desses não pode continuar vivendo entre nós dessa maneira. Então você vai acumulando, e por essas coisas nossa responsabilidade fica cada vez maior."
Em parceria com o Greenpeace o Jota Quest ainda fez a campanha dos transgênicos e desse envolvimento surgiu interesse cada vez maior em saber sobre questões sociais e ecológicas vivenciadas pelo país.
“ - Tem muita gente que acha que é papo furado.Não bicho, não sei. Não sou eu que me acorrento na proa de um barquinho para parar um transatlântico que ta entrando na Europa com madeira do Brasil.Isso aí é o trabalho mesmo dos caras do Greenpeace. A gente só conta as histórias, alerta a galera.Como cidadão é minha função”.
Rogério diz que por ter adotado esta postura social tem sido alvo de muitas críticas.Mas não liga:
" - O artista é um cidadão amplificado porque ele tem o espaço. Então é o seguinte: Fazer mídia em cima de ecologia, já não é mais mídia ou como dizem puro marketing, é lutar pela própria sobrevivência”. Analisa e completa que como acha importante falar sobre questões sócio-ambientais isso acaba se refletindo também nas músicas do Jota Quest.:
“ - A música Oxigênio foi feita com esta intenção. Eu queria fazer uma música ecológica. Eu sou um cara otimista, eu não poderia fazer uma música dizendo que tudo acabou, que já fodeu tudo, vamos sofrer.Não.Apesar da música aparecer meio cinza, ainda é possível salvar o planeta".

" - O importante é a gente não se alienar, não achar que é balela. Isso aqui é o nosso futuro, e se alguém não se questionar pelo menos, está sendo burro!"

Foto da Tatiana

Quando comecei a escrever este post ou antes de ler a entrevista dos caras na Revista, O Jota não era minha banda favorita e não me ligava muito no som deles. Quer saber? Que importancia tem isto? O que eles estão fazendo é muito mais importante do que o que eu penso.
Durante um incêndio na floresta, enquanto outros pássaros fugiam tentando se salvar, um deles trazia em seu bico uma única gota de água de cada vez para apagar as chamas. Outros pássaros questionaram sua atitude dizendo que dessa forma ele não conseguiria apagar o incêndio.
O pássaro respondeu, então, que não sabia se conseguiria, mas que tinha que fazer a sua parte.

Se você "acredita na parada" vamos cantar junto com os caras.


A Inspiração para o post de hoje veio de uma entrevista deles na Revista "Reação Natural" - Ano 1 - edição N.1

quarta-feira, 26 de março de 2008

Como já disse, quarta-feira em São Paulo é dia de feijoada nos bares e restaurantes. Feijoada me lembra amigos reunidos.
Não esqueça que este blog se chama "Turma do Amigão" e não há nenhuma outra intenção por menor seja, senão reunir durante esta feijoada a turminha que me visita diariamente. Tento fazer isto da melhor maneira possivel e conto com vocês para que esta feijoada seja cada vez mais incrementada.Mandem dicas de coisas legais que você postou durante a semana que o amigão vai lá e pega pra feijoada, tudo direitinho com link e tudo.
Agora sirva-se e aproveite bastante. Isto aqui é feito com muito carinho prá você!

O meme dos Autores
O meme que a Nana "não me mandou mas gostaria de mandar" e que mesmo assim eu me apossei, pede que se fale de 5 autores (ou livros) que você mais gostou e 1 autor (ou livro) que deve apodrecer na estante. Minha relação com os livros é bem pessoal. Eu não escolho os livros, filmes ou CD. Eles me escolhem. Todos os meus livros preferidos se aproveitaram de mim em algum momento da minha vida. Estando triste ou feliz eles se intrometaram. Agora eles são da família. Não falo bem ou mal, nutro por todos um enorme carinho.O primeiro livro que li nesta vida foi "Férias em Xangri-lá". Nunca esqueci.Era muleque entrava dentro do livro e me sentia o herói da história. Este foi o primeiro livro que se meteu na minha vida.Gostaria de ler novamente mas não o encontro por ai.
O segundo livro que salvou minha vida, não foi própriamente um livro. Foi a coleção de gibis (34 volumes) do Axterix (já comentei aqui).
O livro que vai apodrecer na estante: São todos os outros livros que eu tive que ler só pra dizer que li. Ou seja "engo-li". Estes estão lá na prateleira e provavelmente irão apodrecer. Li-os porque quando a gente é mais novo tem que ler mesmo prá ficar bonito na foto. Passar na prova na facu, usar como referências em discursos, palestras, reuniões e naqueles coqueteis bestas com um monte de publicitários tão bestas quanto.


O Amigão Ganhou 3 Selos
E os selos não param de chegar.Até lembrei da piada da professora de matemática ensinando o Joãozinho a contar:
- João você tem 2 laranjas, ganha mais uma você fica com....
- con...tente fessora!
Foi deste jeito que fiquei. Contente com mais os selinhos que ganhei. O Fala Garoto me mandou este selo."Blogueiros que sabem comentar" que eu ainda não tinha recebido.


O Ai,meus sais, me indicou para o selo Yin Yang, que eu não entendi bem o que é, mas gostei mesmo assim. A explicação do selo está aqui.

ONando me mandou este aqui, blog que acredita na proximidade.


