sábado, 27 de dezembro de 2008


Sobre semente e natal
Há um cristo que nasce no natal e morre no dia seguinte. É assim a solidariedade natalina. Semente que lançada entre espinhos e que sufocada, logo morre. Um cristo que não deixa de ser presépio, que não ressuscita, posto que nunca cresce.

Sim, Natal é nascimento, alegria, pai e mãe, família e amigos com cara de bobos, felizes com o aparecimento do novo ser. Natal é a materialização da esperança, esse é o sentido, pois nem só de alegrias vive o homem, a existência é náusea e no mundo tereis aflições.

E é por isso que o Cristo do evangelho cresce. Desafia a injustiça. Se movimenta entre os homens com rosto de leão. Vocifera que é necessário negar-se a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo. Pois evangelho é ação, e evangelizar é tomar as rédeas da responsabilidade pela construção de uma sociedade mais justa. É ser a semente que nasce em solo bom, o sal da terra insossa e injusta, a luz do mundo onde a solidariedade é confundida com descarrego de consciência.

O que deve nascer no Natal é, mais que um desejo, a atitude interna de transformação. A semente que após ser plantada continuará a crescer até se tornar árvore frondosa. E a sua sombra, folhas, flores e frutos são para os que estão ao nosso redor.
Para conhecer melhor o autor do texto de hoje, clique Aqui.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O amigão viajou. Finalmente saiu de casa depois de não sei quantas recomendações. E quando pensei que finalmente teria a casa só pra mim, quem me aparece aqui???
Diz ele que aqui no bairro foi fácil descobrir a casa do patrão. No primeiro barzinho que perguntou se alguém sabia onde ele morava, já indicaram a casa:

- O amigão é mais popular que eu Elite, ho,ho,ho,ho.
No ínicio pensei que era o besta do amigão querendo me pregar alguma peça, mas nem nem acreditei, era Papai Noel em pessoa. Conhecido como Santa Klaus ou simplesmente "o bom velhinho". Estava disfarçado usando uma camisa do corinthians, se alguém descobre que Papai Noel é corintiano a coisa vai ficar feia pro lado dele.Mas ele me diz que é corintiano só pra implicar com as renas que são todas são paulinas.E agora está aqui na minha frente o bom velhinho. Está desesperado, precisa desabafar, precisa de ajuda.Totalmente comovida Ofereço um vinho e deixo - o falar a vontade.
Ele conta que está com problemas graves de credibilidade. Até as crianças estão perdendo a confiança nele. Imagina, o Filipe Camargo, um menino de dez anos, criou uma comunidade no orkut "Papai Noel é pedófilo". Esta foi demais. Entre as crianças mais novas de 1 a 6 anos sua força ainda é absoluta, tremenda, mas entre os adolescentes e adultos a catástrofe está estabelecida. Ninguém mais acredita nele.
Chegou a telefonar pessoalmente para várias agencias de publicidade procurando ajuda e ao se identificar era tratado com desrespeito, impaciência e até alguns palavrões. Uma telefonista nem chegou a passar a ligação. "Ah, é o Papai Noel? Prazer sou Adriana Galisteu".
Na Giovanni, foi atendido pelo próprio amigão mas inútil. Nem o amigao acreditou que ele era realmente Papai Noel, se o amigão que é tão bobinho não acreditou é porque a coisa tá feia mesmo.
A frase que mais ouvia, com angustiante e desesperadora constância era "Papai Noel não existe". O que mais reforçava a necessidade de se fazer uma forte campanha de imagem. Não conseguia mais dormir à noite. Chegou a duvidar da própria existência.Mas não desistiu. E por isso está aqui na casa do amigão. Ele leu no blog que o sonho do amigão é um dia "Ser um ingenuo" e gostou tanto desta frase que achou que elepoderia ajudá-lo.

Mas chegou muito tarde, se tivesse vindo no período pré viagem do amigão teria dado sorte. O amigão enrola muito pra viajar. Fico comovida com a história. Mas não sei como ajudar. Fico com pena do Papai Noel e Imediatamente ligo pro amigão que ao ouvir a história responde desesperado:

- Elite, não deixe este sujeito entrar na minha casa. Ele é perigoso. Você tá louca Elite? Uma mulher velha desta e ainda acredita em Papai Noel?

E desliga o celular na minha cara, o amigão. Não sei como ajudar o Papai Noel. Talvez a Dona Su ou a dona Suzi poderiam me ajudar escrevendo algum texto favoravel ao Papai Noel. Também pensei na dona Juliana, do ai,meus sais, mas logo me lembro que a única coisa que ela deve gostar no PN é a cor vermelha. E a dona Nana? Ah, ela também não deve acreditar. Acho mesmo que só seu Lucas que ainda é um menino deve acreditar em Papai Noel. Não sei a quem recorrer. Dona Du? Seu Urbano? A Camilinha? Meu pai, me ajuda, quem pode me ajudar a melhorar a credibilidade do bom velhinho?

Ligo para uns 10 amigos blogueiros do amigão , todos na praia e todos já muito loucos.Ninguém acredita em mim. Até que consigo arrancar de um deles um título:"Eu acredito em Papai Noel".
Empolgada digo ao Papai Noel, a unica chance é escrever alguns posts com este título.Será que ele sabe que existem blogueiros que cobram pra elogiar? Ele me diz que dinheiro não é problema, a credibilidade dele vale muito mais. Então eu me comprometo a escrever para todos os amigos blogueiros e pedir para cada um criar um texto com este titulo: "Eu acredito em Papai Noel". E todo mundo vai colocar no msn, a mesma frase. É o que dá pra fazer assim em cima da hora.
O velhinho emocionado me abraça e promete que eu não vou me arrepender de tê-lo ajudado nesta noite tão triste.
- Que nada Noel, já com um certa intimidade, amigos são pra estas coisas.
- Olha Elite vou te dar só pra começar 100 milhões de reais, vou dar aquele carro que você acha lindo, o Cross Fox. Faço o Vasco cair para a terceira divisão em 2009. O Mengão do seu patrão ser campeão de tudo no ano que vem e faço tudo pro Ronaldinho virar um fracasso no time dos gambás-violetas.
Não acredito muito, mas não posso demonstrar isso pra ele, então resolvo fazer um pedido, aquilo que eu mais quero, falo baixinho no ouvido dele.Ele responde:
- hohohoho, eu já sabia que tu ia me pedir isto.Prá mim é fácil conseguir.Mas nunca diga que eu que te ajudei, se não aí que minha credibilidade vai pras picas.E assim criamos a campanha "Eu acredito em Papai Noel".

O Papai Noel fica tão empolgado que começa a beber sem parar o Campari do amigão e resolver contar piadas.

- Sabe o que eu digo quando as crianças perguntam se eu rôo as unhas?
- Não , o quê?
- rôo, rôo, rôo, ro...
- Kkkkkkkkkkkkkkk
Não aguento de tanto rir. E num gesto estupido, ainda rindo muito eu digo pra ele:

- Ah Noel, você não existe!
Pra que fui falar isso, ô boca. Louco, insano, completamente desequilibrado o velho me dá uma barrigada, começa a quebrar as coisas todas aqui dentro. Meu Pai, as canecas do patrão são lançadas em direção a parede. Fico desesperada quando ele aponta um revolver na minha cara, que só não causa um estrago mesmo, porque era um revolver de plástico.
E saiu batendo a porta.
Meus queridos, de todo coração e em nome do amigão que está viajando, desejo a todos vocês um feliz natal! Que o Papai do Céu, proteja e abençoe a todos vocês!
E o seu Moiza caprichou nas fotos, né não?

domingo, 21 de dezembro de 2008

Oliveira

Desço na estação Jurubatuba e paro no quiosque onde sempre encontro a turma e sem perceber fico por ali até a madrugada.Estou carregando uma bolsa termica da Sadia, presentinho de um fornecedor. A turma começa a se despedir. Eu fico mais um pouco. Quando aparece o Oliveira.

