Imagina um boteco dentro do seu trabalho, que entre um job e outro ou enquanto você espera um email urgente, você corre toma um gole de cerveja volta pra mesa e continua o trabalho. Era isso mesmo. O bar ficava no sexto andar entre a midia e a criação.Abria pontualmente as 18h00. Ás 18h01 os ramais de todos os cervejeiros da agência tocava "vamos meu, vem logo".
E em cinco minutos, o Varanda estava lotado.
Época boa aquela. Não só pela cervejinha gelada, não só pela simpatia do Josivaldo, que alem de amigo, conselheiro, psicólogo, também emprestava um dinheirinho quando a gente precisava,e acima de tudo era o nosso garçom. Era ele também que preparava uma porção de queijo ou salame, com óregano e azeite, que nunca se viu por ai.
Sempre que preciso relaxar, a primeira imagem que me vem à mente é o Varanda lotado. Ali a gente bebia melhor do que muita gente por ai. Era ali que se reuniam na mesma mesa, diretores, VPs e boys, assistentes e gerentes. O único lugar da agência que ninguém era melhor do que ninguém. Ali, o Dagoberto Villafranca, citava Paulo Mendes Campos "Bebo para empatar com o mundo", enquanto na outra mesa o vice presidente de criação contava piadas de papagaios.
Sabe, todos nós precisamos de embriaguez. Alguns a conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando, escrevendo. Tudo é a mesma coisa: Necessidade de sair da realidade, de dar um pause. Por isso o "Varanda" era tão mágico. Em questões de minutos, a gente era transportado da mesa de trabalho para uma outra dimensão. O peso do cotidiano, dos problemas, dos prazos, tudo era facilmente esquecido. E se alguém precisasse nos lembrar disso era só ligar no ramal do Josi.
O Varanda, foi responsável pela dose certa de irresponsabilidade dos seus frequentadores, foi testemunha de amores inconfessáveis ou não, taí a Silmara e o Fabinho casados até hoje. Era Também um lugar de lágrimas disfarçadas, xingamentos, risadas arrastadas.
Um dia resolveram que a Publicis teria que sair do centro e ir para um lugar mais sofisticado. Fomos parar no WTC, na Berrine.
A festa de encerramento, foi um "amigo da onça" e o presente que mais rolou era" penis de chocolate", comprados no PontoG ao lado.
Um presente emblemático que queria dizer que a gente iria de alguma maneira se fuder.
Sim.
Foi o fim do Varanda e da própria Publicis.
Foi o fim do Varanda e da própria Publicis.

Meu
O 
Vamos começar pela criação. No princípio Deus criou os céus e a terra…opa, desculpa, confundi a Criação com algo menos importante. A Criação, onde trabalham os criativos (um lindo nome pra dizer às pessoas normais quando lhe perguntam: "o que é que você faz" – "sou criativo". Com certeza elas têm vontade de dizer: "e eu sou engraçado, bonito, inteligente. E ainda tenho uma profissão") é um ambiente magnífico. Que geralmente até às 10h30 da manhã está deserto. É nessa hora que começam a chegar os primeiros habitantes (em geral, estagiários). Até às 6 da tarde os cérebros ainda estão a aquecer e só pelas 8 da noite começam a trabalhar. Ficam nessa atividade incessante até 2 da manhã e, por isso, não podem chegar antes das 10 ou 11 no dia seguinte. Faz sentido. Há dois tipos básicos de Criação: a "Túmulo", onde ninguém abre a boca e cada riso um pouquinho mais alto pode atrapalhar a concentração de quem está no MSN ou vendo um site de sacanagem, ou lendo uma revista. E a "Casa da Mãe Joana" ,onde todo mundo ri alto, faz bagunça, conta piadas sujas, tira sarro dos atendimentos e vê e-mails com mulheres de pernas arreganhadas na frente da Sra. do café.
Mas o que vem a ser isso? Atendimento de quê? De telefone? De consumidor? De exigências de sequestradores? Não. Atendimento é um nome bem mal traduzido do inglês, onde os “atendimentos” (sim, existe uma coisa pior do que ser“criativo”) são chamados de "account managers", "assistants ou directors". Mas por um lado, o nome “atendimento” tem a sua vantagem. É uma ótima fonte de piadas do pessoal da criação (super criativos): atendilentos, atendiantas e assim por diante.




Eu espero sinceramente que ninguém leia esta merda, nem copie. Se fizer isso, não diga onde viu. Que 