Distribuição do Selo do Amigão

O amigão sempre retribui com o seu próprio selo.Aliás esta é a ultima edição do selo "Blog Show de Bola".Semana que vem teremos selo novo.Na última premiação do Show de bola indico 3 blogs, como um incentivo para que eles continuem firmes com esta brincadeira sadia.Indico para o Lucas,(conheci o blog outro dia e gostei da interatividade que faz com outros blogs), o Coisas Nossas (não sei quem é o dono ainda,nem sei se gosta de selos) e o Fala Garoto (um blog que to começando a gostar) Podem pegar é de vocês:



Post Show de Bola, vai para o.....

A canequinha que confere o titulo de melhor post da semana vai para o TO DOIDA. O post que me chamou a atenção foi a história do garoto Luiz Flavio que precisa urgentemente de uma doação de medula. A história é emocionante e convido-o a ler o post e participar também desta campanha. Parabéns o post é Show de Bola.


Olha o presentinho que o amigão ganhou:

A Ju me mandou pelo orkut este presentinho que ficou muito legal, mais ainda pq foi ela" mesma quem fez"- Ju me amarrei de montão. " Como eu fiz isso pra vc, aproveitando um estudo de figurino, não vou colocar no blog, senão fica parecendo meme!!! hahahaha =) Beijo! " Conforme explicação ela fez isto em " aquarela em canson + aquarela do fotoxóps!". Claro que eu sei o que é isto, só to com preguiça de explicar agora.


Campanha Inclusão Digital
Lixo tecnológico é o tema principal da Semana da Inclusão Digital 2008, realizada pelo CDI (Comitê para a Democratização da Informática), que acontece de 24 a 29 de março. Para divulgar a Semana, a Giovanni+Draftfcb assina campanha que conta com filme, spot, mídia impressa, mídia exterior e material promocional. A mídia impressa mostra a imagem de um aparelho eletrônico antigo, como o videogame Atari, e a pergunta: "Lembra do Atari?". Ao lado outra imagem de vários lixos eletrônicos e a resposta: "Ele ainda existe". O objetivo do CDI é alertar sobre um problema pouco discutido e informar sobre os riscos que envolvem o descarte inadequado de materiais como computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos. O Comitê para Democratização da Informática, promove a inclusão social através da tecnologia de informação, desenvolvendo projetos que atendem as comunidades de baixa renda. A Giovanni+Draftfcb desenvolve há mais de 10 anos campanhas, sem remuneração, para instituições não-governamentais e filantrópicas, que fazem parte de sua carteira social de clientes. Assinam a criação Bruno Pinaud e Marcelo Lobo, com direção de criação de Adilson Xavier, Cristina Amorim e Fernando Barcellos.

Idéia Criativa


Projeto economiza água combinando lava roupas e vaso sanitario
Washup é uma combinaçao de máquina de lavar roupas e vaso sanitário que tem como principal objetivo o aproveitamento da agua. Após a lavagem das roupas, a agua usada é armazenada num compartimento do vaso e utilizada na descarga. O projeto foi desenvolvido por Sevin Coskun para o concurso 'Greener Gadget Design Competition 2008." Dica do Boing Boing. Vi no Blue Bus





Suicidio de Baiano


Vi aqui neste blog


Orelha de Porco (ex- pensamento do dia):
" Prá bom espremedor, meia laranja basta"
To indo porque quem fica parado é post, amoceistudomeliguem!

terça-feira, 25 de março de 2008

Enroladinhos de Repolho
mais uma do Lula Vieira


"Minha avó se chamava Altina de Lima e era muito, muito rica. Chegou a ter fazendas e escravos e foi a única pessoa que eu saiba que andou de cadeirinha. Minha avó era paulista e tinha uma casa imensa na Rua das Palmeiras, uma rua meio aristocrática na época, perto do centro de São Paulo. Quando meu avô morreu, velho fazendeiro e comerciante descobriu-se a boa bisca que ele era. Mais do que isso: boa bisca e doidivanas. Como se falava na época.

De sua inesgotável riqueza, o jogo, as putas, as mulheres não-putas, os credores e os advogados ficaram com tudo. Sobrou para minha avó a imensa casa da Rua das Palmeiras e a penca de filhos adotados nos tempos de fausto. Dentre eles minha mãe, lindíssima filha de italianos imigrantes que minha avó resolveu criar, dando-lhe nome e fortuna. Nome deu, mas fortuna acabou nesse golpe do destino, como já contei. Daí Nhá Altina (Natina no linguajar das empregadas da casa), na falta de outros talentos, decidiu transformar a casa em pensão para estudantes do interior que quisessem morar na capital e também decidiu transformar-se em costureira.
E foi administrando uma pensão de uns 10 quartos e se matando na máquina de costura que minha avó educou cinco filhos adotivos oficiais e mais outros tantos agregados que seu coração generoso jamais deixou de dar abrigo. Todos viraram professores, economistas, empresários. Sem problemas ou complexos, sem duvida maiores.
Até a morte de todos eles, estavam unidos pelo laço imenso do amor de Natina. Mas o que importa aqui é comentar dos enroladinhos de repolho. Acontece que um dia minha vó sentou-se na cama, fumando seu cigarro Elmo, olhou para a empregada e disse: “Caralho!” e deitou-se. A empregada pouco se preocupou.Minha avó, apesar de finíssima e elegante, jamais pejou-se em utilizar essa linguagem desabrida. Podia ser “caralho” como “puta-que-o-pariu” ou “puta merda”, teriam sido palavras comuns. Mas o deitar-se às 11 da manhã era, sim, motivo para preocupação. Quando foi ver o que havia, já era tarde. Minha vó tinha ido embora.
Foi um dia triste para muita gente. Muita gente mesmo. Natina tinha cuidado dos filhos adotivos, dos namorados e namoradas dos filhos, dos filhos dos filhos (inclusive eu que era - modéstia a parte – seu favorito) e era amada.
O enterro foi – como-se diria hoje – um sucesso. O velho cemitério da Consolação quase não deu conta de tantas pessoas que vieram levar a velha para a sepultura.
Quando nós, os mais velhos voltamos para casa, tivemos uma enorme surpresa. No fogão, prontinhos, havia centenas de enroladinhos de repolho, muito mais do que o dia-a-dia da casa poderia precisar. A velha tinha feito dez vezes mais enroladinhos do que o costume, sabe-se lá porque. Ou melhor, claro que todos nós entendemos.