Oliveira é catador de latinhas. Não sei o seu nome. É negro, com uma barba branca. dificil precisar sua idade. Ele caminha pelo recinto catando latinhas e como no quiosque não vende cigarros ele sai perguntando se alguém quer que ele vá ao shopping para comprar.Querem. Ele ganha o troco de caxinha. Ele limpa os carros dos frequentadores do quiosque. Ele engraxa sapatos, ele ajuda o dono do quiosque a arrumar as cadeiras e lavar o chão. Faz isso por ajudar, não ganha nada não. Só de vez em quando o dono dá pra ele um marmitex que ele nem abre. Leva pra casa para as crianças. "Amanha tem corrida em Interlagos, eu tenho que ir cedo para catar as latinhas de cerveja.Tem muito catador. É uma máfia. Se eu me der bem amanhã, dá pra conseguir uns cinquentinhas"
Oliveira mora no Jardim Cocaia, muito longe daqui do bairro.Mas ele vai a pé. Não anda de ônibus pra economizar. Todo dinheiro que ganha durante a noite ele dá para a patroa comprar comida. Tem dois filhinhos novos ainda.Votou no Lula. "ô homem bom".
- No Lula?
- Ele cuida dos pobres. Se ele sair vão acabar com a ajuda que ele dá pra gente.É por isso que ninguém gosta do Lula, porque ele cuida da gente. É Deus no céu e Lulalá.
(falar o que pra ele? Que ele tá errado?)
É muito dificil andar pela madrugada no bairro sem encontrar o Oliveira.
- Boa noite patrão! Tá tudo bem. Eu vou acompanhar o senhor até sua esquina. Teve um assalto hoje ali no seu bairro.
E assim vamos caminhando e conversando, é uma noite meio fria esta sexta feira. Choveu muito durante o dia.
Ele nunca conheceu seu pai nem sabe quem é. Nem por isso faz da sua vida um drama. Ele odeia filmes porque dá sono. Odeia ler também. O que ele gosta mesmo é de ver o programa do Gugu.E aproveita e pede "O senhor pode escrever uma carta pra mim? É pro Gugu. Eu quero que ele me ajude a voltar pra minha terra"
É corintiano doente. Mas não liga nem sofre. "esses jogadores estão com o burro na sombra.Eu não fico sofrendo por causa deles não, moço".
Ele emenda um assunto com o outro. "você viu seu moço, o sobrinho da Fátima morreu.Se matou. Como é que alguém com a vida tão bonita, com dinheiro, estudado. Um moço bonito sabe, pode conquistar qualquer mulher. Tanta coisa boa pra se fazer na vida.Como é que um ser humano desse vai querer morrer?"

"Mas sabe o que é isso seu moço? Este povo estuda muito pra ficar burro. O rapaz que se matou era ateu. Falava que Deus não existe. Agora quem não existe é ele, né moço?"

Oliveira, não sabe que eu trabalho em agencia de publicidade, que estudei muito.Que tenho um blog. não sabe o que é orkut.Ele queria mesmo era uma TV daquelas bem grandes pra poder assistir o Gugu. Faustão ele não gosta não.

Ele diz que "depressão é coisa de rico. Pobre não tem tempo pra isso não, moço."
Ele não sabe o que é você ler, ler e ler e continuar sabendo que você não leu um quinto do que deveria ter lido para ser considerado alguém no mínimo inteligente. Ele nao gosta de religião nenhuma não. Mas gosta de ler os salmos. Ele acredita em Deus. Ele aprendeu a rezar e sempre faz isso."Deus é muito bom, moço!"
Ele não sabe como a gente é idiota e se preocupa com um monte de coisas que ele sequer imagina que existam.
Ele pretende ganhar cinquentinha amanhã pra gastar no mercado.Nem imagina que acabei de gastar o dobro disso com cervejas.
Ele não sabe a agonia que é ficar preso no trânsito da marginal Pinheiros com tantas praias lindas lá na terra dele, "Que se o Gugu, ler a minha carta, eu vou voltar e vou vender água de coco na praia.Vende muito moço, vai muito turista lá"
Enfim chegamos na minha esquina. Me despeço e agradeço a companhia. Num impulso ofereço a bolsa térmica que estou carregando. Digo que é um presente de natal. É simples, tem um peru e um pernil. "É pra você comemorar o natal com sua familia." Ele abre a bolsa "moço faz tanto tempo que não como isso não. Minha patroa vai adorar.obrigado patrão!"
Feliz natal, Oliveira!
(Este post foi escrito e publicado aqui no blog em dezembro de 2007. Esta conversa realmente aconteceu.)

sábado, 20 de dezembro de 2008


O meu filho tem 22 anos de idade.Não o criei desde pequeno e nem tão pouco é um filho legitimo. Quando apareceu por aqui na minha vida veio com idade suficiente para ser um filho enquanto eu tinha idade e carência suficientes para ser o pai que ele precisava.

Assim estabeleceu-se uma família. Pai e Filho que se tratam apenas como “amigão” e “amigão”. O orgulho de um pai pelo filho e os sentimentos mais puros e lindos disso tudo ficam patentes quando o filho chega em casa e não encontra o pai que está prestes a passar por uma cirurgia:
- Onde você ta?
- To na Carla.
- Ah, ta.
Bem, o filho está preocupado com o pai e por isso volta a ligar:
- Vem cá, você não tá bebendo não né?
- lógico que tô
- ...firmeza então.
E a terceira ligação vem em seguida, desta vez cheia de irritação dos dois lados:
- O que é William?
- Airton, só vou te falar uma coisa: Você sabe que tem que fazer esta porcaria de cirurgia. Você não é mais criança. Boa noite.
O sorriso do pai levando bronca do filho é qualquer coisa que enche de orgulho. Assim se estabelece uma família. Até que o filho que sempre namorou uma garota por mês finalmente está há quase um ano namorando a mesma "chata". Me parece que todas as garotas que querem namorar nossos filhos são chatas e estão decididas a arrancarem-no da gente.O perigo é eminente.. A gente percebe já no terceiro encontro:
- Que menina chata!
- Ela chata mas eu a amo.
E as coisas estavam correndo bem, até o café da manhã de hoje:
- Amigão, tenho uma coisa pra te falar.
- hummm, lá vem! Tá sem grana? Pega na minha carteira em cima da geladeira.
- Não. Eu tenho grana. Perai que vou fazer um cafezinho.
Levanto da cama embriagado pelo cheiro de café e sento na mesa. Já presentindo que algo muito grave está para ser revelado.
- Quando você vai pro Rio?
- Dia 20.
- Ah ta!
- Fala logo, porra!
- Dia 21 eu vou jantar com a Juliana e ...
- E...
- Vamos ficar noivos.
- ....
- Vamos casar em maio.
- ....
- E não quero saber desta palhaçada de entrar na igreja de "all star e jeans"
- ....
- Quer mais café?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


Cheguei no Hospital São Luiz as 10h00 e às13:00 entrei na sala de cirurgia. Ás 14:00 já estava de volta ao quarto. Não sentia minhas pernas. Foi a única coisa que me assustou mas logo descobri que estavam ali, era o efeito da cirurgia. Fora isto, não senti dor nenhuma. Todas as dores que senti , senti antes da cirurgia. Durante e após não senti nada. O medo, o pavor de repente se tornaram coisas sem sentido. Mas eu vou dar um jeitinho de contar pra vocês todos os detalhes em outros posts. Hoje eu só queria dizer que estou de volta e da saudade imensa que senti de cada um de vocês.