A mesa foi posta e começamos a comer os enrolados, a principio graves e pensativos. Depois, não me lembro se foi minha irmã ou meu primo tabelião, ou meu tio médico, alguém começou a lembrar de histórias da minha vó. Roubando no jogo, contando piadas, rindo da vida, falando mal da vida alheia, sendo pedida em casamento pelo pai do governador Carvalho Pinto, mandando Presidente da República tomar no cú. E começamos a rir, como se a velha ainda estivesse por ali.
E acabamos com os enroladinhos de repolho, a ultima delicadeza da velha Natina, a mulher que foi tão gentil que cozinhou para o próprio funeral. Para não dar trabalho para ninguém.”.

Lula Vieira é publicitário, jornalista e radialista e escreve todas as segundas no Caderno de Propaganda e Marketing, esta história foi publicada no dia 21/01/08.

sábado, 22 de março de 2008

Sofá do Amigão - Especial de Páscoa

A Festa da Esperança
Convidado: Everton Vidal
"O Sábado era para os hebreus o dia separado para o descanço. Não era qualquer descanço, como as sestas que tomamos depois de almoçar, mas um descanso existencial, um dia para a reflexão e devoção à vida e ao Ser que a criou. Também tinham muitas festas, todas com importantes significados, a Páscoa era uma delas.
Diversas culturas nômades antigas comemoravam a passagem do inverno para a primavera. Eram vários dias de festas, cuja primeira noite de lua cheia após o início da primavera era a principal. Foi exatamente nesta noite que ocorreu a Páscoa hebraica relatada no livro de Êxodo.
Portanto essa festa tinha um sabor especial para os hebreus, era o dia em que comemoravam a vida (simbolizada pela primavera) e principalmente a libertação da opressão egípcia.

Acontece que durante a história dos hebreus muito se perdeu da profundidade desses dias-símbolos.
Guardar o sábado havia se tornado fim em si mesmo, sendo usado até para escravizar o ser humano. Quanto à Páscoa, fica evidente ao lermos os evangelhos que o povo, oprimido pela dominação romana, esperava ansiosamente por uma nova libertação.
O gosto das ervas amargas – que comiam como memorial da escravidão um dia terminada – há muito havia se tornado o próprio sabor da existência, debaixo de seguidas opressões.
Alguns, sem dúvida, já haviam perdido a esperança. Rubem Alves escreveu que “é preciso beber o amargo da vida para se ter noção da doçura, ausente, distante”... Os judeus entendiam isso.
Fernando Pessoa divino-humana-mente inspirado escreveu um poema que contém a seguinte frase, “quem tem alma não tem calma”. Aquí e acolá lembro-me dela, numa das últimas vezes eu estava dentro de um micro-ônibus, vendo uma mãe na beira da rua repartir uma laranja com um par de crianças sujinhas. Cenas iguais ou piores que esta são normais. Já estamos acostumados... Isso é o mundo, isso é o capitalismo, isso é a “vida”. Somos todos escravos de uma situação que não nos agrada – pelo menos aqueles que têm alma. Diante da fome da África, da miséria da Índia, das injustiças da America Latina e do sofrimento de qualquer criança do mundo... quem tem calma não tem alma. Quando Cristo esteve por aqui preocupou-se com as mesmas situações e tratou de renovar os significados. Ensinou com palavras e ações que o Sábado é na verdade uma forma de encarar o próprio agora da existência – o hoje. Sim, Cristo nos mostrou que todos os dias são-devem-ser sábados de paz e misericórdia no coração.
Essa paz é um descanço colhido pelo ser em todos os momentos. Todavia, não é indiferença e morbidez, não é sossego, isso – tal qual O Rappa – é “a paz que eu não quero” pois paz sem atividade não é paz.
Cristo re-novou o significado da Páscoa com a sua própria Vida. Transformou-a na festa da Esperança, e isso nos seus momentos de maiores agonias. Aliás essa sempre foi a atitude do Cristo, enfrentou todas as agonias com lucidez, vivacidade e esperança, mesmo quando foi traído e crucificado.

Os discípulos vivenciavam às escondidadas o medo e a perplexidade dos fatos, assim como nós fazemos em relação a muitos dos nosso problemas cotidianos, incluindo as balas perdidas das metrópoles. E mesmo quando receberam a boa notícia da ressurreição ficaram atônitos e incrédulos, ora é a mesma reação que temos frente as boas notícias dos jornais.
Mas a Esperança adocica a vida, sem ela, à existência só resta o gosto das ervas amargas. Páscoa é a festa da Esperança, não do chocolate. Não há nada de errado em alimento algum, inclusive os chocolates, se ingeridos com moderação. O problema acontece quando as coisas começam a ser fins em si mesmas.
Que o tempo da Páscoa seja santificado (separado) como tempo de refletir sobre o mundo, e que dessa reflexão nasça um mundo novo, onde ao menos a vida seja vista como um dom supremo.
E que neste sentido todos os dias sejam dias de Páscoa. Dia de esperança.
A Vida venceu e por isso vivos somos!