A duração da cirurgia seria de uma hora e meia, segundo informaram aos meus acompanhantes mas só durou quarenta minutos.

De repente acordei no quarto do hospital e estava só. Liguei a TV, e o quarto até então silencioso foi invadido pela vinhetinha que tocava na televisão. Vejam amigões, a primeira coisa que ouvi depois da cirurgia, foi a vinhetinha da TV Globo.

Dividindo os períodos da minha vida por doze meses, devo chegar a soma de quatro ou mais dezenas de anos que ouço esta música.Sim, senhores, a cada dezembro, e assim tem sido desde os tempos da meninice, a tv convida para a grande festa anual. A festa da esperança de um novo tempo.Que aliás, já começou.
Há os que dizem que a musica é brega.Não concordo com eles.Não que a musica não seja brega mas por acharem que ela assim seja. Brega. Aliás, o que é brega? Que rótulo é este que criamos num mundo onde as diferenças são cada vez mais evidentes? Porque o que não é espelho tem que ser feio? O que nos faz moderno? Aliás que prazer é este em ser moderno e ser indicado como tal?

Eu sabia sim, desde pequeno que o futuro começara. Não sabia que passaria por ele, ou que presenciaria uma revolução total no mundo. Mas tinha certeza que seria uma festa e que gostaria de participar.E a cada sequência de números, doze para ser mais exato, eu me via cantando um novo dia de um novo tempo de um futuro que já começou.
E como foi lindo acordar cada manhã e ver o futuro ali de pertinho e logo descobrir que já havia outro futuro esperando no próximo minuto.

Cada dia, par ou ímpar, dia de feira ou não, sábados ou domingos, ou feriados. Cada dia chegou exatamente como tinha que chegar. E os raios de sol entraram pelas frestas das janelas e os pingos de chuvas e o orvalho e as estações em suas sequências matinais lembraram que por algum motivo eu estava vivo. Sim o amanhã chegara.
Que venham várias manhãs, ruins ou boas.Mas que nunca nos faltem manhãs.E que no próximo dezembro eu possa e você também cantar junto com a TV: Hoje é o novo dia...
Isto é evidencia de algo importante: Estamos vivos.E se estamos vivos vamos cantar a festa que é de quem quiser, quem vier. Que participem desta festa sem os rótulos bregas de que isto está fora de moda.
Nada mais importa.
A partir de hoje vou prestar atenção ao que o vendedor de flores queria ensinar seus filhos mesmo que ele atropele a minha vinheta gritando: “É isso aiiiiiiii”



“Ensina-me a contar meus dias, para que eu alcance um coração sábio”

Beijo do amigão

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


Gente, eu vou logo avisando que a feijuca hoje está meio fraquinha. Está mais para um feijão bem temperado, do que feijoada! Tudo bem que eu estou de férias e deveria ter caprichado, mas eu não sei o que aconteceu, que eu acabei errando a mão.

Talvez porque hoje eu acordei assim, com uma saudade danada do nosso Amigão. Ontem a noite ele me mandou um torpedo e essa saudade cresceu ainda mais. Ai passou um filme blogosférico pela minha cabeça... As nossas conversas, nossas trocas de email, telefonemas, torpedos... O Amigão é um cara que faz muita falta.

Quando sentamos a mesa todas as quartas para a feijuca, eu sinto falta daquela alegria, daquele humor desmedido, daquela eterna criança... O Amigão é mesmo incrível! Ele conseguiu reuni os melhores personagens da blogosfera em um único lugar.

AQUI! E é aqui que sorrimos, cantamos, dançamos, comemoramos e nos emocionamos...

Cada dia ele apronta uma coisinha diferente. Ouvimos histórias de vida saboreando um delicioso café. Falamos de futebol. Ouvimos as histórias de uma Diarista que já faz parte da família. E toda quarta-feira almoçamos juntos. Por aqui acontece muita coisa gostosa, alegre e emocionante. É sempre surpresas atrás de surpresas, sorrisos envoltos nos melhores abraços... É uma turma que tem vida e muito sentimento.


Uma vez, enquanto o Amigão preparava a feijuca, ele se questionava:

"Qual a receita para uma feijoada especial e deliciosa como esta? Eu não sei. Não peçam, são vocês que trazem os ingredientes necessários.

Qual o segredo do sucesso deste blog? Também não sei.

Eu tenho um carinho muito especial por todos e vou fazer sempre o meu melhor..."

É ai que está o segredo: ele é o nosso Amigão e sempre faz o melhor.


Orelhada

"A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração."
(Henrique Maximiliano)


Bom Apetite!!
Fui!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


"Vim aqui para acordar você...
Vamos, pare de preguiça!
Dê um trato no visual!
Tome um banho relaxante
Comece o dia já sabendo
o que vem pela frente...
Não tenha receio!

Nada melhor que um sorriso logo pela manhã...
Um olhar carinhoso...
Um beijo para melhorar o astral...
Não se desespere... a hora chegou...
TRABALHAR!
Você queria sombra e água fresca?
Mas nada feito, é hora de TRABALHAR....

Chegue no trabalho
Abrace os amigos...
Não tenha medo de cara feia.
Saiba o que importa é que você tem amigos...
Que te querem muito bem e estão sempre prontos para te ajudar!
Pro que der e vier...
Essa mensagem é só pra dizer...

Bom Dia e Boa semana!
Que seu dia seja maravilhoso..."



Que todos tenha um dia maravilhoso!

Beijos!

*Recebi por email!

sábado, 13 de dezembro de 2008


É incrível o que a saudade faz com a gente.


Ilustração feita maravilhosamente pelo Moiza do Cartum com Bobagem.

Quando fui estudar em outra cidade, eu sabia que seria bom. Mas nem me passava pela cabeça o quanto Petrópolis me marcaria. Por isso quero contar para vocês, bem resumidamente, como foram os anos em que estudei no Colégio Estadual Dom Pedro II.

Não havia qualquer esperança de conseguir ficar na mesma turma que algum amigo, já que eu não conhecia uma pessoa sequer naquela escola. Mas, claro, falante que sou logo na primeira semana eu já havia feito um número considerável de amizades em minha turma. Só que demorei quase uns seis meses pra realmente ter amizade com a turma todinha.

Naquele 1° ano eu me senti uma nova pessoa, por ter novos amigos em um lugar novo e aprender coisas que antes eu não conhecia.
É claro que sempre criamos vinculos mais fortes com uns do que com outros. E isso não seria diferente comigo. Mas jamais deixei alguém totalmente de lado.
Os passeios daquele primeiro ano foram inesquecíveis, mas não entrarei em detalhes. O que conta é que foi um ano formidável, que eu jamais esquecerei.

No 2° ano aconteceram mudanças, como era de se esperar. Alguns reprovaram, outros novos entraram e uns poucos foram transferidos de turno. Óbvio que todo mundo sentiu falta da turma tal qual era, e confesso que demorei mais do que eu esperava para me habituar. Mas em questão de meses a turma já era como devia ser: unida "tanto para o bem quanto para o mal" como disseram alguns professores.

O 3° ano foi realmente marcante. Talvez por ser o mais recente em minha memória, ou porque a maioria daquela turma ainda eram as mesmas pessoas desde o primeiro ano, e tinham consciência de que aquele seria o último...

As pessoas novas que entraram foram formidáveis, sem que eu tenha do que reclamar de qualquer uma delas. E por isso não demorou tanto para que todo mundo se unisse numa turma amiga e companheira.
Como eu ia dizendo, aquele era o último ano. E sei que todo mundo sentia o coração apertar ao pensar nisso. Eu, pelo menos, me sentia assim.
Sempre me apeguei às pessoas, e mesmo que em certos momentos tenham havido discussões, aquelas pessoas eram para mim como uma família perfeita.

Talvez seja apenas impressão minha, mas o fato de eu ter sempre sido o menor das turmas (entre os meninos) tenha feito de mim uma espécie de mascote; de caçula. Não que eu tenha sido paparicado como tal, mas acredito ter sido "bem cuidado", não sendo envolvido em brigas e brincadeiras de mal gosto.

Mais uma vez essa frase martela aqui dentro: aquele foi o último ano.
E o tempo não iria parar por isso.
O último dia da minha turma foi dias antes do último dia de aula em si.
O último dia onde todos estavam presentes, e a dureza daquela realidade havia acertado a cabeça de todo mundo.
Vi meus amigos chorarem, e percebi que aquele laço havia sido extremamente importante para eles também. Não, eu não chorei com eles. Não ali. Mas quase alaguei o quarto ao chegar em casa.

Já irá se completar um ano que aquela turma se desfez. Um ano sem entrar na sala dando bom dia e fazendo brincadeiras. Um ano sem rizadas em conjunto, e sem a maioria daquelas pessoas.

Sim, fui até Petrópolis pouquíssimas vezes novamente, e acredito ter revisto apenas seis amigos de turma.


É fato que pouco provavelmente iremos todos nos reunir novamente um dia. Mas existe outro fato muito mais importante: que carrego a todos no meu coração. Alguns mais profundamente, mas sem deixar nenhum deles cair do esquecimento, ou ficar fora da minha saudade - e é incrível, incrível o que ela faz com a gente.


*O Henrique escreve AQUI. Fique a vontade em visitar o blog dele.


Bom Final de Semana a todos!
Beijo do Amigão!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Sexta-feira, 05 de Dezembro. O telefone toca na casa do Amigão.

- Alô?!

- Elite, é a dona Suzi! Fala com a Su que eu não vou poder está ai amanhã, porque tenho algumas coisinhas para fazer no final de semana, está bem?! Diz a ela que amanhã é a Luca que vem para o sofá e que ela pode ficar a vontade em recepcionar os nossos convidados.

- Ta bom, dona Suzi! Assim que a dona Suzana passar por aqui eu falo com ela.


Quando a dona Suzana apareceu, eu tratei logo de dá o recado pra ela, explicando direitinho porque a dona Suzi não ia poder está aqui no sábado. Ela falou que estava tudo bem, e disse que estaria bem cedo aqui para receber a dona Luca e os outros convidados.

Mas eu não sei o que aconteceu que a dona Suzana, quase deixou a dona Luca e os convidados na mão.

Quando ela chegou aqui, no sábado, estava com a cara de que tinha passado a noite toda na farra. Acho que ela ta pegando a mania do patrão, sabe?! Virar a noite e chegar em casa, no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido. Mas o pior foi que a dona Suzana chegou e se jogou no sofá que tava todo arrumadinho... e já estava dormindo quando eu dei um berro!

- Dona Suzana, a senhora esqueceu que a dona Luca daqui a pouco ta chegando?!

Eu to rindo até agora da cara de susto dela, coitada! Levantou num pulo e começou a organizar as câmeras, o som... Todos aqueles pequenos detalhes que fazem a diferença para o sofá ser um sucesso. Mas ai, a dona Suzana se atrapalhou todinha com os equipamentos, a imagem não saia nem com reza braba. Tentou de todos os jeitos, mas nada! E só faltava isso para o sofá começar...

Eu acho que ela tava meio bêbada, não sei. Tentou, tentou... Ficou nervosa. Foi até o banheiro deu um grito de tanta raiva que ela ficou. Voltou mais calma, arrumou daqui e dali, e nada! A sorte dela foi que o seu Leandro chegou mais cedo aquele dia. E vendo a agonia da dona Suzana, ofereceu ajuda.

E ele, naquela paciência toda conseguiu ajeitar umas coisinhas... Arrumou daqui, puxou dali, testou do outro, e... Pronto! Estava tudo perfeito! Se não fosse seu Leandro, dona Suzana tava mais ou menos enrolada. E ainda bem que saiu tudo direitinho...

Bom meus queridos, sábado passado foi uma trapalhada só. Mas espero que amanhã possa ser bem mais calmo. Dona Suzana, nada de farras, viu?! Não vale duas atrapalhadas seguidas, tá bom?!

Amanhã quem vem visitar o sofá é o seu Henrique, ele está com o blog temporariamente fora do ar, mas eu gosto muito de ler o que ele escreve, é um garoto de ouro. Conto com todos vocês aqui, tá?!


Maria Elite, tem 59 anos, é diarista do Amigão e escreve aqui neste espaço toda sexta feira. Hoje ela está super sem graça e completamente sem assunto, porque o Amigão não está na área. Todas as notícias são verdadeiras, a única falsa aqui é ela mesmo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Estava tudo combinado pra servir o cafezinho mais cedo. Mas, sabe como é... Final de ano, muito trabalho, Elite batendo perna na 25 de março (nem pra me ajudar...), eu toda enrolada pra usar a cafeteira modernosa desta casa, e cá estou eu, só agora, onze da noite, oferecendo um cafezinho a vocês...

Belíssima desculpa para oferecer um descafeinado, já que a esta hora não é nem um pouco recomendável a ingestão de cafeína. E cafeína, você sabe, lembra cocaína.

Ah, sei lá se lembra... O nome, pelo menos, é parecido. E, papo vai, papo vem, cafeína, cocaína... isso me fez lembrar as manchetes do jornais de hoje, que contaram por aí um caso de "overdose".

Eu tenho cá com os meus botões que quem matou o moço não foi a tal da cocaína... Sei lá, mas alguma coisa me diz que foi a Flora...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


Bom, eu adoro cozinhar, até arrisco fazer feijoada em alguns domingos quando a família está reunida, mas eu nunca pensei que fazer a famosa feijuca do Amigão fosse dá tanto trabalho. Primeiro porque quando eu cheguei na dispensa dele só havia cerveja. Eram latas e mais latas de cerveja, eu não sei para que tanta bebida.

Ai, Meus Sais! E agora?! Como eu vou fazer essa feijuca?! Eu até pensei em ligar para Suzi, só que ela está super atarefada esses dias. Mas ainda bem que entre uma latinha e outra eu achei uns ingredientes básicos para feijoada. Então a feijuca de hoje está meio light com lingüicinha, bacon, paio, couve, farofa, arroz e lógico o feijão.


E enquanto eu cortava a cebola, eu fiquei pensando que os vasCAINDO vascaínos até agora não pararam de chorar com o rebaixamento para a segunda divisão. Dizem que tem uma lista dos sete erros rolando pela internet sobre o porquê do vasco ter sido rebaixado:
  1. PRÉ-TEMPORADA EM DUBAI, E ROMÁRIO COMO TREINADOR;
  2. CONTRATAÇÕES EQUIVOCADAS;
  3. INEXPERIÊNCIA DA NOVA DIRETORIA;
  4. BRIGAS POLÍTICAS E TROCAS DE COMANDO;
  5. ANTÔNIO LOPES NO COMANDO;
  6. TITA COMO TREINADOR;
  7. INVASÕES DA TORCIDA NAS SEDES DO CLUBE;
Nem sei se foi isso mesmo, o que eu sei é que eles já apresentaram até o novo uniforme para jogarem a série B do Campeonato Brasileiro de 2009.