Abraços. Inté! "

Ps: Agradeço a três pessoas que influenciaram diretamente o texto, a Lorena, o Charada e o Carlos Bragantin.
Imagens: A Primavera de Sandro Botticelli e A Santa Ceia, ícone russo.


Quando você entra no Blog do Re-Novidade já sabe que AQUI é um lugar diferente.É dificil sair do mesmo jeito que entrou. Algo acontece quando você termina de ler mais um texto...Digo uma mensagem.O jeito culto e paterno com que escreve deixa em todos os leitores a certeza de que nem tudo está perdido e que ainda há chances de se mudar e renovar.

Esta é a principal motivação do Everton: "Amar e mudar as coisas me interessam"
Valeu Everton. Valeu Amigos, e Boa Páscoa!

sexta-feira, 21 de março de 2008


Bom dia amiguinhos,
Meu nome é Maria Elite. Era prá ser Maria Eliete mas o moço do cartório errou e ficou assim mesmo.Elite.
Elite é meu nome de batismo mesmo. Eu sou a diarista do amigão.Venho aqui toda sexta feira limpar a casa dele. Limpar é apelido. Venho fazer mais do que isso porque esta casa é uma zona. Muito trabalho. O amigão mora só com o filho dele, um marmanjão muito preguiçoso mas gente fina.
Os dois acabaram de chegar da farra. Cada um veio de um lugar. O filho chegou primeiro as 07:oo e pediu pra eu não falar nada pro pai que horas ele tinha chegado. Quando o pai perguntou, eu que não podia mentir disse:
- Ah seu amigão eu tava fazendo o café da manhã, nem reparei.
Mas acho que o pai não deveria brigar não. Ele chegou as 10h00 com uma cara toda amassada, um cheiro horrível de cachaça e ainda quer brigar com o filho.Agora estão os dois lá dormindo.
Eu trabalho aqui nesta imundice toda sexta feira. E sei a senha do meu patrão por isso estou escrevendo isto aqui. Nem sei que merda vai dar. Mas eu entendo de informática mais do que ele. Outro dia entrei aqui no blog e tava uma zona. As letras tudo esprimidinha, dai eu mudei o espaçamento do blog. Coloquei janelinha para fazer os comentários. E pedi como se fosse ele, praquele menino fazer uns banner novos. Ficou lindo não ficou? Idéia minha. Meu patrão não gostou muito não, ele disse que eu me meto onde não sou chamada, deu um berro:
- Até aqui Elite? Lavar minhas cuecas você não lava né? Agora quer se meter até no meu PC ...
Ah amiguinhos, eu disse pra ele desde o primeiro dia que entrei aqui. Eu não lavo cuecas. Ele que lave. Mas ele não lava. Ele coloca de molho no sabão em pó e esquece.Quando eu venho na sexta ai eu tenho que jogar fora. Ai, ai, to cansada. Esta casa é pequena, mas dá um trabalho.
Hoje é sexta feira santa. Lá na mesa tem um monte de ovos de Páscoa. Eu achava que Páscoa é uma festa comercial, mas o meu patrão , o amigão disse que a Páscoa é a mais linda de todas as festas. Dai eu perguntei porque os ovos de Páscoa? Ele me explicou com aquele jeito dele:
- O ovo é um símbolo da vida, que significa nascimento e ressurreição. Para antigos povos, como romanos, gauleses, chineses e egípcios, representava a forma do universo; eles pintavam os ovos, que depois eram reverenciados em festas. Na Idade Média acreditava-se que o mundo havia surgido dentro de um ovo e dele havia surgido a vida no planeta.
Eu achei tão linda a explicação que pedi pro meu patrão contar mais.
- Uma lenda conta que Simão, o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz até o Calvário, era vendedor de ovos. Depois da crucificação, ele percebeu que, como por milagre, os ovos estavam coloridos.
- O ovo passou a fazer parte da comemoração de Páscoa no século 12. Quando Luís VII voltou para a França depois da segunda Cruzada, apesar do fracasso da expedição contra os muçulmanos, foi recebido com festa. Para comemorar seu regresso, o superior da Abadia de St. Germain-des-Près ofereceu aos pobres metade dos produtos das terras exploradas, entre eles muitos ovos. A festa se repetiu por 300 anos em várias cidades da Europa. No entanto, a data costumava coincidir com o jejum da Quaresma. No século 15, pressionado pela Igreja que reclamava do grande consumo de ovos durante esse período de penitência, Luís XI proibiu a comemoração. Assim, para festejar o fim do jejum, as pessoas passaram a presentear os amigos e parentes com os dito-cujos, que eram benzidos na missa do Domingo da Páscoa.
E meu patrão quando começa a falar se empolga, eu não entendi nada que ele falou, mas eu gosto tanto quando ele me olha com aquele olhar bondoso e começa a me ensinar as coisas. Mesmo não entendendo eu digo:
- Ah, seu amigão, que lindo, conta mais.
- No começo, presenteava-se com ovos de verdade, especialmente de galinha. Depois os ovos passaram a ser de porcelana, vidro, pedra, madeira, papel, escamas e casco de tartaruga. Mas foi na Antiguidade que reis e príncipes ornamentavam ovos de prata e ouro com pedras preciosas. O costume de presentear com ovos decorados surgiu na Inglaterra, no reinado de Eduardo I. Ele costumava banhar ovos em ouro e dá-los de presente. No século 18, o rei da França encomendou ao pintor Jean Antoine Watteau ovos decorados para dar à sua filha. Já o povo, que não tinha recursos para tais luxos, mantinha o costume de decorar os ovos convencionais.
- A atual tradição de ovos e coelho de Páscoa chegou aos Estados Unidos no século 18, nas mãos de alemães. No século seguinte, o costume difundiu-se e os ovos passaram a ser feitos de chocolate. Não se sabe ao certo por que os ovos naturais foram substituídos pelos de chocolate, mas acredita-se que tenha sido uma idéia dos fabricantes dessa alimento para impulsionar as vendas.
Viram como meu patrão é inteligente? Eu perguntei como ele sabe disso tudo, ele disse que viu no Guia dos Curiosos. Não disse que ele é muito inteligente e esperto?