Olha ai como é bonitinha!

Eu só sei que quem está feliz da vida com tudo isso é a Nana, a Suzi e a Juliana! Bom, pelo menos foi o que pareceu, não é?!

E entre um tempero e outro, eu fritava o bacon, fazia isso e aquilo, morrendo de medo de errar a mão no tempero. Era tanta Cousas e Louças que eu nem sabia como da conta de tudo aquilo, só Bebendo mesmo. Eu fiquei pensando que se eu tivesse ido lá na Casa da Vovó ela até poderia ajudar e quem sabe me dá umas dicas de como cozinhar bem.

To Doyda!! Quase que o feijão queima, eu estou pior que o Jornalista Azarado, essa feijoada é Coisas Nossas, então tem que sair caprichada. Eu preciso de Um Pouco de Bossa, de Uma Sensata Paranóia para isso aqui não virá Cartum com Bobagem!

Putanhaca!! Eu acho que eu vou acabar fazendo um Xis Tudo! Será uma Re-novidade, porque há dias atrás tivemos pizza... Esse negócio de cozinhar para turma é uma responsabilidade danada. É como sair por ai Blogando e Andando, escrevendo Diário de Mim Mesma com Esculacho e Simpatia.

E enquanto eu vou preparando a feijuca eu observo um Horizonte Máximo. Fico pensando na Moça do Sonho vivendo seu Conto de Fadas Particular, escrevendo Bilhetes para o seu amor. E lá na Lavanderia Virtual, quantas Meias e Cuecas sujas ou limpas, sei lá... Estou com a sensação que eu fugi do assunto e isso virou uma Fábrica de Bobagens e não uma deliciosa feijuca...

Orelhada


“Não sabia que isso se chamava futebol, achava que se chamava “totó humano” (Homer Simpson)


Espero que tenham gostado da feijuca!!

Beijos e Fui!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


É Preciso Continuar
(Por Alejandro Bullón)

Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Prov. 3:1.

"A vida é um processo de aprendizagem. Não se limita a um período de tempo, nem ao seguimento de um calendário acadêmico. A aprendizagem é diária, constante e permanente. Parar de aprender é parar de viver. Vivem bem os que aprendem bem, e aprendem bem os que têm como mestre alguém que não pode falhar. Jesus é esse Mestre.

Quantas vezes, dirigindo meu carro numa cidade desconhecida, parei procurando orientação. Vez por outra me indicaram o caminho errado. Levou tempo para descobrir o erro e mudar de direção. Nervosismo, enfado e chateação foram as conseqüências.

No provérbio de hoje, o Senhor Se apresenta como o grande Mestre da vida. É o pai preocupado com a felicidade do filho. “Filho Meu, não te esqueças dos Meus ensinos...”, aconselha. O que mais Deus quer é que você seja um homem ou mulher que aprenda a ser feliz.

O maior problema no processo da aprendizagem é o esquecimento. Você estuda com dedicação, mas na hora da prova parece que tudo desaparece da mente. Você esquece. Não se lembra e é reprovado.

A vida está cheia de provas. Passar nelas é garantia de felicidade. Como é importante nessas horas “lembrar” tudo o que foi ensinado e tomar as decisões acertadas.

É interessante notar que Salomão relaciona a aprendizagem com o coração. “Não te esqueças”, diz. Evidentemente, ele apela às faculdades da mente. Mas, em seguida, acrescenta: “o teu coração guarde os meus mandamentos”. Essa é uma referência explícita aos sentimentos. O ser humano é uma unidade indivisível. Mente, coração e corpo não se podem separar. Não basta crer em Deus. É preciso obedecer. Saber é fundamental. Sentir é básico.

Se a aprendizagem é um processo, não se desanime. Enquanto estiver vivo, estará em condições de aprender. Às vezes, com lágrimas e dor, outras vezes com alegria e satisfação. Ora tropeçando nas pedras do caminho, ou levantando-se e sacudindo a poeira. Mas é preciso continuar, porque a vida é assim. Por isso, Deus afirma: “Filho Meu, não te esqueças dos Meus ensinos, e o teu coração guarde os Meus mandamentos."


Bom dia a todos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Até quando??


Aconteceu no Missouri, EUA. O homem, de 49 anos, deu dois tiros de rifle calibre .270 e achou, malandro, que havia matado um veado. (estamos falando de um animal, ok? aliás, de dois!)

Pois bem. Após atingir o animal, crente que havia abatido o veadinho... o homem levou uma surra do bichinho! É que quando o caçador foi puxá-lo pra caçamba da caminhonete, o veado se levantou, com seus 110 kg, derrubou o caçador e o atacou com chifradas, por uns 15 segundos.

Aí, o animal maior, aquele de 49 anos, chamado caçador, pegou seu rifle de novo e atirou mais duas vezes no animal menor, o pobre veadinho, que então morreu mesmo.
O saldo? Alguns pontos na cabeça para suturar os cortes provocados pelas chifradas. Nada mais. Se as chifradas tivessem atingido a consciência e não apenas a cabeça, o saldo seria beeeeem melhor.


update da Su:

E hoje é dia de tirar o chapéu para a Boneca mais famosa da blogosfera. Dia de jujubas e confetes, dia de sorrisos e abraços, e um dia para comemorar o aniversário de alguém que com muito carinho sabe tocar o coração das pessoas.

"Suzi é uma menina levada, falante e alegre! Quase uma "Emília ao contrário", ela é uma menina com nome de boneca - presente da mãe. Os sonhos, Suzi carrega pra cima e pra baixo, e só sossega quando os faz acontecer. As dores, carrega pelo tempo que for necessário; e sempre lava a sua alma com lembranças boas, do que quer que seja. Suzi não guarda mágoas por muito tempo. E esquece por que a machucaram. Prefere assim, porque não gosta de ocupar o coração com coisas pesadas. Sente falta dos amigos que se foram - pelas estradas da vida, ou pelo triste caminho da morte... Suzi sabe que nada do que fazemos tem importância, se não tocamos o coração das pessoas."

Parabéns por ser essa pessoa maravilhosa, parabéns por conquistar as pessoas com o seu jeitinho meigo e carinhoso, parabéns porque sempre tens uma palavra amiga, parabéns porque sempre sabes quando precisamos de ti. Parabéns por todas as orações que fazes pedindo as bençãos dos céus para os seus amigos. E por tudo isso, parabéns por ser serva de Deus e amiga de todos...



"Não importa o tempo que você fique sem ver seus verdadeiros amigos, você há de reconhecê-los, sempre, pelo calor da voz, pela sinceridade do abraço, pelo sorriso nos lábios.Cada um de nós tem seu próprio caminho para seguir, e talvez a vida até se encarregue de nunca mais promover um reencontro... Mas nunca perca a oportunidade de fazer um amigo, porque a vida não terá a menor graça se depois de quarenta anos você não puder se reconhecer como parte da vida de alguém." (Trecho de um post da Suzi, que ela escreveu AQUI no dia 10/03/08)

Bom dia!
Feliz Aniversário!
Beijão da Su e do Amigão!


*A Suzi fez aniversário no sábado, dia 06/12!

sábado, 6 de dezembro de 2008




Viajou, viajou... E a Luca conseguiu chegar!!!!




Amigãããão!!