Mas eu fiquei pensando nos ovos de Páscoa.É tão bonito mesmo ? Eu queria que todo mundo pensasse igual meu patrão, que a Páscoa é um momento de renascimento, de crença na vida e nos sonhos. Que lindo isto!
Agora tenho que ir, tenho que fazer o almoço deles. Eu volto na sexta feira e se ele esquecer novamente o computador ligado eu entro pra conversar com vocês todos.

Tchau, beijos da Elite e Feliz Páscoa!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Você liga a Tv de madrugada e lá está ele. Aquele senhor bombadão fazendo propaganda do George Foreman Grill.
Ai você pensa como foi capaz de viver até hoje sem o Master Grill que tem o Sistema chupador de gorduras, que vem com uma não, mas duas espátulas limpadoras, a estufa para aquecer pãezinhos, um sistema anti-aderente, também vem com não um, mas dois pegadores Kitcher Wisard que servem para pegar, prender, agarrar, segurar, práticos para ovos, carnes, macarrao, e lingüiça.E o melhor de tudo: não usa óleo e nem manteiga. Até aipim (mandioca em S.Paulo) com leite condensado fica uma delícia no George Foreman Grill. E Como você pode viver sem isto?


O Personagem de hoje

"George Foreman, o atleta-empreendedor, é reconhecido pelo ouro olímpico e pelos grandes feitos no boxe, como a vitória sobre Joe Frazier em 1973, que o fez campeão mundial dos pesos-pesados. Em 81 lutas, venceu 76, sendo 68 por nocaute. Sua última luta foi aos 48 anos , contra Ali. Perdeu em uma decisão muito controvertida aquela que foi considerada a luta mais espetacular de todos os tempos. Dois grandes genios do boxe mundial... uma luta para se guardar na memória".
Muhammad Ali tentava recuperar o título de campeão do Pesos Pesados mas teve dificuldades nos primeiros rounds para resistir à pegada forte do adversário. O desafiante esperou Foreman se cansar e, no oitavo round, o derrubou com um Exocet de direita no queixo.
Para um homem de infancia pobre que passou a vida batendo e apanhando a derrota foi um grande momento. Triste mas não o final de tudo.
"...Um dia depois que perdi para o Ali, as pessoas se aproximavam, punham a mão no meu ombro e diziam:Tudo bem, George.Você vai ter outra chance.
De um homem temido, passei a ser objeto de pena. Cara, isso é uma queda muito grande. Imagine perder em dez segundos tudo o que você acha que é importante na sua vida".
Sobre a derrota em si, Big George aconselha muita serenidade nestes momentos. Diz que " É preciso saber administrar a derrota. O mal está de tocaia ali onde a frustração faz sua morada"
"Vou lhe dizer a que ponto um homem pode despencar. Tinha uma música do B.B.King que dizia 'ninguém me ama, a não ser minha mãe. E ela também pode estar fingindo".
"Mudar a natureza da gente é a coisa mais difícil. Mas descobri que a gente pode ser aquilo que escolher."

Em 1995 , George assinou um contrato milionário com a Salton para vender a linha de aparelhos que levaria seu nome e que já vendeu mais de 90 milhões de Grills:
"A primeira coisa que me veio a cabeça quando assinei o contrato do George Foreman Gril, pelo valor de 137,5 milhões de dólares, foi: Vou fazer minhas irmãs ficarem milionárias. E ficaram mesmo"


" Minha mãe me dizia : A gente vive e aprende. Depois a gente morre e esquece tudo".

(Fonte: Revista Piauí - outubro 2007 )

quarta-feira, 19 de março de 2008

Feijoada do amigão

Quarta feira é o dia que a blogosfera se reúne aqui para participar da já tradicional feijoada do Amigão.É uma feijoada em que cada um contribui com algum ingrediente. Então aproveitem.Tá caprichada.