Desculpe pela demora em sentar no seu sofá, mas eu chegueeei!! Demorei pq fiquei bastante intimidada em chegar toda sujismunda e fidida e espantar todos os seus convidados e nem dar trabalho à Dona Elite! Já imaginou a trabalheira?? Por isso, antes de tudo, fui tomar um banho igualmente demorado e tô bem cheirosinha! Sente só!! Hihihi... Depois de 51h (duas horas de atraso...aff) de viagem de Sampa para o Mará, ainda estou toda quebrada, meu pescoço, meus braços e minhas pernas não são mais meus.

Atravessei quatro estados até chegar ao Maranhão, ao som de choro de pirralhos, ronco da vizinha atrás e conversas intermináveis. O sono tomou conta de mim diversas vezes, mas a falta de espaço me deixava mais incomodada. Enquanto isso, eu alternava minhas dormidas pensando sobre o quê eu falaria aqui no sofá, pelo qual já passou tanta gente buniiita, inteligente e divertida.

Durante meu (pouquíssimo) tempo acordada também prestei atenção na conversa entre dois anciãos e de um jovem rapazinho. Um dos velhos tinha a sabedoria versando em literatura de cordel, pela sua boca. Se eu deixasse o mal-estar de lado, teria um caderninho cheio de frases interessantes para copiar. Já o outro velho relembrava a delícia que era a sua cidade - um interiorzinho do estado do Maranhão. A esses, o rapaz, de seus 19 anos, dedicava bastante atenção, como se também tivesse muita experiência para discutir com eles.Contava que sempre morou no estado de São Paulo, mas que os paulistanos eram frios e não sabiam o que era felicidade...pelo menos, não a felicidade festeira que tem o povo nordestino. Dizia ele que o morango era doce, mas preferia o azedo do bacuri, o suco do murici, do buriti e o doce de cupuaçu.

No final de uma das diversas discussões para passar o tempo, eles disseram que japoneses estavam modificando terras no sul maranhense para plantar morangos e pêras. Fiquei bastante perdida, imaginando que não teria nada para acrescentar de interessante àquelas conversas deliciosamente intermináveis.

Até que a ansiedade por chegar à minha cidade me fez travar uma luta mental para tentar lembrar cada ponto da minha dela, o povo, seus mares, seu cotidiano. Para aqueles que não sabem, moro numa ilha, que não é o paraíso, nem mesmo é deserta. Aliás, não ser deserta, talvez, a faça um paraíso, porque quem a colore são as pessoas, nos seus cotidianos rasteiros, mornos e sem intenções metropolitanas.

Como qualquer cidade contemporânea, ela tem seus problemas e as suas virtudes, por isso ela só é especial para quem a vive. Eu já presenciei a dormida dela, em oportunidades festivas e acompanhei o seu nascer no dia-a-dia madrugal. Enquanto os bêbados ressurgiam das cinzas da madrugada, trabalhadores com os olhos arregalados e de chinelos nos pés lutavam para pegar seus ônibus e chegar ao local de trabalho. O sol resplandecia mais e as crianças eram recrutadas para ir à labuta escolar.

Eu, que acordava no mesmo horário do trabalhador de chinelo, arregalava os olhos com o percurso que não canso de admirar. Atravessar a ponte - que tem o nome de um senador pelo amapá, que é maranhense - que liga o centro histórico ao bairro de classe média desvela o encantamento do mar, com seus barcos à vela e o sol beirando o outro lado da margem.

A volta pela mesma ponte de nome ingrato devolve a paisagem histórica, de prédios coloniais, com telhados limados e azulejos portugueses. Não estou falando da cidade patrimônio histórico e cultural da humanidade, que é conhecida como a capital do reggae, capital da Atenas Brasileira. Estou falando de São Luís, a cidade que tompleta um lindo litoral, com cachaçarias para todos os gostos, do cachorro-quente especial do povo boêmio do Centro Histórico...estou falando da minha cidade, para onde voltei e que eu amo!
Ai, ai (suspiros). Aiiiiiin... cheguei! Ufaa!!!

A Luca escreve todos os dias AQUI! As ilustrações foram feitas pelo Moiza do Cartum Com Bobagem.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Bom dia meus queridos.
O dia está lindo, sol, borboletas na janela e tudo corre maravilhosamente bem se não fosse o clima de terror que se instalou por aqui. É. Pois é. O patrão está em pânico. Homem é tudo medroso mesmo. Tem medo de injeção, dentista, médico. Uma simples cirurgia e o patrão está em pânico. Hoje até chorou de medo. Ah, ah, ah, o patrão chorou de medo...
Mas preciso manter o alto astral, melhorar o clima aqui de casa até pedi pra ele aqueles volantes da Megasena que ele joga toda semana. A megasena está acumulada e eu disse pra ele que vou ficar rica desta vez às custas dele.
Vinte e seis milhões é a previsão para o sorteio de amanhã, vou lá fazer meu joguinho, aquele velho volante que ele tem guardado com seus números favoritos há quase dois anos e que nunca coincidiram com os divulgados a cada dois dias da semana.

To aqui pensando com os meus teclados, e já fiz alguns projetos caso eu eu leve estes 26 milhões. O primeiro: Comprar um carro zero, tipo um Cross, com aquele pneu sobressalente pendurado na traseira. Imagine todo mundo olhando o meu possante na rua e de repente quem sai de dentro do carro? Eu, a diarista que virou madame. Chique, produzida, cabelos ligeiramente aloirados. A negona vai abafar na avenida.
Também poderia, ficar o dia inteiro na internet, mandando emeios, batendo papo, falar pelo tempo que quiser, sem me preocupar com nada.
Ir ao supermercado ou ao shopping center e comprar tudo, absolutamente tudo que quiser, sem pensar na conta.
Na hora de viajar comprar duas passagens de avião, para ter a poltrona ao lado vazia, para a bolsa, os jornais, as revistas....Ter alguém da mais absoluta confiança para cuidar de toda a papelada. Das dívidas, verificar extratos, etc. Esta pessoa, uma vez por mês , me entregaria uma folhinha de cheque, já preenchida, para assinar.Uma só e a caneta (já sem tampa) e se encarregaria do resto.
Ouvi dizer que a vida de algumas pessoas é assim. O que será que elas têm, que eu não tenho?

Não estranhem se eu nao postar na sexta-feira, é bem provavel que eu esteja na sede da Caixa Economica, resolvendo alguns probleminhas.
26. 000.0000.0000,00 sabe lá o que é isto?

E sabe quem vem amanhã pro sofá do amigão? A dona Luca, tá tudo certo. O patrão não vai estar presente, mas eu, a dona Suzi e a dona Su estaremos aqui.

Beijos me liguem!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O dia tá meia boca e há uma expectativa de 20 graus agora. Não devo me levantar, to com vontade de faltar ao trabalho e ficar dormindo até o sono acabar. Mas aí, a responsabilidade fica insistindo cutucando na gente. O sono não acaba mesmo, o que acaba é a vida. O jeito é levantar e bola pra frente. Hoje é quinta e lá fora não está tão ruim assim.



- Que jogo hein Du? Sofrido, nervoso, catimbado e no final deu o time da Du. Lembrei dela na hora, vibrei por ela e fui dormir.

- Ainda to pensando na declaração: "Quando a gente ama é claro que a gente cuida". Fui ver o clipe no you tube e vi o Caetano falando: "Mas que música bonitinha". rsrsrsrs

- E dei risadas com ela: "Qual é o maior amor da sua vida? Meu ursinho Harminy. Ele nunca me decepcionou."