Blog premiado com o selo do Amigão

A Nana e Felipe se juntaram para postar noticias irrelevantes. É um blog divertido e aos poucos está conquistando um espaço na blogosfera.O Felipe comentou no msn que o sonho deles é sentarem no sofá do Jô Soares e serem entrevistados pelo gordo. Sofá por sofá o do amigão está a disposição inclusive já enviei convite. Enquanto a entrevista do Jô não chega estou premiando O Noticias Irrelevantes com este humilde selo que foi criado aqui mesmo na casa.Sem dúvida é um blog Show de Bola.Se voce quiser conhecer melhor os donos do "notícias" clique aqui e veja a entrevista que deram ao blog do Lucas



Melhor Post da Semana

Um selo diferente dos outros. Este selo vai premiar o melhor post da semana. Sabe aquele post que fica na cabeça da gente e dá aquela sensação de "caracas eu queria ter escrito isto"? A Juliana do "Ai meus sais" , está participando de uma promoção em que o blogueiro deve escrever um post dizendo qual é a sua canção predileta do The Beatles. Ela escreveu este post emocionante. Pode até não ganhar o premio da promoção, mas já foi premiada pela turma do Amigão: Este Post é Show de Bola.Na semana passada o post Show de bola foi do Everton, o selo não estava pronto. Foi citado aqui na feijoada como o melhor texto lido em Post. Everton o Post "A cerca da fé" é Show de bolaJu e Everton podem pegar o selinho e colar nos respectivos posts. Regra: Repassar para um post que você tenha lido e pensou : "Putz que post Show de bola"



O meme que acabou na Polícia

Na feijoda da semana passada recebi um meme do Nando e o repassei.Tentei seguir o meme mas o unico que respondeu foi o Everton. Então refiz a rota e comecei da Ju e da Baby. A ordem dos memes é esta. Baby e Ju - nando-Amigão-Everton-Lucas. Veja como a história comeca e termina. Coincidencia?


"Se fores chamado para ser juiz, recorda-te das advertências do Pai que ensinam a usar a justiça, a razão e a imparcialidade."
"- E, efetivamente, a polidez implica uma presença contínua e soberana do indivíduo." (Ju)
"- Precisava fugir, sair dali o mais depressa possível, antes que o veneno começasse a fazer efeito na lambisgóia e aí ela estaria ferrada, seria a principal suspeita do assassinato! " (Nando)

"- Espere ai, Max, você o mataria em uma semana? Não, o que você faria seria mudar a atitude dele em relação a você e ao tratamento." (amigão)

"- La función de las arterias consiste en transportar la sangre con una presión alta hacia los tejidos, motivo por el cual las arterias tienen unas paredes vasculares fuertes y unos flujos sanguíneos importantes con una velocidad alta. " (Everton)

"- Sou delegado Mello Pimenta, gostaria de ter uma conversa com o senhor em particular. " (Lucas)


Anuncios legais da semana

Encontrei estes dois anuncios no publicidade no ato. O primeiro anúncio é do serviço postal australiano. O segundo é da cerveja Heineken. Ambos sensacionais. O blog não informa as agências dos anunciantes. Repare que os dois transmitem carinho e confiança. Quer dizer, mais ou menos isso.....





A Volta de Bebel

Vi no Querido Leitor



Vale do Paraíba

(da coleção de tralhas do amigão)

Se eu repondesse um meme seria assim...

Nana me mandou um meme ("Eu não sei se o amigão responde memes...."). É para completar as frases. É um meme muito extenso, dei uma abreviada. Quem quiser entra aqui e pega o meme completo.Pode falar que é meu amigão que ela não fica chateada.Minhas respostas:

Se eu fosse um mês seria... Fevereiro, mês das férias

Se eu fosse um número seria..6464 (to jogando esta milhar há quase um ano e nada de dá)

Se eu fosse um planeta seria... putz! Planet Hemp, pode ser?

Se eu fosse um móvel seria...mas eu sou móvel!

Se eu fosse um líquido seria...Esta é facil: Cerveja com certeza.

Se eu fosse um pecado seria... um pecado acariciado....

Se eu fosse uma pedra seria...Mas já dizem que sou uma pedra....

Se eu fosse uma árvore seria...Seria um pé de nóz pois as árvores somos nozes.

Se eu fosse uma cor seria... VERDÃO

Se eu fosse um animal seria...Cachorro, claro

Se eu fosse uma fruta seria....coé tá me estranhando?

Se eu fosse uma frase seria..."É isso aí...Um vendedor de flores..."




Pensamento do dia
"Por que coisas que acontecem com gente idiota sempre acontecem comigo?"

(by Homer Simpson)

Repararam no novo visual do blog? Um banner para cada dia e tema da semana? Pois é, tudo criação do meu amigão Nando. O selo Post Show de bola também é criação dele. Muito bom este moleque hein? Segunda feira ele foi meu convidado no "sofá do amigão" e arrasou na escrita. Confiram lá. O cara sabe escrever, sabe criar. Já comentei que ele é Publicitário e não sabe.


É isso ai tchau: amocestudobeijosmeligue

terça-feira, 18 de março de 2008

"Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei. Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
- Fale!!!
- Bom dia. Poderia falar com Andréa?
O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso. Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
- Você é um Filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "filho da puta" e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava pra ele, e quando atendia, lhe dizia "Você é um filho da puta" e desligava sem esperar resposta.
Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telefonica estava lançando o novo serviço "bina" de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o “filho da puta”.
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo "Alô " e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telefonica, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas "bina".
- Não estou interessado! - disse ele, e desligou na minha cara.
O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Alô?
- É por isso que você é um Filho da puta!!! - e desliguei.
Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor:simplesmente disque 0xx11-xxxx.xxxx ou o número de algum outro filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
Outro dia fui ao shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair. Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: "Grande!" pensei, “finalmente vai embora”.
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei: "esse cara é um grande filho da puta! ".
Com toda certeza tem uma grande quantidade de "filhos da puta neste mundo!". Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de "VENDE-SE" no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar. Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone - após ter discado o 0xx11-xxxx.xxxx do meu velho amigo e dizer "Você é um filho da puta" (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: "Deveria ligar para esse cara também". E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- Alô.
- Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
- Sim, é ele.
- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua xx, n° xx. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
- Qual e o seu nome?
- Meu nome e Eduardo Cerqueira Marques - diz o cara.
- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
- Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
- Sim.
- Eduardo, você é um grande filho da puta!!! - e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter "bina", pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone.
Agora eu tinha um problema: eram dois “filhos da puta" para ligar. Após algumas ligações ao par de "filhos da puta" e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes.
Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o "filho da puta 1". O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
- Alô !
E então falei:
- Você é um filho da puta - mas desta vez não desliguei.
O "filho da puta 1" diz:
- Ainda está aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! - respondi rindo.
- Pare de me ligar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- Não paro nããão, filho da putinha querido!!!
- Qual é o teu nome, lazarento? - berrou ele, descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
- Meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu filho da Puta. Porquê???
- Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? - gritou ele.
- Você acha que eu tenho medo de um filho da puta? Eu moro na Rua xx,n°xx, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na frente. Seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? - gritei eu.
- Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. - rosnou ele.
- Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!!
E desliguei o telefone na cara dele.Imediatamente liguei para o "filho da puta 2".:
- Alô - diz ele.
- Olá, grande filho da puta!!! - falei.
- Cara, se eu te encontrar vou...
- Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu filho da puta!
- Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
- Acha que eu tenho medo de você, filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu filho da puta!!! - e bati o telefone no gancho.
Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua xx, n° xx, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.
Finalmente peguei o telefone e liguei para o programa da Record "Cidade Alerta", para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua xx, n° xx.
Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua xx, n° xx, para ver o espetáculo.
Foi demais, observar um par de "filhos da puta" chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.

Moral da história:
Não tem moral nenhuma! Foi de sacanagem mesmo...E vê se atende o telefone educadamente pois pode ser eu ligando para você por engano... "
Copiei esta história do Portal do Humor.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Nando é um daqueles amigos que aparecem do nada e você recebe de braços abertos como se fosse aquele velho e inseparável amigo de infância.E foi assim hoje.Chegou aqui já foi se estendendo no sofá pediu um cafézinho e escreveu este conto que é emocionante. É muito bom saber que existem pessoas como este cara. E é uma alegria muito grande recebê-lo aqui no sofá do amigão.



ALOHA!
Ela era a garota mais estudiosa, a mais inteligente, só que também uma das mais feinhas da escola. Magrela e branquela, pálida que nem defunto, as perninhas finas e tortas. Usava aparelho nos dentes e uns óculos enormes de armação preta. Chamava-se Maria Clara, mas todos a chamavam de Clarinha, apelido que combinava perfeitamente com sua pele branca. Se tinha uma única coisa bonita em sua estranha aparência, eram os cabelos, longos até quase a cintura, pretos e brilhantes. Só isso, somente os cabelos e nada mais. Tínhamos os dois doze anos de idade, éramos vizinhos e estudávamos na mesma sala. Brigávamos o tempo todo, nossas mães diziam que a gente era pior que cão e gato. Ela, toda certinha e educada, e eu, o terror da escola, um dos que mais aprontavam. Vivia me dedurando para a diretora e por causa dela levei várias suspensões. Éramos opostos extremos, eu passava as tardes todas na praia, pegando ondas, era um grommett, um surfista mirim, minha maior diversão era rabiscar as morras. Ela jamais ia à praia, não pegava sol, vivia enfurnada dentro de casa lendo e estudando, quando saia era somente para ir à biblioteca.
Mesmo morando lado a lado, no fim das aulas não íamos embora juntos. Ela costumava levar a mochila abarrotada de livros e cadernos, devia ser um peso enorme, e certa vez ofereci ajuda para carregar algumas coisas.
- Se quiser pode me passar uns livros pra eu levar na minha mochila, tá quase vazia. O caminho é o mesmo, não custa nada.
- Não. Minha mãe não quer que eu ande com meninos. Muito menos meninos assim... como você! – apertou o passo e foi andando na frente, apressada.
Então sempre na hora de ir para a escola e na hora de ir embora, íamos andando cada um em uma calçada, como se fôssemos estranhos. Chegávamos na escola e logo surgia algum motivo para brigas, vivíamos de bate-boca.
Uma vez, voltando da praia, descalço, bermuda molhada e prancha debaixo do braço, vi um caminhão parado em frente à casa dela, alguns homens enfiando móveis dentro, a mãe e o pai ajudando. Meu coração apertou, um pressentimento ruim. Parei ali, sondando, quando ela me viu veio falar comigo, a voz triste:
- Estamos indo embora. Papai conseguiu emprego melhor em Florianópolis.
Fiquem sem saber o que dizer. Eu não esperava. Já havia me acostumado com ela. Não que eu gostasse dela, mas, quer dizer, com quem eu iria brigar na escola? Eu acabava me divertindo, gostava de provocá-la para vê-la brava. E ela ficava ainda mais feia quando se enfurecia. Mas ali, naquele momento, com aquela tristeza estampada no olhar, ela até me pareceu um pouco... bonita!
Me surpreendi quando notei que ela chorava. Eu nunca a tinha visto chorar. O pior foi que senti aquele bolo na garganta e, quando vi, chorava também. Então nos abraçamos. Bem forte. E enquanto chorávamos abraçados, eu sentia uma leve e gostosa fragrância de amêndoa em seus longos cabelos negros. Aos doze anos, eu nunca sentira até então tal emoção.
- Adeus! – e ela se foi, para sempre.
A lembrança mais forte e mais agradável que me ficou de Clarinha foi o perfume de amêndoa de seus cabelos.