- To com muita saudade de você: "Você ocupa meu dias. Minha vida se estabiliza em você...e apenas por isso ela é matavilhosa. Você é meu Anjo particular. É aquele que cuida de mim, me entende e suporta meus caprichos além de realiza-los todos!"

- Gente, esta menina é muito doida e eu a amo muito mesmo de verdade.

- E esta aqui, que me liga todo dia, me escreve, manda mensagem:

"Olhei para o espelho de minh'alma,
vesti-me com as flores de poesia
e a chuva cantarolada lá fora
envolve-me de felicidade,com toda sua maestria
!"

- E hoje eu estou tomando café (café com um jeito meio feijuca de ser) com vocês que me visitaram ontem. E não poderia terminar sem um grande e forte quebra-costelas. E claro, este papo de QC é com este amigão aqui.

Vai um cafézinho? Açucar ou adoçante?

Beijão do amigão!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


O ano acabou e esqueceram de avisar. Os sinais começaram ainda em novembro. Foi quando pela primeira vez comprei panetone e desde então todos os finais de semana tenho comido esta iguaria que gosto tanto.Eram panetones de todos os tipos: de chocolate, de frutas, temáticos.


Em seguida os shopings começaram a decoração de natal. Filas imensas ao redor dos presépios e arvores montadas.


E o ultimo sinal será neste final de semana com a inauguração da maior árvore de natal em São Paulo, que pelo sétimo ano é montada pelo banco Santander no Parque do Ibirapuera.


"Internautas podem acompanhar, ao vivo, a montagem da árvore de Natal Gigante do Parque Ibirapuera pelo hotsite www.arvoredenatalsantander.com.br. Construída pelo Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, a árvore gigante começa a tomar corpo com a colocação das bases e o início da decoração. No site, idealizado pela Mix Brand Experience, agência responsável pela criação e realização da Árvore, os usuários ainda terão acesso a curiosidades sobre o projeto. A árvore será ainda maior neste ano. Pesará mais de 240 toneladas, terá 70 metros - a altura de um prédio de 24 andares – e 31 metros de diâmetro. Serão usadas mais de 800 mil microlâmpadas e cerca de dezessete mil metros de flexlights (mangueiras de luzes vermelhas e brancas). A estrela do topo terá nove metros e pesará mais de uma tonelada e meia."
Crianças tem medo de Papai Noel
As crianças tem medo do Papai Noel isso agora é um livro, sabia? Em 2003 e 2006 o Chicago Tribune pediu aos leitores que enviassem fotos de seus filhos chorando no colo de Papai Noel - há pais que nao resistem a ideia da foto tradicional, mesmo quando seus filhos nao querem nada com o 'bom velhinho'. O jornal diz ter recebido centenas de fotos nao apenas de crianças chorando, mas também com cara de susto, preocupadas ou mesmo entediadas. Uma galeria foi publicada no site e agora saiu em livro. O titulo é 'Scared of Santa' e custa USD 9,95 aqui. 24/11 Blue Bus

Vasculhando coisas antigas eu descobri este comercial que foi criado em 1971 pela antiga MPM . Imagine o coral cantando o hino de natal e a criança que faz o último solo ainda não chegou. O desespero dos meninos: cadê o moleque? E eis que o rapazinho consegue chegar a tempo de entoar a ultima parte da música. Era um dos comerciais mais aguardados em todos os natais.

"Comercial do Banco Nacional mostra uma uma das mais belas trilhas natalinas da propaganda brasileira em todos os tempos que o compositor Edison Borges de Aguiar (Passarinho) compôs com a ajuda de Lula Vieira nos idos de 1971. Sem dúvida uma das mais belas trilhas natalinas da propaganda brasileira em todos os tempos, conforme você poderá conferir. Lula era Diretor de Criação da agência JMM e já conhecia Passarinho (parceiro de Dolores Duran e Alfredo Borba) do estúdio de criação Vip, então propôs ao compositor criar um tema natalino para o Banco.
Passarinho tinha uma música pronta que seria gravada pelos “Titulares do Ritmo”, num Lp programado para o final do ano. Lula apreciou a melodia e sugeriu a sua adaptação comercial, alguns retoques e nascia o jingle, logo em seguida trilha de um comercial gravado pela PPP, com Direção de Chico Abreia. "



Futebol: Domingo o amigão é "Grêmio desde criancinha: Com o Grêmio onde o Grêmio estiver"

Então é isso ai, Papai Noel tá chegando. Estou sem tempo nenhum para visitar e comentar nos blogs dos meus amigos. Sem vocês a feijuca sai meio assim sem graça. Mas daqui a alguns dias a gente volta com a mesma energia e alegria de sempre.

Á partir da semana que vem este blog vai ficar sob a administração da Su e da Suzi. Eu vou parar por uns dias.

E a notícia mais esperada de todos os tempos do ultimo ano: Sábado as 11h30. Orem por mim.

Beijão do amigão

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Tempo que Foge
Por Ricardo Godim


" Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos“. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.O essencial faz a vida valer a pena! "
Bom dia mas...(já sabe né?)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma noites dessas aí estava passando no Telecine "Sobre meninos e lobos", filmaço de 2003 que ganhou 2 oscars.

Já vi este filme algumas dezenas de vezes e toda vez é a mesma coisa, fico refletindo sobre os perigos da selva em que vivo e logo me aparecem pessoas que enfrentaram seus lobos e sobreviveram.O detalhe é que carregaram os lobos dentro de si.Pelo resto da vida.

Quando eu era muito novo fui acusado de algo muito grave. E não foi uma coisa muito fácil de resolver não.Foi traumatico. As pessoas falavam comigo e se solidarizavam mas no final eu tive que carregar aquilo sozinho. Não houve nenhum apoio, por que talvez os meus amigos não acreditassem tanto assim na minha inocência. Uma vez desabafei com um amigo e contei todos os lances da historia sem omitir nenhum detalhe, e o meu amigo perguntou: "Você tem certeza que não roubou este dinheiro?".

Daí eu percebi que existem coisas que temos carregar com a gente pro resto da vida. Fui obrigado a me demitir e soube que os assaltos ao cofre continuaram depois da minha saída. Nunca ninguém daquela turma veio se desculpar comigo. E lá se vão vinte anos que eu carrego este peso comigo.
Como é que se faz para curar um trauma, como se apaga uma tristeza? Um transplante é possível?
Cada vez que assisto "Sobre meninos e lobos" eu tenho certeza que uma pessoa que foi mordida por um vampiro, necessáriamente se torna um vampiro. Isto não quer dizer que você vá sair por ai mordendo os outros só por que foi mordido. Mas sim que existem muitos lobos e vampiros por aí com sede de sangue. Esperando nosso primeiro vacilo.

"Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais daninhos e noturnos, podem desaparecer numa névoa e possuem um poder de sedução muito forte. Formas de combatê-los incluiriam o uso da hóstia consagrada, dos rosários, cruz de prata e metais consagrados, alhos, algumas plantas silvestres, água benta, etc."

O filme não tem nada a ver com vampiros. Mas todo o resto tem. Tem sim.

Um amigão diz que nós estamos perdidos, e chega a seguinte conclusão:
- O que vamos fazer amigão, se o negócio tá tão feio, que os próprios vampiros já estão vendendo alhos e cruzes de prata?

Uma boa dica pra iniciar a semana é esquecer os vampiros. É começar em paz, é armar -se do salmo 91 e seguir firme que nada vai nos acontecer.

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã". E a manhã é agora.

Bom dia, mas bom dia mesmo!

sábado, 29 de novembro de 2008


O primeiro sofá a gente nunca esquece!


Eu acabo de receber uma ligação. Recebo um convite:
- Vou comemorar meus quarenta anos. E quero que você esteja presente...
- Quarenta anos??? Como é possível? Já??

Seu nome é Maria...Quarenta anos e Maria ainda sorri com a mesma doçura, ainda mantém o mesmo brilho nos olhos, e o mesmo corpo de mocinha num imutável coração de criança; as mãos delicadas e o abraço carinhoso; até o som de sua voz continua o mesmo.
Tínhamos seis anos no nosso primeiro encontro e vivemos juntas a emoção das primeiras descobertas, os primeiros amores, as primeiras provas da escola, o primeiro dez, nunca um zero...Maria era das mais inteligentes da turma, senão a mais inteligente de todos.

Era na casa dela que nos reuníamos para estudar e fazer os trabalhos em grupo, era ela quem coordenava as atividades, era a “explicadora” das equações e tinha uma paciência invejável; era lá, também, que dividíamos nosso tempo entre os estudos e o som dos “longplays” do Roupa Nova, e era lá que a imagem da tv ganhava cores.

Era a amiga que me defendia e a quem eu defendia, sempre e sob qualquer hipótese. Nunca brigamos, que eu me lembre. Nunca nos separamos.Estudamos juntas da primeira à oitava série, o ensino fundamental completo, e talvez seja essa mesmo a razão do nome desse ciclo de estudos: tudo o que acontece ali é fundamental para a sua vida. E as amizades verdadeiras são o mais contundente exemplo.

Cada um de nós, colegas de escola, tomamos um rumo, na vida. Muito tempo passou, mas nos dias 15 de março, 06, 08, 25 e 31 de dezembro de todos os anos, salvo raras exceções, temos um encontro marcado pelo telefone. É reconfortante ouvir do outro lado a doce voz de sempre: “Oi, amiguinha!” e responder de cá: “Oi, Mary!”

Não importa o tempo que você fique sem ver seus verdadeiros amigos, você há de reconhecê-los, sempre, pelo calor da voz, pela sinceridade do abraço, pelo sorriso nos lábios.Cada um de nós tem seu próprio caminho para seguir, e talvez a vida até se encarregue de nunca mais promover um reencontro... Mas nunca perca a oportunidade de fazer um amigo, porque a vida não terá a menor graça se depois de quarenta anos você não puder se reconhecer como parte da vida de alguém."



O primeiro sofá foi ao ar no dia 10 de março de 2008. E a Suzi, foi a nossa primeira convidada.

Beijão do amigão e boa semana a todos.

Ah, sim, está tudo bem, apenas alguns problemas técnicos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008



Todo mundo sabe que o patrão é a desorganização em pessoa. Quando eu chego aqui e começo a faxina semanal, tenho que pedir licença pra tudo que é tipo de tralha espalhada pelos cantos só pra poder entrar tranqüilamente e tentar fazer meu serviço. É sempre um chinelo sujo andando solitário pelos ares, jornais velhos decorando a escrivaninha, cuecas espalhadas pela sala gritando e suplicando para serem lavadas e guardadas (mas eu já disse que cuecas eu não lavo, isso ai já é demais!) e tudo quanto é tipo de desorganização que vocês imaginarem. Como ele consegue bagunçar tudo em tão pouco tempo eu não sei, mas como eu tô aqui pra isso mesmo nem adianta reclamar!

Hoje eu fui inventar de arrumar umas "quinquilharias" que ele tem guardadas no quarto. Um monte de papel picotado, cartas antigas, vidros vazios, tanta coisa velha que eu nem sei por que cargas dágua que ele guarda... E quando eu fui mexer naquelas coisinhas, só para tirar o pó mesmo, o patrão veio voando para cima de mim dizendo que aquilo ali eram " recordações de um passado cheio de sentimentalidades e avessos que não podiam ser perdidos no tempo desse relógio enigmático que é a vida ".

Sinceramente?! Eu nem entendi nada. Tudo o que ele falou me deixou zureta, mas nem pedi pra me explicar porque achei que ele tava meio estranho, preocupado, sei lá! Mas, pelo amor do Leonardo, custava ele só dizer: "Elite, não mexe ai, eu gosto dessas coisas bagunçadas mesmo." Nããããão, ele teve que vir falando desse jeito estranho que era pra eu não entender mesmo , só pode! E mesmo eu tentando sair de fininho, ele disse que é conotativo, alguma coisa assim.

Conotativo... então tá... ele deve ter ficado muito impressionado com o seu Leandro quando veio pro sofá, né?

Eu desisto de entender a cabeça dos homens, o Janderson que o diga! Quando ele vem tentando falar alguma coisa "conotativa" é porque anda aprontando. Hummmm... Será que o patrão anda aprontando alguma por aí? Por via das dúvidas, achei melhor deixar quieto, ele e aquelas quinquilharias todas.

Vou é limpar a cozinha agora que ganho mais, pelo menos nas panelas ele não mexe! E mesmo porque preciso me apressar, no sábado a dona Luca vem visitar o patrão e a coitadinha vai chegar muito cansada de viagem, 49 horas de ônibus não é qualquer um que aguenta, né?



Maria Elite, 59 anos, natural da Bahia, é a diarista do amigão e também namorada do Janderson. Escreve todas as sextas aqui no blog do patrão. Ainda não tem um blog pois acha que não tem motivos nenhum pra ficar contando sua vida íntima pra todo mundo. E se ela continuar conotativa assim vai acabar fazendo faxina no Bilhetes. Tudo aqui é verdade a única falsa mesmo, é ela. As ilustrações foram todas feitas pelo Moiza, do Cartum com Bobagem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Em outro cafezinho comentei aqui que lá em casa, a gente ouvia a Rádio Globo AM, diariamente, que crescemos ouvindo Haroldo de Andrade, Paulo Giovanni e também Waldir Vieira.


O programa do Waldir era nosso favorito todas as tardes, ali ficávamos ao pé do rádio, ouvindo atentamente os comentários, as musicas. Entre os quadros do programa o que mais gostava era "Onde anda minha gente?".

Era assim, o ouvinte escrevia uma carta para o Waldir contando a história de um parente ou de um amigo que havia desaparecido..."querido Waldir, estou procurando um amigo que...." eram histórias marcantes e no final estávamos quase chorando, quando o Waldir terminava o quadro perguntando: "Onde anda minha gente?"


Um dia eu tirei todas as fotos de amigos e parentes que guardava em uma caixa de sapatos e iniciei uma colagem. Esta colagem formou este quadro, que não tem nenhuma assinatura de artista famoso, mas cada foto é uma assinatura inportante.O quadro simplesmente reune fotos cortadas e coladas como se todos estivessem reunidos para uma grande festa. São amigos que passaram, amigos que chegaram e se foram, outros que se perderam no caminho. E agora eu olho as fotos uma por uma e penso, que festa é a vida. Olha quanta gente que passou por aqui. Que saudade!

Tem amigo longe, amigo perto, amigo do outro lado da rua, do outro lado da cidade, em outra cidade, em outro país. Tem amigo espalhado por este mundão de meu Deus. Eu sinto uma saudade imensa de todos os amigos, e sinto uma enorme saudade dos tempos em que eu não tinha saudade.


No mundo virtual, aliás abrir aspas para citar um dos grandes filosófos da blogosfera que diz sempre: "Se o carinho é real a amizade não é virtual", grande amigos também por aqui passaram alguns visitaram o sofá, alguns comentaram, e se foram. Também sinto saudade de todos eles, mas é uma saudade real.

O café está pronto, quentinho , forte e nostálgico: Onde anda minha gente?



 
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