Aos 19 anos fomos eu e mais dois amigos fazer um trip em Flopripa. Minha maior paixão sempre foi o surf. Meu pai já me ensinava desde pequeno que cada onda propicia uma emoção diferente, ele sim era um big-rider. Estávamos explorando aqueles picos, ondas boas para improvisar manobras, crowd total, surfistas à beça competindo espaço, quando um grupo de três heavy locals se aproxima de nós. São os caras que não gostam de surfistas de fora em suas praias.
- Aqui não tem espaço pra haoles, sacou? Muito menos se forem cariocas. Truta demais pra pouca onda.
- A praia é livre, mermão, não tem dono não.
Não quiseram saber de argumentos, esses caras são barra pesada, vieram pra cima da gente. Batemos mais do que apanhamos e eles foram embora, amarelados. Estávamos já saindo da água com nossas pranchas quando os três retornam, desta vez acompanhados, e eram muitos. O bando iniciou uma ferrenha perseguição contra a gente, e, como não éramos loucos de encarar aquilo tudo, disparamos a correr. Eu olhava para trás e vinham uns cinco atrás de mim, ao atravessar a rua quase sou atropelado por um jipe, que freia bem em cima:
- Qual foi, pra quê a pressa? – pergunta a moça que dirigia.
- Aqueles caras tão atrás de mim!
- Entraí, vambora. Rápido!
Àquela altura eu já havia perdido meus amigos de vista. Subi no jipe e ela acelerou, deixando os encrenqueiros pra trás. Quando, já aliviado, reparei a tremenda gata que estava do meu lado, mal acreditei. A garota era linda! Morena de pele bronzeada, cabelos curtos tingidos de louros, expressão firme e atraente, com piercing no lábio inferior. Usava bermuda e camiseta curtinha, era um corpo dourado e tentador como eu jamais havia visto.
- Qual o seu nome? – perguntou ela, pra quebrar o silêncio, notando que eu a olhava fixamente.
- Me chamam de Suel, já dei aulinha de surf pra crianças e aí sabe como é, , só ondulação... E você?
- Pode me chamar de Morena.
E bota morena naquilo! Uma mulher perfeita! Reparei uma prancha no banco de trás.
- Tu surfa? – perguntei.
- Campeã de surf feminino na região – respondeu com um sorriso.
Ela me levou pra casa dela, os pais estavam fora, almoçamos e conversamos a tarde toda, até aparecer uma visita, um rapaz.
- Ah, agora você vai conhecer meu namorado.
Então ela tinha um namorado! E, para minha surpresa, era um dos rapazes que expulsou a gente da praia. Para não se denunciar à namorada, ele fingiu que não me reconheceu e eu resolvi ir embora.
- A gente se vê por aí – ela me disse ao se despedir.
-É... a gente se vê.
Não a tirei mais da cabeça, pensei nela o tempo todo, à noite e no dia seguinte. Íamos voltar pra casa naquela noite e, à tardinha, fui dar uma caminhada na praia. Me sentei na areia e me deparei com ela entre as ondas, deslizando agilmente com a prancha sobre as cristas, cheia de beleza, os cabelos dourados e a pela cor de jambo, queimada de sol. Por um instante me lembrei da Maria Clara, eu estava ali na mesma cidade que ela, sete anos depois, nunca mais a vira. Por onde andaria a Clarinha, estaria perto? Morena saiu da água e veio andando em minha direção. Ao me ver, sorriu e sentou do meu lado.
- Eu não disse que a gente se via?
- É... Mas é a última vez – respondi. - Estamos indo embora hoje à noite.
Ela me olhava fixamente, meio sorrindo, me analisando sem nada dizer. Fiquei sem jeito, olhei pra areia. Quando levantei o olhar novamente, seus lábios estavam se aproximando perigosamente dos meus. Antes que eu pudesse reagir, ela me envolveu e me beijou loucamente, nossos lábios se misturavam se tornando um só. Um desejo impulsivo tomou conta de mim, meu corpo em brasas, nos rolamos na areia...
- Eu sabia que este dia iria chegar. Valeu a pena esperar – sussurrou ela enquanto eu deslizava minha boca em seu pescoço, sentindo o cheiro de seus cabelos curtos, uma leve fragrância de... amêndoas!
- Morena... – eu disse, num reflexo instantâneo, encarando-a de frente, nos olhos. – Como é mesmo que você se chama?
- Maria Clara... – deu uma risada. – Clarinha só para a família, Morena para os mais íntimos.
E novamente se apossou de minha boca

Nando Damázio


Surfista das palavras e aspirante a escritor, seu primeiro "best-seller" é uma novelinha juvenil que você acompanha em capítulos neste blog-livro às segundas e quintas feiras. Nos outros dias, durante os intervalos, pegamos onda em assuntos do cotidiano jovem, os livros que a gente curte, papos-furados, papos-cabeça e coisinhas afins.

E se você não conhece ainda a novela clique aqui e veja tudo que já aconteceu n' A Melhor Novela de Todos os Tempos do Último Verão.
Foi um prazer amigão, recebê-lo aqui hoje



 
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